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22.10.06


Cicloviaérea - bicicleta e palha. Da Baixada Fluminense para a Bienal, JARBAS LOPES, morador de Nova Iguaçu, onde nasceu em 1964. O livro Guia da Bienal( o catalogo ainda não estava pronto), não traz maiores informações sobre o artista, além de uma rápida entrevista (pag. 194) sobre suas intervenções públicas com fortes conotações socio-politicas, diz ele, "... seria muito bom ter todas as crianças na rua, as que estão soltas hoje dividiriam essa liberdade com as que estão presas e entretidas com as coisas do comércio, todas elas circulando mais livres garantiriam uma verdadeira intrvenção social".



Instalação da artista mineira LAURA LIMA. São vestimentas de plastico que ninguém usaria no seu dia-a-dia, mas de um efeito muito teatral. Não resistí. Bien-sûr c'est moi dans la photographie.

Sala de exposição das roupas da DASPU, da ong Davida do Rio de Janeiro, trazidas para esta BIENAL pelo artista TADEJ POGACAR dentro do projeto Code.Red. Esse projeto enfoca a auto-organização das minorias urbanas marginalizadas e o tráfico global.

Nessas duas áreas, o Brasil possui uma história significativa e tem uma posição importante. Até mesmo em alguns países da União Européia as mulheres brasileiras assumem um papel de liderança como ativistas dos direitos civís dos trabalhadores do sexo, diz o Tadej Popagar.

O projeto CODE.RED já assumiu diferentes formas e linhas de ação em cidades como Tirana, Zagreb, Nova York, Bancoc. Esse projeto tem uma estrutura conceitual, numa instituição paralela, o P.A.R.A.S.I.T.E. Museum of Contempoprary Art criado em 1993 pelo Tadej Pogacar, "nascido em 1960, em Ljubljana, vive em Ljubljana", como
diz no livro Guia da Bienal. E eu confesso aqui não saber que país é esse.
Fonte: Guia da 27a.Bienal de São Paulo - pag. 232.

UPDATE: Esse blog recebeu a gentil colaboração da artista visual ANDRÉIA TEIXEIRA, que nos informou que fica na CROÁCIA, a cidade de Ljubljana. Valeu Andréia.

20.10.06




Uma das obras mais instigantes é esta instalação com madeira, papelão, plastico, pregos, martelos, lanternas, videos e megafones, entre outros materiais, e mais livros gigantes de quatro filosofos (Deleuze, Bataille, Gramsci e Spinoza) e fotos de mutilados, é do suiço THOMAS IRSCHHORN, intitulada Restore now.
Filas imensas, seguranças controlando rigorosamente a entrada de vinte em vinte pessoas, proibida para crianças.
Na quinta feira passada, dia 12 de outubro, a Bienal foi uma grande festa para a criançada, mas barrada nessa instalação, deu a maior trabalheira aos pais e esses aos seguranças que tentavam explicar o porquê da proibição aos mais estressados.
No cartaz afixado na entrada lia-se com esta obra o artista quer restabelecer a esperança, a fé, amor e paz.

Sala de gravidade do artista polonês JAROSLAW KOZLOWSKI, pioneiro da arte conceitual na Polonia. "Suas instalaçõesprocuram mostrar a interdependencia entre espaço e desenhos", assim diz o cartaz explicativo na entrada da sala.



Outra colagem fotografica que fez parte de uma exposição de Miralda, nesse ano,
em Havana, dentro do projeto Sabores y Lenguas.

Num passa fome, foi a mensagem desse colaborador anonimo no Projeto Sabores Y Lenguas, em São Paulo. E outro deixou um recado ecologico colocando um regador de plantas.

Colagem fotografica de Antoni Miralba. Essa é uma instalação dentro de uma geladeira,
e as latinhas de Coca têm Jesus no nome, e fez parte da exposição Topografia Culinária Urbana, nesse ano, em Havana.





Sabores y Lenguas" de ANTONI MIRALBA, Barcelona, 1942. Vive e trabalha em Barcelona e Miami, e esse é um projeto em processo, itinerante e coletivo inspirado na Cultura da Comida de diversos povos, "investigar , coletar,documentar,estabelecer as conexões entre a comida e a cultura" diz lá o cartaz dessa exposição.
Em agosto, num evento em São Paulo, distribuiu pratos ao público que foi convidado a decorá-los com suas próprias idéias. E o resultado está exposto aqui na 27a. Bienal.
Estão expostos aqui outros trabalhos do Projeto Sabores y Lenguas, já executado em
várias cidades da América Latina. Os trabalhos, no final, irão integrar o Miralda - Food Culture Museum, criado em 2002, pelo artista.

Desculpem, mas não acho aqui nos meus apontamentos o nome do artista. Voilà.Je reviens.
UPDATEEsse blog recebeu a visita e a gentil colaboração da ELLEN AMARAL, que deixou o seguinte comentário aqui: "Esta obra é do Jaroslaw também (foi encomendada para essa bienal), a sala sem gravidade ao lado é a pesquisa mais perene do artista...
Valeu, Ellen.




Nos vãos do prédio da Bienal, projetado por Oscar Niemeyer, o balão que faz o maior sucesso com adultos e crianças. Fiquei na fila um tempão nos dois dias, e não conseguí entrar no balão. A instalação é do argentino TOMAS SARACENO que vive trabalha em Frankfurt, Alemanha.


Cidade de açucar do artista africano,nascido em Cotonou, Benin, 1961, MESCHAC GABA, que vive e trabalha em Amsterdam. Esse trabalho foi concebido durante uma estadia aqui no nosso País, em Recife, todo feito de açucar, como uma metáfora do afeto.


Do artista baiano que já expôs no Beaubourg, em Paris, MAREPE que vive e trabalha em Santo Antonio de Jesus, cidade onde nasceu em 1970, os guarda-chuvas e as desemboladeiras - uma mistura das palavras desempoladeira - ferramenta usada nas construções em acabamentos de paredes e pisos, e embolada, uma canção nordestina cantada de improviso, repetindo uma mesma sequência ritmica.
E guarda-chuvas são abrigos e um está abrigando o outro. A primeira imagem que eu vi foi de pessoas saindo do trabalho de bicicleta num dia de chuva. São bonitos os guarda-chuvasse deslocando. O gancho é um símbolo forte, e há o pêndulo segurando todos eles, tentando um equilíbrio, uma justiça.
Fonte: Guia da 27a. Bienal de São Paulo, página 156 e Material Educativo da 27a. Bienal, pagina 66.

DE BUTÔ MA A BIENAL
Esta escriba foi para São Paulo na semana passada, ver um espetáculo de butô "MA" no Teatro do SESC de Santo André, sabado e domingo, com o Mestre Tadashi Endo - bailarino de butô, coreografo e diretor do MAMU Butoh Center, em Göttingen, Alemanha. O Mestre esteve no Rio dando um workshop na CAL para atores e bailarinos, e do qual eu tive o privilégio de participar. Sobre o Mestre, o workshop e o espetáculo (vi nos dois dias, as duas únicas apresentações e tô chapada até hoje com esse raro presente), falarei em outras postagens aqui neste blog.
Estando em Sampa, fui à 27a. Bienal de São Paulo, na quinta e sexta da semana passada. Mal deu para visitar os três pavimentos. O que mais eu gostei fotografei e vou postar aqui para o nosso deleite.