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26.5.02


Festival de Performances - o uso do corpo como objeto de arte

Reportagem de Caroline Schafer
Fonte : BBC de Londres para o Brasil -- BBC BRASIL(23/maio/2002).

Sentada em uma sala que mais parecia a sala de espera de um hospital, com uma ficha na mão, esperando meu número ser chamado, eu estava experimentando o início da performance mais polêmica de um festival bastante controvertido.

O Fierce Festival ("Festival da Ferocidade", em inglês), que vai até o dia 9 de junho, na cidade britânica de Birmingham, reúne 15 artistas de todo o mundo que têm em comum o uso do corpo como objeto de arte. O festival provocou polêmica antes mesmo de ser aberto, especialmente pela performance do italiano FRANKO B., que mora em Londres.

Comigo, outras 18 pessoas estavam esperando para que um homem vestido de enfermeiro nos levasse, um a um, até outra sala para passar três minutos com Franko B., sozinhos. Ajoelhado e nu, com o corpo pintado de branco, Franko B. recebeu a platéia com uma redoma em volta da cabeça, daquelas usadas por cachorros, para evitar que cocem suas feridas. Na altura do estômago, há um corte sangrando.

Feridas invisíveis

Cada visitante teve três minutos com Franko B.
Desconfortável é a palavra mais usada pelos espectadores para descrever a performance.

Um deles, Steve Palmer, disse que ficou bem nervoso e não sabia o que esperar. Quando a porta abriu e eu vi o artista coberto de tinta e sangue, foi um choque, disse ele. Mas quando conversou um pouco com Franko B., ficou mais à vontade.

O próprio Franko B. diz que sua performance, intitulada Aktion 398, é como uma escultura em uma galeria, mas uma escultura viva. Meu trabalho tem como base levantar questões, mais do que encontrar respostas, disse à BBC Brasil.

Espero que as pessoas saiam das minhas performances pensando nas feridas invisíveis que cada um leva consigo, afirmou.

Controvérsia

Trabalhos como o dele e o do japonês Tadusa Takamine, que mostra em vídeo um deficiente físico sendo masturbado, geraram muitas críticas entre o público do festival. Não só pela natureza das performances, mas também porque o evento é financiado com dinheiro público.

Deidre Alden, uma vereadora do Partido Conservador, se disse surpresa com o fato de ter gente querendo pagar para ver as performances, que ela considera "doentias".
Para mim, nada disso é arte. Ir para um palco para se cortar e sangrar não é o que eu chamo de divertimento, afirmou Aldren à BBC Brasil. "Fico supresa com o fato de haver gente que pague por isso."

Segundo ela, cada centavo tirado dos cofres públicos é demais para financiar o evento. O curador do Fierce Festival, Mark Ball, discorda. Para ele, existe um público ávido para ver trabalhos diferentes.

"A arte tem a obrigação de provocar o debate e os artistas não querem chocar", disse Ball. "Pelo contrário, os trabalhos levantam a questão sobre a posse do próprio corpo que, para mim, precisa ser debatida."

Um brasileiro entre os artistas participantes do Festival

Outra das atrações do festival é o brasileiro MICHEL GROISMAN, que participa com duas performances.

Em Transferência, Michel transfere a chama de uma vela para outra, através do lento movimento de seu corpo. Já Polvo é um jogo de cartas no qual os jogadores -- que são o público -- usam seus próprios corpos.

Na opinião de Groisman, a polêmica não faz necessariamemte parte da arte performática de hoje.

Acho que o escândalo faz parte de cada pessoa, se ela quiser ser escandalizada, disse à BBC Brasil. O escândalo é decorrente de uma incapacidade do público de estabelecer algum distanciamento.

Os organizadores do Fierce Festival sabem que a polêmica atrai público. Mas garantem que o objetivo do evento é explorar a identidade social e sexual das pessoas.










HAMLET de Brook vem ao Brasil

Reportagem de Alberto Guzik - Agencia Estado - 26/maio/2002.

Companhia do diretor inglês, um dos principais nomes do teatro do século 20, encenará espetáculo em São Paulo e no Rio, em junho

São Paulo - Uma das mais importantes obras de um dos supremos mestres do teatro contemporâneo chegará ao Brasil em três semanas. La Tragédie d´Hamlet, de William Shakespeare, dirigida por Peter Brook, vai apresentar-se em São Paulo e no Rio. De 13 a 16 de junho, no Teatro Sesc Vila Mariana. E de 20 a 22, no Teatro Carlos Gomes, na capital carioca. La Tragédie d´Hamlet será mostrado aqui em versão francesa, com legendas em português. Recém-estreado, o espetáculo iniciou carreira no dia 5 em Zurique, está agora em Viena e em seguida viajará para o Brasil. A vinda da companhia de Brook, sediada em Paris, foi possibilitada pelo Sesc de São Paulo e pela carioca RioArte. Sem o patrocínio dessas entidades, "não haveria a menor possibilidade de vermos esse Hamlet", afirma o produtor e diretor gaúcho Luciano Alabarse, responsável pelo sucesso das negociações que concretizaram a temporada da criação de Brook no Brasil.

Com elenco multirracial integrado por Emile Abossolo-Mbo, Lilo Baur, Rachid Djaïdani, Sotigui Kouyaté, Bruce Myers, William Nadylam, Véronique Sacri e Antonin Stably, esta Tragédie d´Hamlet retoma a produção inglesa que Brook fez do mesmo texto, com atuação elogiadíssima de Adrien Lester (que esteve no Brasil com a companhia Cheek by Jowl).

Estreado em 2000, Hamlet foi saudado por alguns críticos como uma espécie de ritual de passagem do encenador, sua cerimônia de fechamento do século e do milênio. O espetáculo que veremos, com 2 horas e 25 minutos de duração, é uma produção da CICT/Théâtre des Bouffes du Nord. Esse é o teatro ocupado por Brook desde 1974, quando o encenador inglês, já então considerado um dos maiores do século 20, trocou Londres por Paris, criou um projeto de investigação teatral e deu início a nova fase em sua carreira.

Sem limites - Até então, Brook já havia dirigido dezenas de montagens que fizeram época. Filho de russos, nascido na Inglaterra em 1925, Brook é figura de proa de uma geração que expandiu até a radicalidade os limites do espetáculo teatral. Para citar montagens suas que fizeram história, basta lembrar duas da fase londrina: Marat-Sade (1964), texto de Peter Weiss em que o diretor testou com sucesso idéias do "teatro da crueldade", do francês Antonin Artaud, e Sonho de uma Noite de Verão (1970), comédia de William Shakespeare na qual Brook fundiu o teatro com artes circenses, dando início a uma tendência cujos desdobramentos até hoje estamos testemunhando.

Na fase parisiense, criou produções que deixaram evidentes as novas fronteiras que explorava, transitando pela simplicidade, pelo foco absoluto no ator, e pela multirracialidade dos elencos. Mahabharata, Os Iks, O Homem Que, O Terno, A Tempestade estão entre essas realizações. Autor de vários filmes, entre eles Encontros com Homens Notáveis, O Senhor das Moscas, Mahabharata e Rei Lear, famoso também como diretor de óperas, artista admirado por atores referenciais do porte do japonês Yoshi Oida, Brook é ainda escritor, e registrou suas reflexões teatrais em O Teatro e Seu Espaço, O Ponto de Mudança, A Porta Aberta e Fios do Tempo, todos traduzidos no Brasil.

Esta é a segunda criação de Brook que Luciano Alabarse e sua empresa, a Mais Produções Artísticas, trazem ao Brasil. Há dois anos ele conseguiu levar, apenas para Porto Alegre, O Terno. Foi um feito considerável, que atraiu a atenção de toda a imprensa brasileira. Muita gente tentou trazer trabalhos de Brook para cá ao longo das últimas décadas. Uma das pessoas que mais lutaram para isso foi a empresária Ruth Escobar. Chegou a organizar a vinda de Brook em pessoa ao Brasil, há duas décadas, mas não conseguiu fazer com que uma das encenações do artista fosse vista aqui. O sucesso da empreitada de Alabarse deve ser creditado à boa agenda que criou trabalhando com a produção cultural, e especialmente teatral, no Rio Grande do Sul, onde dirigiu por vários anos o festival internacional Porto Alegre em Cena.

"Conheço a produtora de Brook", diz ele. "Chama-se Clara Bauer, e é argentina." Esse contato tornou menos complicadas as negociações com a companhia tanto no caso de O Terno, quanto agora, com Hamlet. "Depois que ela foi trabalhar com Brook", acrescenta Alabarse, "ficou mais fácil conversar com sua equipe." Segundo o produtor brasileiro, os integrantes da trupe de Brook "são tranqüilos e obsessivos. Todos educadíssimos, falam baixo, são muito gentis, têm uma aura zen-budista. Mas demonstram, sem exceção, uma obsessão magnífica pelo trabalho. São profissionais de altíssimo nível, sem qualquer dúvida". Há evidente rigor nas linhas pelas quais se pauta a equipe brookiana. Requerem da imprensa, por exemplo, que noticie os nomes dos atores por ordem alfabética de sobrenomes. Não há estrelas na turma.

Várias faces- A informação oficial é de que Peter Brook não acompanhará sua companhia na viagem ao Brasil. Mas Alabarse pensa que talvez isso possa mudar. "Ele tem muita vontade de voltar para cá, e nos últimos dias surgiu um sinal de que talvez venha com o grupo. Mas não há nada de certo nisso. Até onde sei, Brook não virá ao Brasil", diz. Esta não é a primeira vez que Brook monta Hamlet. Para ele, a peça permite uma redescoberta constante. "São facetas infinitas, como uma bola de cristal a girar no ar, mostrando a cada instante uma nova possibilidade", afirmou em entrevistas à imprensa européia.

Embora Porto Alegre tenha sido a primeira e até agora única cidade brasileira a ver uma produção de Brook, pois O Terno não passou por São Paulo nem pelo Rio, desta vez a capital gaúcha não receberá Hamlet. É uma produção cara, afirma Alabarse, com 18 pessoas na equipe, entre técnicos e artistas. E infelizmente não vamos poder mostrá-la em Porto Alegre por causa da questão financeira, mesmo. Sem patrocínio é impossível. Por isso, quero ressaltar o papel do Sesc e da RioArte, que estão dando esse presente ao público brasileiro.



25.5.02

Uma atriz brasileira batalhando no Japão

Se trabalhar aqui no Brasil já é aquela batalha, imaginem no Japão. E a autora de tamanha façanha é a atriz brasileira SONIA LUNNA, com um curriculo respeitavel,trabalhando no teatro e no cinema em Toquio. Reproduzo aqui na íntegra o que ela postou aqui no blog:
Oi Ruth. Oi gente.
Ruth, muito obrigada pela sua gentileza em oferecer esse maravilhoso espaço para a divulgação do meu trabalho. Viver no Japão não é fácil, ainda mais quando você se sente sozinha, querendo fazer teatro. Estou na batalha para levar um pouco de arte e cultura para a comunidade brasileira e apresentar um pouco da nossa safra artística ao povo japonês. Um tanto difícil, mas tenho colhido já alguns frutos.
Também tenho trabalhado com artistas de diversas nacionalidades, que também, como eu, têm lutado para levar um pouco de lazer e cultura para a comunidade internacional. Meu último trabalho foi a participação na produção americana CALIFORNIA SUITE, uma das mais bem escritas comédias de Neil Simon, patrocinada pela Coca-Cola e pelas embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e India. Também estou envolvida na produção do filme STAY, com uma equipe australiana. Claro, a embaixada da Australia também entra como patrocinadora nesse filme australiano. Até agora estou esperando que a nossa embaixada tambem comece a dar uma olhadinha para a carência cultural e artística que a nossa comunidade brasileira está mergulhada e responda meus emails, meus fax e minhas cartas.

Será que um dia o Brasil vai ter coragem de mudar essa situação e dar ao nosso povo, as mínimas condições para que os artistas possam produzir arte??? Deviam lembrar que nós, produtores de arte, fazemos um bem enorme à população, porque a cultura que um povo tem, também se mede pelo seu prazer em apreciar a arte. É uma vergonha, muitos brasileiros que estão aqui no Japão, nunca foram assistir uma peça de teatro, nunca se preocuparam em ir, porque nunca aprenderam na escola, que povo desenvolvido é povo culto e bem informado. Continuo na luta e espero poder contar com o apoio da comunidade artística brasileira.

Se, por ocasião da Copa, ou por outra ocasião qualquer, alguém vier ao País do Sol Nascente, não deixe de visitar a CASA DO ATOR - a sua casa aqui no Japão. Não importa se você é ator, diretor, produtor, cineasta, bailarino, artista plástico, artista circense, escritor ou seja lá o que for. Venha tomar um chá e deixar a marca da sua passagem aqui na CASA.
Será um grande prazer e com certeza, será bom para todos nós.
Basta escrever antes e avisar que vem, nós poderemos arranjar alguma coisa para ser feita por aqui, e unir o útil ao agradável.
Abraços Dionísicos
Sonia Lunna
(Toquio, Japão)

-Sonia Lunna
-May 23 2002, 12:44 am # e-mail (sonialunna@casadoator.tv)
homepage http://www.casadoator.tv
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17.5.02

Maria Peregrina, em única apresentação dia 30 de maio

Este é um espetáculo que eu gostaria de poder assistir - pelo autor (sou fã dele desde "Vem buscar-me que ainda sou teu"), e pela concepção da direção do Claudio Mendel. Atenção pessoal de Sampa ou quem viaja e vai estar lá no dia 30 de maio, não perca Maria Peregrina.

Dia 30 de maio às 19h30, no Teatro Fernando Azevedo na Praça da República - Prédio da Secretaria de Educação, ÚNICA apresentação do espetáculo "MARIA PEREGRINA", texto inédito de Luís Alberto de Abreu com direção de Claudio Mendel A entrada é gratuita.

Claudio Mendel fala sobre a peça: "Três histórias distintas narram o universo
de Maria Peregrina. Conhecida como Nega do Saco ou Maria do Saco, Maria
Peregrina viveu mais de 20 anos nas ruas de Santana, um dos bairros mais
antigos de São José dos Campos. Após a sua morte, ocorrida em 1964, passou a ser considerada santa popular e, atualmente, faz parte do universo
folclórico da região do Vale do Paraíba.

A montagem reúne técnicas do teatro oriental e ocidental, mesclando a estrutura do teatro clássico japonês com a narrativa encontrada em Brecht e no teatro épico. Os artistas narram e vivenciam as histórias ao mesmo tempo, ora no passado (atores-narradores), ora no presente (personagens-narradores)".

Espetáculos em cartaz no Rio

Estréias da semana:

UM BONDE CHAMADO DESEJO Texto: Tennessee Williams. Direção: Cibele Forjaz. Com Leona Cavalli, Milhem Cortaz, Isabel Teixeira, João Signorelli e outros.

Depois de uma série de perdas, Blanche Dubois vai morar na casa de sua irmã e acaba vivendo uma relação neurótica com o cunhado, por quem sente atração e repulsa ao mesmo tempo.

Teatro Sesc-Copacabana: Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana — 2547-0156. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10 e R$ 5. 120 minutos. Até 30 de junho

ISSO ASSIM ASSADO NO INFERNO Texto e direção: José Carvalho. Com Anna Wiltgen, Isabel Themudo, Joca D’ Avila e outros.

Cinco paranormais são contratadas pela polícia para desvendar uma série de assassinatos.

Sala Paraíso do Teatro Carlos Gomes: Praça Tiradentes s/n, Centro — 2232-8701. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 18h. R$ 10.

Reestréia
DEU A LOUCA NO HAMLET Texto e direção: Cláudio Filiciano. Com o grupo Cabeça de Prata.

Um diretor estressado resolve montar “Hamlet”", de Shakespeare, sem patrocínio, o que gera enormes confusões.

Espaço Cultural Constituição: Rua da Constituição 34, Centro — 2242-3102. Qui, às 19h. R$ 10 e R$ 6 (terceira idade). 80 minutos.

Última semana em cartaz:

É... Texto: Millôr Fernandes. Direção: Camilo Áttila. Com Elizabeth Savalla, Otávio Augusto e outros.

Após 22 anos de casamento, um homem se apaixona por uma jovem com idade para ser sua filha.

Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Copacabana 360, Copacabana — 2548-0421. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 90 minutos. Até 19 de maio.

O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO Texto: José Saramago. Adaptação: Maria Adelaide Amaral. Direção: José Possi Neto. Com Maria Fernanda Cândido, Walderez de Barros, Paulo Goulart e outros.

Na peça, Deus discute com o Diabo a respeito do Bem e do Mal.

Teatro Villa-Lobos: Av. Princesa Isabel 440, Copacabana — 2541-6799. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 18h30m. R$ 30. 120 minutos.

NAVEGAR É PRECISO... Coletânea de textos. Supervisão: Eduardo Wotzik. Com Tony Correia.

Reunião de textos dos poetas Fernando Pessoa, Camões, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Participação da cantora de fados Maria Alcina.

Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra): Rua Conde Bernadotte 26, Leblon (2294-0347). Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25. 75 minutos.

Continuam em cartaz:

AS ARTIMANHAS DE SCAPINO Texto: Molière. Direção: Daniel Herz. Com a Cia. dos Atores de Laura.

O esperto Scapino cria uma trama mirabolante que permite aos jovens Leandro e Otávio se casarem com as moças que amam.

Teatro Miguel Falabella: Av. Dom Helder Câmara 5.332, 2 piso, Norte Shopping — 2595-8245. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 90 minutos. Até 2 de junho.

BODAS DE OURO Texto e direção: Vicente Maiolino. Com Ida Gomes e Carlos Alberto.

Casal vê o sonho de uma velhice tranqüila ameaçado por um erro da previdência social.

Teatro do Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco 241, Centro — 2510-8848. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 19h. R$ 15. 60 min.


BONITINHA MAS ORDINÁRIA Texto: Nelson Rodrigues. Direção: Ivan Sugahara. Com a companhia teatral Os Dezequilibrados.

O público literalmente acompanha o dilema de Edgar pelos vários cômodos da Casa da Matriz. São só 15 espectadores por sessão.

Casa da Matriz: Rua Henrique Novaes 107, Botafogo — 2266-1014. Qui a sáb, às 20h. R$ 10. 120 minutos. Até 29 de junho.

CASA DE BONECA Texto: Henrik Ibsen. Direção: Bia Lessa. Com Betty Gofman, José Mayer, Júlia Lemertz, José Wilker e outros.

Filme-peça que conta a história de Nora, mulher que decide abandonar marido e filhos para mudar de vida.

Teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qua a dom, às 19h. R$ 10. 100 min.

CÓCEGAS Direção: Aloísio de Abreu, Sura Berditchevsky, Luiz Carlos Tourinho, Régis Faria e Marcelo Saback. Texto e atuação: Heloísa Perissé e Ingrid Guimarães.

As duas atrizes continuam sua temporada de sucesso, encarnando suas hilariantes personagens.

Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2 piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2540-6004. Qua a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25 (qua e qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sábado). 100 minutos.

CONVERSA PRIVADA Direção: Beto Brown. Texto e atuação: O Grelo Falante.

A peça mostra o que as mulheres fazem e conversam na intimidade. Prepare-se: há número de platéia.

Teatro dos Grandes Atores (Sala Azul: Shopping Barra Square. Av. das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 80 minutos.

A DIABÓLICA MOLL FLANDERS Adaptação e direção: Charles Möeller. Com Ary Fontoura, Leandro Ribeiro, Wilson de Santos e outros.

A história de uma mulher inescrupulosa que fez tudo para subir na vida.

Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea, 2 piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-9895. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 80 minutos. Até 28 de julho.

UMA DUPLA DE 2 Texto: Duda Ribeiro. Direção: Luiz Carlos Tourinho. Com Eduardo Galvão e Duda Ribeiro.

Sete esquetes cômicos retratam a mentalidade masculina.

Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica 63, Ipanema — 2267-7295. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 15 (qui, sex e dom) e R$ 20 (sáb). 80 minutos. Até 30 de junho.

O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO Texto: João das Neves. Direção: Marcelo Bonis. Com o grupo Trama.

Inspirada num conto do escritor João do Rio, a peça retrata as desventuras de um jovem que é discriminado por ser honesto.

Teatro Glaúcio Gill: Praça Cardeal Arcoverde s/n , Copacabana — 2547-7003. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 80 minutos.

INTIMIDADES 2 Texto e direção: Aloisio de Abreu. Com Sylvia Bandeira, Betty Erthal e Fabio Pilar.

A montagem reúne quadros da primeira edição com outros novos.

Teatro Sesi: Av. Graça Aranha 1, Centro — 2563-4164. Qui, sex e dom, às 19h. Sáb, às 20h. R$ 10 (qui), R$ 15 (sex e dom) e R$ 20 (sáb). 60 minutos. Até 26 de maio.

UMA MULHER VESTIDA DE SOL Texto: Ariano Suassuna. Direção: Maira Jeannyse. Com Elísio Filho, João Feitosa e outros.

Tragédia nordestina que retrata uma batalha de morte entre pessoas da mesma família.

Rio Scenarium, Pavilhão da Cultura: Espaço Ariano Suassuna, 2 piso. Rua do Lavradio 20, Centro — 3852-5516. Qui a sáb, às 18h30m. R$ 10. 60 minutos. Até 1 de junho.

UMA MULHER PARA DOIS MARIDOS Texto e direção: Campana. Com Chaguinha, Ana Paula Mattos e Anderson Ribeiro.

Comédia sobre uma mulher bonita que acaba se envolvendo num triângulo amoroso.

Teatro Henriqueta Brieba: Rua Conde Bonfim 451, Tijuca — 2570-1012 ramal: 281. Qua e qui, às 19h. Sex, às 19h e 21h. R$ 10 (qua e qui) e R$ 15 (sex).

NAMORO Texto: Ílder Miranda Costa. Direção: Renato Castro Barbosa. Com Carem Daniela, Fernanda Zeeh e outros.

Comédia adolescente que retrata diferentes situações vividas por três irmãs com idades entre 14 e 18 anos.

Teatro Princesa Isabel: Av. Princesa Isabel 186, Copacabana — 2275-3346. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h30m. R$ 15. 60 minutos.

NOITES DO VIDIGAL Texto: Luís Paulo Corrêa e Castro. Direção: Guti Fraga e Fernando Mello da Costa. Com o grupo Nós do Morro.

A trágica história de amor entre Tião e Aparecida, mestre-sala e porta-bandeira da Escola de Samba Acadêmicos do Vidigal.

Teatro do Planetário/Maria Clara Machado: Rua Padre Leonel Franca 240, Gávea — 2274-7722. Qui, sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10. 75 minutos. Até 2 de junho.

A PRISÃO E O TEMPO Texto e direção: Bruno Rodrigues. Com Anna Stelman, Fernanda Fernandes, Gustavo Chermont e Ziza Fagundez.

Uma funcionária misteriosa induz o público a viagem fiolosófica.

Teatro do Museu da República: Rua do Catete 153, Catete — 2558-6350. Qua e qui, às 19h. R$ 10. 70 minutos. Até 26 de junho.

A PROVA Texto: David Auburn. Direção:Aderbal Freire-Filho. Com Andréa Beltrão, José de Abreu, Emilio de Mello e Gisele Froes.

Uma jovem mulher, filha de um gênio da matemática que acaba de morrer, decide estudar as teorias do pai.

Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro): Rua Conde Bernadotte 26, Leblon — 2274-3536. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25 (qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sáb). 100 minutos.

A REVOLTA DOS ANU'S... ACABOU EM NÁDEGAS Texto e Direção de Gugu Olimecha. Com André Rangel.

Comédia inspirada na fixação do brasileiros pelo “derrière” feminino.

Teatro América: Rua Campos Sales 118, Tijuca — 2567-1572. Qui, às 21h. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 15 (qui, sex e dom) e R$ 18 (sáb). 100 minutos.

SANTA TERESA DE ÁVILA: SETA DE FOGO Texto e direção de Ciro Barcelos. Com Carmen Del Rio, Roseane Milani e outros.

Musical inspirado nas poesias de Santa Teresa De Ávila.

Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824, Ipanema — 2523-9794. Qui, sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15 (qui), R$ 20 (sex e dom) e R$ 25 (sáb). 70 minutos.

TANGO, BOLERO E CHÁ-CHÁ-CHÁ Texto: Eloy Araújo. Direção: Bibi Ferreira. Com Eduardo Martini, Maria Helena Dias e Leonardo Franco.

Dez anos depois de abandonar a mulher e o filho, homem reaparece assumindo sua condição de transexual.

Teatro dos Grandes Atores (Sala Vermelha): Shopping Barra Square. Av. das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 100 minutos.

VARIAÇÕES ENIGMÁTICAS Texto Eric-Emmanuel Schmitt. Direção: José Possi Netto. Com Paulo Autran e Cecil Thiré.

O encontro entre um repórter e um escritor, vencedor do prêmio Nobel de Literatura, que vive isolado em uma ilha nos mares da Noruega.

Teatro Maison de France: Av. Presidente Antônio Carlos 58, Centro — 2262-7527. Qui e sex, às 19h30m. Sáb, às 21h. Dom, às 18h. R$ 25 (qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sáb). 90 minutos. Até 2 de junho.







Teatro de Anonimo faz e acontece na city

Depois de bombar na Serrinha, o Teatro de Anonimo foi agitar na Maré. Eles contam:
A Maré é realmente muito complexa . Não sei se podemos dizer que estivemos na Maré. Estivemos em parte dela, mais precisamente no Timbau e na Nova Holanda . Mas, com certeza, todo o Complexo com seus 120 mil habitantes, ficou sabendo da presença do Território Cultural. Derrubamos fronteiras e trincheiras armados de arte, alegria e fortes emoções. Uma batalha foi vencida, mas a guerra continua.

Agora vamos invadir a zona sul. A partir do próximo sábado estaremos no Vidigal. Cortejos , espetáculos e oficinas, para todos os sexos, religiões, faixas etárias. Tem pra todos, agradando geral.


















O meu blog pessoal, o Artimanhas, tá na mídia. Hoje aqui na coluna da Beta Correa no Caderno Internet do Jornal do Brasil. De maneiras que depois de tamanha distinção, não estou me cabendo, fico... fico besta.

4.5.02

Maratona de Contos

Gente, tá demais essa maratona ! Os melhores contadores e os melhores grupos de contação de histórias nacionais e internacionais estarão se revezando no palco, amanhã e domingo, das 9 às 21hs na BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO, à Av Presidente Vargas 1261 (perto da Central). Também será aberto um espaço para que o público presente também possa contar as suas histórias.

Sábado - 4 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha.

9hs - Grupo Mil e Umas ( integrado pela Flavia Berton (oi Flavinha!), a Livia de Almeida, outros três ou quatro integrantes, é um dos grupos mais famosos e atuantes, com apresentações nacionais e internacionais; criador e organizador do I Festival Internacional de Contadores de Historias, em outubro/99, quando o meu grupo "Ao pé da fogueira" se apresentou no Espaço Aberto). É, eu tive um grupo de contadores de histórias. Foi muito bom, enquanto durou.

10hs - Daniela Chindler ( contadora de historias e produtora de eventos, criadora do " Manhãs de Histórias em Copacabana ", sabados e domingos no Glaucio Gil. O grupo "Ao pé da fogueira" fez bonito nesse evento, foi nesse evento que nos firmamos como grupo. Daniela foi a criadora de outro projeto de sucesso, a contação de histórias na Academia Brasileira de Letras).

10h30m- Grupo Abayomi (mulheres da Cooperativa Abayomi -- boneca negra sem cola ou costura. Elas se apresentam cantando e dançando ciranda, e no final acaba com o público numa roda de ciranda. Quem participou não esquece jamais. Uma celebração à vida e à arte).

11h - As Velhinhas de Santa Teresa (Ainda não vi, mas tenho as melhores referências. Uma das velhinhas, é o premiado --vários Mambembe de Melhor Ator- EMANUEL SANTOS que foi do Grupo Hombu).

12hs - Palco Aberto

13hs - Fátima Café ( famosa contadora de histórias, atriz e diretora teatral. Minha primeira professora de contação de histórias, e a quem devo algumas descobertas que influenciaram o meu estilo de contadora).

14hs- Priscila Camargo (atriz e contadora de histórias que vem se apresentando com sucesso no Brasil e em Portugal com o espetáculo "Boca a Boca" , tanto que já criou o "Boca a Boca II").

15hs- Joaquim de Paula (músico, cantador e contador da melhor qualidade, além de professor, escritor e arte-educador).

16hs - O misterioso rapto da flor do sereno com Renato Peres, Cecilia Lage e
Leo Alves
(não conheço o trabalho do grupo).

17hs - Grupo Repertório ( Maria Pompeu, Amaury de Lima e Marcia Bloch. Criado pela atriz, contadora e produtora Maria Pompeu, vem se apresentando com sucesso em multiplos espaços -- praças, igrejas, escolas, teatros, etc...)

18hs- Celso Sisto (um Mestre. Integra o Grupo Morandubetá desde a sua criação, além de contador e ator, escritor premiadíssimo e especialista em literatura infantil e juvenil).

19hs - Do pau-brasil a Oswaldo Cruz, é o cordel que vem à luz com Edmilson
Santini
(este eu não conheço, mas o título é bem sacado e merece conferir).

19h40m - Fernando Lébeis e Augusto Pessôa (Dois Mestres. Lébeis contando o mito da Ceyuci e o mito do Serpentario é inesquecível, e o Augusto, contando os contos do Artur Azevedo não tem pra mais ninguém. Tive o privilégio de ser aluna dos dois, na Casa de Leitura).

Domingo - 5 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha

9hs - Cores, Cantos e Contos de Brasil com Rita Porto, Fáthima Rodrigues e
Renato Peres
(não conheço o grupo, mas conheço a Rita -- uma ótima atriz -- e este trabalho é o resultado de uma pesquisa do grupo).

10hs - Augusto Pessôa e Rodrigo Lima (onde tem o contador de histórias, ator, cenografo, figurinista e arte-educador Augusto Pessoa tem qualidade e divertimento garantido. O Rodrigo eu não conheço).

10h40m - Nelson Pimenta> (não tenho referências, sorry).

11hs- Sônia Travassos (idem, sorry).

12hs - Palco Aberto

13hs - Raquel Nader e Laerte Vargas (O Laerte é um ótimo contador -- contando cordel é um arraso -- e se não me engano foi do "Confabulando" e da Raquel tenho uma vaga lembrança).

14hs- Bia Bedran (uma das pioneiras dessa arte, conta, canta e encanta).

15hs- Grupo Confabulando ( formado pela Ana Creton, Maria Clara, Maria Ignês e Olívia Dornelles, um dos mais destacados e atuantes com apresentações em todo o País. Trabalha com a pesquisa de contos populares. O grupo publicou o livro "Contos como a gente conta"-Ed.Memórias Futuras).

16hs - Oswaldo Felipe(Espanha) e Márcio Moura (contos da tradição espanhola e Márcio, sorry, não tenho referências).

17hs - Yoshihira Hioki (Japão) e Maria Clara Cavalcanti (estou curiosa para ver a contação de japonês, e Maria Clara -- ótima contadora, integrante do grupo Confabulando, desde a sua fundação em 1995).

18hs- Jean Michel Hernandez (França) e Benita Prieto (a tradição francêsa e a ótima contadora de histórias Benita, integrante do Morandubetá, desde a sua fundação, especialista em literatura infantil e juvenil, além de organizadora deste evento. Ela é a minha referência primeira de contadora de histórias).

18h30m -Mano Melo (poeta, escritor e contador -- tem um repertório de contos porno/eroticos muito divertidos).

19hs - Horácio Santos (Cabo Verde) e Celso Sisto a dupla promete.

20hs - Diana Tarnofky (Argentina) e Eliana Yunes ( uma dupla respeitável -- a contadora argentina e a Eliana, integrante do Morandubetá, doutora em linguistica e em literatura portuguesa, criadora do PROLER e uma ótima contadora de Shakespeare. Inesquecível o espetáculo do Morandubetá, contando textos de Shakespeare no Teatro II do CCBB. Um grande momento do grupo, e especialmente da contadora de historias e atriz Eliana Yunes).


1.5.02

Voce sabia que eu tenho um blog pessoal ? Ja que voce veio ate aqui, aproveita e da um chegadinha la no Artimanhas.
Duas ou três coisas que eu sei do FILO

Primeira, que começa amanhã e encerra no dia 25 de maio... e que a Nitis Jacon é a diretora artística (ela é uma grande batalhadora e responsável pela continuidade do FILO. Ruth Escobar que nada, sou muito mais a Nitis, que já trouxe até o Kazuo Ohno para Londrina)... e que eu venho pesquisando exaustivamente há mais de uma semana nos principais jornais do País -- JB, OGlobo, Estadão, Folha, bem como os principais do Paraná, e nenhuma linha sobre o FESTIVAL INTERNACIONAL DE LONDRINA... e que o site do FILO que contém a programação esnoba o meu provedor, e eu não consigo acessar a programação -- não passo da primeira página, com a impressão digital e aquele ôlho dentro dela.

Comunicação kafkiana com a administração do FILO

Em virtude do exposto aí em cima, e-mailei para a direção do FILO pedindo a programação para postar aqui, narrando todas as minhas desditas, e inclusive as dificuldade de acessar o site. Para facilitar as coisas para o meu lado, por tão inusitada solicitação já que existia um site do FILO, e que deveria conter a programação, aproveitei para me apresentar (sei lá se a Nitis lembra de mim), e entre outras falas, mencionei o meu trabalho na coordenação e lançamento na extensão Rio do FILO em julho de 1989, como assessora da então FUNDACEN/MINC.

De nada adiantaram as minhas explanações todas,
e a resposta veio curta e inútil:

Informamos que o site do FILO é www.filo.art.br e lá está a programação do evento que será de 01 a 25 de maio
E depois disso, tinha ainda mais duas linhas dizendo que o meu e-mail seria encaminhado a Nitis que estava ocupadíssima, coisa e tal, e a terceira linha era o fecho frio e formal.

Passei outro e-mail reiterando o pedido, e a resposta veio hoje de manhã, "mandamos aqui a programação atachada", e desta vez, mais atencioso e gentil . Daí começou outra tortura virtual: levei mais de duas horas tentando abrir a tal da programação atachada ...e nada. Nessas horas eu penso em desistir do meu provedor, o AOL porque tem esse problema com alguns arquivos.

Saí clicando adoidada, em tudo que eu suspeitava que pudesse resolver esta parada, e quasi pirei porque aparecia sempre lá na barra de navegação frame / archive / nada. htm, e da atachada programação nenhum sinal. E nesta ensandecida faina, comecei a usar ferramentas que comumente eu não uso como um tal de TextPAd, e com ele foi foi detectado o problema quando apareceu lá um texto com a explicação:

Esta página usa frames e seu browser não os carrega

Et alors ? Qu est-ce qu on va faire ? Voila.