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30.8.06


"Nada contra nada", Pedro II no CEP 20.000

Poeta Chacal em altas performances
Altas celebrações pelos 16 do CEP 20.000

Ontem, o Teatro Sergio Porto, no Humaitá - Rio de Janeiro, viveu uma noite historica e das mais significativas da arte e da cultura desse nosso País. O movimento artístico cultural denominado CEP 20.000, que surgiu no início de 1990, criado por uma intrepida turma liderada pelo poeta Chacal, bradava retumbante a chegada a los 16.
E esta escriba, sem palavras próprias para descrever tamanha façanha, passa a dita a quem de competência e direito - o Poeta Chacal.


16 anos essa noite

ah ... o cep dos 16 anos. completamente inesquecível. me lembrou muito o primeiro. em 1990, chovia. não havia notinha no jornal. eu quase achei que não ia ter. deu 10 da noite, lotado. ontem o filme passou de novo. 16 anos depois. choveu a manhã toda. frio e vento. pensava com minhas abotoaduras: bem, as árvores estão felizes. o jardim botânico sacia sua sede. deu 6 da tarde, chovia legal. a abertura do cep de aniversário com a querida turma do Pedro II, estava meia bomba. pouca gente mas um clima bem maneiro. abriu com o Gabriel mandão um texto quase longo. ele tem estilo e vai. depois as mina: carol e romã mandando machado de assis, numa cena bela: a agulha e a linha. pensar em machado a cento e tal anos atrás sendo falado por aquelas duas excelências. bem aí entrou para acabar com a farra, o ?nada contra nada?. foi pancadaria pra todo lado. no meio, o ernesto mandou de sopetão, um tremendo texto do augusto dos anjos. bem, o pedro II com mestra silvana delirando na platéia, disse ao que veio e muito me satisfez. aí o bicho foi pegando. as doidivinas barbarizaram. uns riffs de flavinha coury na guitarra me lembrando stones. e as mais gente-finas pernas grossas do rock carioca. depois veio qinho cantando ?meu cachorro paraíba? do waly e macalé. qinho é um jorge pra lá do bem. na ausência sentida de omar salomão, freddy ribeiro mandou no universo poemático de waly, sobrevoando a tudo. evoé, capitão. e o cep enchendo. quando a sessão ?dignossauros? começou com ?os outros?, a festa já estava a pleno vapor. vitor, botika, palhaço, papel subiram ao palco, a galera veio junto. e sorveu cada acorde e delirou com as cordas vocais do excelente crooner da banda: o verdadeiro boticário, aquele que comeu uma sereia no aquário. vitor e ele comemorando os 16 do cep a rigor. eles, legítimos representantes da terceira geração do cep, assim como amigo domingos, pulando no meio da galera. depois os antiquados chacal e mimi lessa fazendo um stones amalucado. dignossauros. chacal, emocionado, esqueceu
uma letra aqui outra ali. entrou a turma da pesada: maurição, carluxo, nietzche, priscila e maristela. o público em pé, sorvendo cada palavra. tavinho e brandão brandindo armas alhures mataram aula na modern sound. foi quando entrou o dado e o sergio porto teve uma das maiores voltagens de performance poética dos últimos anos. dado é fundador, onde o cep se baseia. boato a toda prova, dado demonstrou o grande poeta e performer que sempre foi. fez um texto inacreditável de bom. ?o que eu estou fazendo aqui?? berrou lá pelas tantas. e me condecorou com um adesivo do tricolor Lenny. muito agradecido dado. foi inesquecível aquela noite. quando começou a sessão ?achados e pedidos?, o sérgio porto era onda total. a rapaziada toda: zerbini, tantão, nervoso, pedro lage. os amigos. meu filho júlio. meus sobrinhos paulo e inês. a galera sangue bom do pedro II. e todos dançaram com o Flu, esse cara, essa trigonometria ambulante, acompanhado de marcelo callado e benjão. o sérgio porto entrou em alfa ao funk severo de Flu cantando ?freedom?. ah.. como eu gosto disso. e todo mundo dentro.
o palco pulou pro chão. a galera pulou pra dentro. tudo era um centro de experimentação poética de alta voltagem. quando os deflagradores de andorinhas, Dudu Tererê e Dan Magrão entraram na roda, o espanto foi muito. Gritaram como Tarzan, dançaram e cantaram poemas. Cataldo entrou, performou, fez a festa. Poesia Zaum, transmental. Russa. Ah ... o Cep dos 16.
Entrou Dansa Densa. Renatinha e Marcus, só alegria. Subiu Aimberê, nosso marechal zen nudista. Com um capa de chuva transparente em nada cobrindo sua zen nudez e mandando um mantra: Arte e Suor. Arte e Suor. Entrou Patrícia Carvalho Oliveira, que delícia. Performance internacional. Como ela manda bem. E trouxe o Igor Cotrim que fez um rap com Bush, Blair e Bin Laden. Sensacionalíssimo. E então, fechou quem um dia começou. Fundador do CEP. A base: Osvaldo Pereira, o maior sambista da Jovem Guarda. O poeta que canta sambas.

Enfim, o CEP dos 16 extrapolou. Foram longas quatro horas de puro êxtase. Grato. Gracias. Obrigado a todo mundo. La nave vá. Com a mistura de sempre. Agora Pedro II na parada. E os dignossauros juntos. Um não vive sem o outro. A chuva cai. Deixa cair. O CEP é que nem bambu. Verga mas não quebra. E, como diz meu chapa Ronaldo Bastos:


enquanto houver bambu, tem flecha !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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