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7.10.03



Henrik Ibsen -- textos e montagens no Brasil
Dramaturgo norueguês (1828-1906). Um dos maiores representantes do realismo no teatro, tendo exercido à sua época, uma grande influencia no teatro europeu. Natural de Skien, uma pequena cidade marítima do sul da Noruega. Filho de abastado comerciante, que faliu quando Ibsen tinha apenas sete anos. Em virtude disso, Ibsen foi á luta desde muito jovem, conseguindo trabalho como aprendiz de farmacêutico, e estudou sozinho para entrar na Universidade.

Em 1850, de namôro com a literartura escreve poesia e, lança sua primeira peça, Catilina, inspirada nas revoluções européias de 1848, e nos escritos do romano Cícero. Segundo alguns biografos, por essa época, ele dirige o Teatro de Bergen, segunda cidade mais importante do país. E em 1857, assume a direção do Teatro Norueguês de Oslo.

Escreve três outras peças conhecidas como a trilogia lírico-filosofica, recuperando os ideais românticos e o estilo de vida escandinavo. A Comédia do Amor em 1862, Brand em 1866 e Peer Gynt em 1867.
Seguem-se depois em 1869 União dos jovens, Imperador e Galileu e As colunas da Sociedade.

Em 1879, escreve Casa de Bonecas, a sua peça mais conhecida e a mais encenada no mundo, tendo como uma das suas primeiras intérpretes a grande atriz italiana Eleonora Duse. Aqui no Brasil foi montada várias vezes -- de Tonia Carrero a Ana Paula Ariosio. A peça aborda a emancipação feminina e a personagem principal, a Nora, é considerada a precursora do movimento feminista. Se a minha memória funciona, a peça teve também adaptações para o cinema e a ópera. E se não foi adaptada para ópera, o que eu não tenho certeza, Grieg contemporâneo de Ibsen e seu amigo, deve ter pelo menos pensando no assunto.

Depois seguem-se outros textos dramáticos Os Espectros, O inimigo do povo, O pato Selvagem (este último drama, o Paulo Autran montou aqui há uns dez ou quinze anos atrás) Romosmersholm e A Dama do Mar.

A Dama do Mar foi montada aqui no Rio, há uns cinco anos, pela louvável ousadia da Cristiana Guinle que bancou a produção e fez o personagem principal. Na direção, o diretor paulista Ulysses Cruz que protagonizou uma inusitada performance, quando barrou a crítica Bárbara Heliodora na estréia dessa peça. A montagem ganhou uma ambientação especial no pier da praia do Flamengo. Essa eu marquei. Não vi, mas gostaria de ter assistido.

Em 1890, Hedda Gabler , intepretada por grandes atrizes a começar pela Eleonora Duse no teatro e Ingrid Bergman no cinema. E aqui que eu lembre a Dina Sfat no teatro. Eu não tenho certeza se foi uma leitura da peça ou montagem. Ah, e o Grieg compôs música para essa peça.

Em 1892, Solness, o construtor. A primeira peça dele que eu li para um trabalho na escola de teatro. E não consigo lembrar quem montou aqui no Rio, nos anos oitenta. Desconfio que foi o Eduardo Tolentino, do grupo TAPA.

E, é de l899, sua ultima peça Quando nós os mortos acordamos que eu tive o privilégio de assistir numa montagem antologica do Antonio Guedes (é ele mesmo, o Tuninho Guedes, diretor da atual montagem de Peer Gynt) com uma ambientação cênica e uma iluminação belíssimas, no Teatro Sergio Porto, há não sei quantos anos atrás. Acho que uns dez ou mais. Ah, e lembro do pai do Pedro -- o Dudu Sandroni, ótimo como ator.

POST SCRIPTUM: Se alguém viu alguma uma dessas peças do Ibsen aqui ou no exterior, por favor colabore com esta escriba, postando aqui no "comente" ou por e-mail ou no livro visitas.

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