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5.10.03


Peer Gynt de Ibsen -- estudo para montagem, já está em cartaz .

Estreiamos ontem. Uma emoção inenarrável, quando o público levantou no final e aplaudiu legal. Pela primeira vez nessa minha vida de atriz -- bissexta --uma estréia normal e um ensaio geral sem estresse.
No ensaio geral, quando costumam acontecer todas as maluquices, ninguém teve os pitís costumeiros, e até desculpáveis da ocasião, e eu estava estranhamente bem comportada. Não briguei e nem impliquei com ninguém, e nem tive dor de barriga.
Ontem á tarde, quando demos uma repassada na iluminação do espetáculo, eu já saí de casa um tanto estranha. Voltei do elevador para ir ao banheiro, pela décima quinta vez no dia. Cheguei ao SESC, ví que não era a única, um colega tomava remédio para os intestinos, outra estirada no palco com dor de cabeça, outro com dor de estomago, e outros disfarçando o nervossimo -- eu inclusive, atacavam o lanche com bolo de baunilha e chocolate, sucos e cafézinho -- uma cortesia especial do SESC.
E o Antonio Guedes, o nosso inacreditável diretor estava rouco. O inacreditável é por conta do seu alto grau de equilíbrio, sabedoria, elegância e bom humor. Durante esses sete mêses de trabalho até o dia da estréia, nunca -- eu disse nunca - eu vi o Tuninho (para os íntimos), siquer alterar o som da sua voz.

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