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14.5.04

Pulsar Cia. de Dança e o projeto "Humaitá para todos" no Sergio Porto
Exposição de fotos do fotografo cego Egven Bavcar, espetáculos de música e dança, organizados pelo Programa Arte Sem Barreiras, da Funarte, em parceria com a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. De 7 a 9 - apresentação da pianista Miriam Esteves e da Pulsar Cia. de Dança.
De 7 a 16 - exposição de fotos Nus femininos, de Evgen Bavcar.
De 14 a 16 - apresentação do pianista Paulo Romário e da Cia. Pulsar de dança.
Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Espaço Cultural Sérgio Porto, rua Humaitá, 163. Humaitá, RJ.
A Pulsar Cia de Dança, grupo carioca que mistura bailarinos com e sem deficiência motora, criada em 2000, no Rio de Janeiro, e dirigida pela bailarina e coreografa Teresa Taquechel, integrante do Núcleo Coreográfico da Escola e Faculdade Angel Vianna, vem propondo um novo olhar dentro da estética da dança.
A Pulsar Cia. de Dança, pesquisa o seu novo espetáculo "Por trás da cor dos olhos", e se prepara para representar o Brasil, no próximo mês, participando do International VSA Arts Festival, em Washington.
Composta por bailarinos e atores com e sem deficiência, a Pulsar busca uma singularidade na diferença. A identidade de cada intérprete é fonte de criação, um estimulo ao olhar em relação à multiplicidade do individuo.
No ano passado, Rogério Andreolli, integrante da Cia. tornou-se o primeiro bailarino profissional em cadeira de rodas no Brasil. Uma conquista pessoal e da Cia., abrindo um caminho para que outros bailarinos com deficiência possam obter o seu registro profissional.
Numa apresentação da Cia. no ano passado em Brasilia, numa estrevista ao Jornal do Brasil, Rogerio comentou:
- Perdi o medo de sair da cadeira. A dança aumenta e ajuda muito a sua auto-confiança, sua auto-estima - contou Rogério. "Vítima de pólio quando bebê, ele tem as pernas finas, com pouca mobilidade, mas maleáveis de maneira fora do comum. Parece borracha, comentava-se entre a platéia. Mais que aprimorar a sua arte, o bailarino usou a dança para melhorar sua vida", comentava o entusiasmado reporter do JB.
Ainda no JB,o relato surpreendente: "depois da apresentação, o grupo se reuniu para responder perguntas da platéia. O bem-humorado bailarino lembrou que, em um dos ensaios, torceu o dedão do pé e teve que ir ao médico. Quando chegou lá, teve que explicar a contusão: se eu contar, você não vai acreditar, avisou. Ao dizer me machuquei dançando, o médico não evitou as risadas incrédulas.

Teresa Taquechel, Renata Souza e Andréa Chiesorin da "Pulsar Cia. de Dança", só até amanhã no Espaço Cultural Sergio Porto, no Humaitá.

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