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25.4.04


A matéria com o Zé na Caros Amigos está imperdível. Grande momento do entrevistado e dos ótimos entrevistadores.
O Homem do Baú e Zé Conselheiro

Baú, baú da felicidade...
Depois de mais de vinte anos de espera, finalmente aconteceu o encontro mais aguardado do teatro paulista. Sílvio Santos foi ao Teatro Oficina encontrar o José Celso Martinez Corrêa. "O Silvio veio sozinho, sem paranóia, chegou na hora, isso é importantíssimo", disse um emocionado -- e bota emoção nisso -- Zé Celso à reportagem da Folha. O encontro que pode mudar os destinos da cultura e do teatro brasileiro teve as participações especiais do brilhante Contardo Calligaris em "Carta Aberta a Sílvio Santos" -- um artigo seu publicado na Folha, e a mediação do nobre senador Senador Eduardo Suplicy, presentes no encontro do Oficina. O lindão do Supla também esteve presente acompanhando o seu pai.
Eu não vou me surpreender se o Sílvio Santos daqui há pouco estiver trabalhando como ator no palco do Oficina com o Zé, além de abraçar os projetos todos do Oficina. O convite para trabalhar no Oficina já foi feito pelo Zé. "Quis saber quanto custa o projeto. E o convidei para atuar. ... a partir de hoje mudou a relação", com Sílvio Santos.
Conheço muito bem o poder de persuasão do Zé. Meu encontro com ele nos anos setenta mudou definitivamente o rumo da minha vida. Ainda vou contar isso aqui. Prometo.

19.4.04

Mensagem (discreta) pro LULA -- do Gerald Thomaz
A grandiloquencia não significa nada fora do palco. Aliás, significa sim. Dá um certo mal estar, por estar fora de contexto, sendo ela, a grandiloquencia uma imagem velha e publicamente podre (usada pelos padrões mais antigos do teatro antigo, antiquado, canastrão).
(...) Suje suas maos de novo, assim como elas ja estiveram, sujas de orgulho e metal e ferrugem. Essa seria uma imagem eloquente...
(...) Não queremos desistir de Lula. Não eh essa a questao. Mas não queremos vê-lo preso como uma mosca numa teia onde ele nao consegue se mexer - fazendo de conta (como se fosse um grande ator da velha escola francesa) que está num espetáculo da Comédie Française.
O post completo está aqui no blog do Gerald.

6.4.04

A t r i z
A morte emendou a gramática.
Morreram Cacilda Becker.
Não era uma só. Era tantas.
Professorinha pobre de Piraçununga
Cleópatra e Antígona
Maria Stuart
Mary Tyrone
Marta de Albee
Margarida Gauthier e Alma Winemiller
Hannah, Jelkes a solteirona
a velha senhora Clara Zahanassian
adorável Júlia
outras muitas, modernas e futuras
irreveladas.
Era também um garoto descarinhado e astuto: Pinga-Fogo
E um mendigo esperando infinitamente Godot.
Era principalmente a voz de martelo sensível
Martelando e doendo e descascando
A casca podre da vida
Para mostrar o miolo da sombra
A verdade de cada um nos mitos cênicos.
Era uma pessoa e era um teatro.
Morrem mil Cacildas em Cacilda.

Carlos Drummond de Andrade

Walmor Chagas e Camila Amado -- moment tendresse dos dois amigos -- na Exposição Cacilda Becker, e ao fundo a famosa foto de Cacilda numa cena do espetáculo "Esperando Godot", de Beckett. Ela interpretava Estragon, e Walmor o Wladimir.
O espetáculo estreiou em abril de 1969, em um dos períodos mais acirrados da ditadura militar, e Cacilda declarava à época:

"A angústia está em todos nós e Beckett não fez mais do que trazê-la á tona. Todos nós estamos à espera de Godot. Wladimir acredita que ele venha e Estragon, não."

A temporada de "Godot" foi interrompida 28 dias depois da estréia, quando no intervalo da peça, ela teve um derrame. Foi operada, mas não sobreviveu, falecendo em 14 de julho de 1969." E no mas, é como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade, num poema em homenagem à atriz: Morreram Cacilda Becker

Numa visita à Exposição Cacilda Becker, depois do debate no palco, Walmor Chagas troca idéias com uma estudante de teatro no foyer do Teatro Glauce Rocha


No Teatro Glauce Rocha lotado nesta segunda feira para uma conversa com o ator Walmor Chagas e o lançamento do projeto "Laboratorio do Ator" oficina de reciclagem para atores profissionais em todo o País.
Sentados no palco, a atriz Cristina Pereira -- Coordenadora de Teatro, Dança e Ópera da FUNARTE, e a minha outra conterrânea, a atriz Suzana Saldanha que colaborou na implantação desse projeto; Emilio de Mello e Camila Amado -- os dois atores ministram as oficinas inaugurais no Rio e o ator três emes dentro dos padrões globais como ele mesmo falou: milionário, mulherengo e mau carater, o famoso e respeitado ator Walmor Chagas.


Exposição Cacilda Becker aberta ao público na Sala Aluisio Magalhães do Teatro Glauce Rocha, no Rio.

3.4.04

Isso é Super Maria!
Ela sempre surpreende os amigos. Esta eu soube pelo jornal OGlobo. Panfletrar na porta dos teatros, era o que faltava para o curriculo da Super Maria -- alcunha (huumm... alcunha!) que eu dei à atriz Maria Pompeu, o meu maior PR (ponto de referencia) aqui no Rio. Nos conhecemos quando ela fazia uma excursão teatral pelo sul do País, e eu ainda cursava arte dramática na UFRGS, em Porto Alegre. Mas esse post é pra dizer que à essa época, eu fui a espectadora privilegiada do melhor trabalho de interpretação dessa atriz: um monólogo de Tenessee Williams intitulado Retrato de Madona. E, aproveitando o meu blogar, inicío agora uma campanha para a remontagem da peça Retrato de Madona pela atriz Maria Pompeu. Viu Maria, ainda não mudei de opinião. Bien-sûr.