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31.12.06

Nada É Impossível De Mudar

Desconfiai do mais trivial,

na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,

pois em tempo de desordem sangrenta,

de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

BERTOLT BRECHT

Fonte: "Poemas e Canções" -Trad. Geir Campos. Editora Civilização Brasileira, 1996.

25.12.06









No shoping RIO SUL, em Botafogo, no Rio de Janeiro, FLASH MOB de protesto contra o consumismo desenfreado no Natal. Foi no sábado na ante-véspera do Natal, às cinco horas da tarde. Conto mais, depois. Agora tô saindo para almoçar na casa de amigos.

24.12.06

Pastoril da Matriz Auto de Natal Brasileiro no Teatro II do CCBB até o final do mês. Não vá ou se arrependerá para sempre.
Após o espetáculo, o público brincou no saguão do Teatro II com os brincantes do elenco e os músicos do Boitatá.

Cordão do Boitatá, vendo-se a cavaquinista Cristiane Cotrim e o Kiko Horta do acordeon que dirigiu o espetáculo e o público brincante. Foi Lindo. De lavar a alma.
Dona Walkyria, (á direita) que começou essa brincadeira natalina, há 30 anos na sua casa, na Rua da Matriz,em Botafogo. Ela estava presente ontem no CCBB, e com sua licença tiramos essa foto. Demais, não?

22.12.06

Cena de "Terra em Trânsito" - um solo para Fabiana Guigli,(apresentando-se com um cisne) mostra uma diva presa num camarim enquanto enlouquece lentamente e não pára de alimentar o animal com a finalidade de fazer "foie gras".
Espetáculo do Gerald Thomaz (já apresentado em São Paulo), e que estreiou quinta-feira passada no La Mama, em Nova Iork. Apesar da expectativa dos críticos com o novo trabalho do Gerald, alguns assistiram até ensaios comuns, teve boas críticas, mas ele já antecipa hoje lá no seu blog que vai tirar o espetáculo de cartaz:
Estarei cancelando o espetaculo - Um dos atores esta precisando se afastar por motivos de saude. Mas nao eh somente isso. Um dia, com o passar do tempo, eu conto a verdade. Digo, o que se passa aqui dentro desse mundo teatral off off B'dway - que certamente nao eh o mesmo quando montei, em 2004 "Anchorpectoris" (ou nesse em que fui criado na decada de 80) e "quanto" custa um critico U$ hoje em dia (inexistente na belle epoque, etc)(uma comedia de erros cometidas....por mim e por......)
Ai, ai, ai, o que ele vai aprontar dessa vez?

21.12.06

Foto inédita na internet.
(*23/08/1912 +21/12/1980)
Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.

Comecei a ser Nelson aos 7 anos. A professora pediu para fazer uma história de imaginação e eu escrevi um adultério massante, em que a mulher era esquartejada no final. Era o meu primeiro A Vida Como Ela é.


ANTI-NELSON RODRIGUES, de Nelson Rodrigues
Essa foto do Nelson menino, é raríssima, eu fotografei diretamente da capa do programa da primeira montagem (em 1974) da peça Anti-Nelson Rodrigues, estreiada no antigo Teatro Nacional de Comédia (atual Glauce Rocha), com direção e atuação do Paulo César Peréio, tinha também no elenco, Neila Tavares, José Wilker, Carlos Gregorio, o Nelson Dantas, Iara Jati e Sonia Oiticica. E, esta blogueira, na assesoria de imprensa e na promoção do espetáculo.
Ele escreveu esse texto (uma peça romântica, daí o título Anti-Nelson), a pedido da Neila Tavares, depois ficar sem escrever por mais de dez anos. E, acreditem, o maior autor brasileiro de todos os tempos, pediu permissão ao diretor e elenco para assistir aos ensaios da peça. Assistiu a todos, e, pasmem, sem dar palpite em nada, condição imposta para a sua permanencia no recinto. E além disso, depois da estréia, ele assistia o espetáculo quasi que diariamente, quietinho, sentadinho num banquinho atrás do palco, na coxia. E quando ele não ia ao teatro, telefonava para saber como estava de público.
Nelson Rodrigues for ever!

19.12.06

Pois é ... eu fui domingo á tarde assistir o espetáculo anunciado nesse cartaz, e saí completamente chapada.
Com texto de Fernando Pessoa (Odes Maritimas) mesclando depoimentos pessoais dos atores, e o sugestivo título Arte à venda.
A performance dirigida e concebida pela Mestra e Doutora em Artes Cênicas, Eloisa Brantes começou nos jardins, cenas na sala de ginastica e depois na piscina de uma bela casa no alto da Gávea, onde funciona há dois mêses, um coletivo de artistas plásticos, o "Ateliê Coletivo".
Falarei mais sobre esse trabalho, em outro momento.
São quasi duas da matina e amanhã acordo cedo. Au revoir mes enfants.
Somos todos Oaxaca! & Flash Mob contra o consumismo desenfredo do Natal.
Vamos nessa, paspalhos?
"QUEM NÃO FOR NOS DOIS É CONSUMISTA CONFORMISTA E PELA SACO!!!"

18.12.06

Uma cena de "Antigona" que faz parte do projeto Clássicos de Teatro na Lapa, criação do diretor e produtor teatral, ator, professor e agitador cultural Mariozinho Telles, para aquele espaço que o Boal ocupa há alguns anos, ali na Mem de Sá 31, com o seu Teatro Oprimido (op's digo do Oprimido), e que agora, finalmente, vai funcionar como um espaço teatral. Parabens ao Mariozinho Telles e o seu grupo Teatro de Roda.
Maria Rita Rezende, numa cena de "Antigona" na Lapa, e que está no elenco de Romeu e Julieta que fica em cartaz até o dia 30 no Teatro do Oprimido, na Lapa. Mariozinho dirige e dá uma de ator. Essa eu não posso perder. Vou ver nesse findi e ouso recomendar aqui no blog porque acompanho a carreira do Mariozinho e aposto no seu talento.
ROMEU E JULIETA de William Shakespeare
E o amor, mais forte do que o ódio, sepultou o ódio na morte
Elenco: MARIA RITA REZENDE, RONALDO DUARTE, CLARICE SOLBERG, FABÍOLA ORTIZ, LÉO OLIVEIRA e MARIOZINHO TELLES.
CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO-Rio Av. Mem de Sá, 31. Lapa. Centro. Rio.
Lotação: 80 lugares ( quinta a domingo 21h. domingos vesperal às 18h )
Temporada: 14 a 30 de dezembro. Classificação: 10 anos
Ingressos: Inteira: R$ 14,00 Meia: R$ 7,00
Update " A Antígona encerrou dia 10 mas o nosso Romeu e Julieta está sacudindo a "roseira do romantismo" - teremos quinta, sexta e sábado nesta semana e na outra.", mandou o Mariozinho lá na minha página do orkut.

16.12.06

*Anjos do Picadeiro 5 - o que faltou dizer...

*** que eu marquei bobeira e perdí a aula/demonstração do Mestre Sotigui Kouyaté, na sexta-feira de manhã, no Teatro da Cia Armazem, na Fundição. Fui parar no "Armazém Teatro", no Cais do Porto, depois de dar muitas voltas pela Rodoviária e a Praça Mauá com um taxista maluco que cismou que o enderêço estava errado. Quando afinal chegamos, eu não paguei pelo taxímetro, e o cara esperneou, mas deu para segurar - na moral. Para completar a beleza dessa manhã, o meu celular estava descarregado. Soube depois lá na Angel Vianna que eu não fui a única confusa. Voilà.
*** que do Cais do Porto eu fui direto para o Largo da Carioca, a tempo de ver o finalzinho de El Individuo, de Belo Horizonte e o grupo Namakaca que eu amei. Depois dessa, saí do ar, e só voltei para ver o espetáculo de gala no Conjunto Cultural da Caixa.
*** que eu não vi a roda cômica que rolou na Praça XV as seis da tarde dessa mesma sexta, e vou chorar até o Anjos 6, por ter perdido a apresentação do grupo paulista Parlapatões, Patifes e Paspalhões e do palhaço argentino Chacovachi.
*** que blog dá um trabalho insano ... que eu tirei 605 fotos digitais e aproveitei menos de 10% disso tudo, como vocês podem ver as menos ruins estão publicadas aqui. No espetáculo de gala eu bati o record da incompetencia, 187 fotos nesse dia e uma meia duzia aproveitável. O desfile no final perdi as melhores performances do Moshe Cohen, do Leris Colombaioni, da Hilary, dos Anonimo, do Chacovachi, do Rick e da Naomi Silman etc... etc.
A madruga ia alta, e a Banda Songoro Cosongo, encerrava a festa dos Anjos do Picadeiro 5 na Fundição Progresso, com bolo e champã comerando os 20 anos do Teatro de Anônimo, os anfitriões da maior festa da arte circense do Brasil e quiçá do mundo.

15.12.06


Performance gastronomica do premiado ator Julio Adrião (prêmio Shell 2005 pelo espetáculo A Descoberta das Américas,) tendo por figurino apenas um avental que escondia as suas partes pudendas frontais, mas na dérrière nadinha, nadinha, como pode-se ver na foto acima.
Talento de ator e bunda, idem, pra ninguém botar defeito.


Palhaços do Grupo Jogando no Quintal, de São Paulo, um mix de banda, atores , clown e o escambau, interagindo com o público o tempo todo nos mais inusitados improvisos a partir das sugestões da platéia. Aplaudídissimos. Voltem breve, queridos. Amamos vocês.
No palco do Teatro de Anônimo, na Fundição, Esio Magalhães do Barracão Teatro, de Campinas, em "www freedom", um espetáulo pra lá de instigante numa atuação brilhante desse artista que eu já conhecia e aplaudia de outros festivais.
Esse povo topou pagar mico no palco em "www. para freedom" com o Esio. Quem viu o espetáculo sabe do tamanho da façanha desse povo e do artista.

14.12.06



Palhaço Cuti-Cuti (Márcio Libar, arrasando geral, fuderoso!) e o seu paspalho assistente Fabricio Dornelles.

13.12.06

Adelvane Néia, a multi-artista, ótima, na sua palhaça Margarida, em A-ma-la.
Uma artista no completo domínio do seu métier. Ousada, sai, some e volta para o palco, e não deixa cair o ritmo do espetáculo.
A Adelvane Néia é também uma respeitável figurinista. Para quem não sabe, ela é a autora do figurino de Sopro, e uma das responsáveis pela beleza desse espetáculo do LUME, um dos maiores sucessos de público e crítica do Riocenacontemporanea. Ela foi a criadora daquele fantastico quimono confeccionado em 17 metros papel manteiga, inspirado nos quimonos japonêses, que o ótimo ator Carlos Simione usava e descartava a cada espetáculo.
Ainda no palco em frente ao Bar do Luiz, a intervenção gastronomica intitulada "Mangiare" com as três ótimas atrizes do Grupo Pedras (sou fã desde "Restrin")e nesse trabalho elas continúam a mesma linha de pesquisa do grupo, mostrando amadurecimento principalmente na construção do texto. Na foto, Adriana Schneider, Ana Paula Secco e a Marina Bezze.

12.12.06

Ainda da Overdoze no último dia, na Fundição, no palco em frente ao Bar do Luiz, as performances do Cabaré comandado por "As Comediantes" grupo formado pelas palhaças e graduadas atrizes Cris Muñoz e Flavia Lopes.
Leo Carnevale do Valdevinos
Todos os integrantes do "Cabaré", no final, recebem os entusiasmados aplausos do público.
Um presente raro para os cinéfilos de plantão
Overdoze
Ontem, domingo, encerramento do Anjos5 foi na Fundição Progresso, os espetáculos começaram ao meio dia, e acabaram na madruga com um grande baile animado pela orquestra Songoro Cosongo - um septeto formado há um ano e meio, por músicos do Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia e Chile, residentes no Rio de Janeiro.
Dansei que me acabei - eu e o povo todo que foi à festa. Ninguém ficou parado. Até a imagem do São Sebastião, com todo respeito ao padroeiro do Circo Voador, (certo, Perfeito?) estava lá balançando ao som da Songoro e da animação do povo circense.

A Overdoze (quem sabe o significado dessa palavra é o diretor teatral do Anonimo, o Sidnei Cruz) teve durante o dia e a noite, espetáculos do Marcio Libar,(adoro o Cuti) da ótima atriz, figurinista e clown Adelvane Néia da UNICAMP, Barracão Teatro do Esio Magalhães da Barão Geraldo (Campinas), a minha conterranea bufatriz Daniela Carmona, os Valdevinos Léo e a Fabiana - La Diva, a Sílvia Leblon de São Paulo e a Antonia Vilarinho, de Brasilia - minhas colegas da oficina do Mestre Moshe Cohen, o Augusto Bonequeiro do Ceará, o ótimo grupo de atores e clowns de São Paulo,Jogando no Quintal, entre outros nomes que eu não estou lembrando agora.

Teve ainda a performance clownesca intitulada intervenvenções gastronomicas> com comida de verdade feita em cena e servida aos espectadores, com o grupo Pedras do Rio (uma salada indiana com repolho,cenoura, etc...até comível. Ça va sens dire, viu meninas!) e o Julio Adrião do Leões do Circo, do Rio, (uma massa ao molho de tomate que eu poderia comer tranquila, não tivesse sido temperada com pimenta).

10.12.06





Não é efeito especial, é chuva mesmo, e da braba que não intimidou a intrépida palhaça argentina MAKU JARRAK. O público que enfrentou a chuva, aplaudiu em pé, comovido, e saiu maravilhado. É a primeira vez que ela se apresenta no "Anjos do Picadeiro", e fez uma declaração pública "ao amor de mi vida", o famoso palhaço argentino Chacovachi. Soube pelo próprio que eles têm um filhinho de um ano.
E eu fiquei fã para todo o sempre dessa artista maravilhosa com um estilo muito peculiar, mistura acrobacia, malabarismo, se comunica com o público sem falar, criando uma expressão corporal e vocal muito próprias.
Sorry, quem perdeu ... mas eu tive o privilégio de contracenar com a MAKU na oficina do Mestre Moshe Cohen. Seu jeito clownesco, chamou a minha atenção e eu ficava torcendo para fazer parceria com ela, sabia que ela era fera, e o seu espetáculo provou isso.


O palhaço mexicano AZIZ GUAL, mostrou porque é considerado um dos melhores palhaços do México. Um trabalho primoroso de ator e clown. No final, quando ele tira a maquiagem e a roupa de palhaço na frente do público, do velho palhaço surge um guapo mancebo de no máximo trinta anos.


A Palhaça Margarita, criação da Ana Luisa Cardoso, criadora e fundadora do primeiro grupo feminino de palhaças "As Marias da Graça". Acompanhei o primórdio dos primordios da Margarita, em 1987, num festival de teatro e congresso em Cuba, quando fizemos juntas a oficina do Guilhermo, do Club de Clown, grupo de Buenos Aires que se apresentava nesse festival. Um ano depois, Luisa trouxe o Guilhermo para uma oficina aqui no Rio, e essa oficina foi o embrião do grupo "As Marias da Graça".

9.12.06


Fotos de ontem do Anjos do Picadeiro 5. O Teatro de Anonimo, os donos da festa. Regina, no ar no numero aéreo com a Angelica.

Mestre Moshe Cohen e o Rick do LUME

Final do espetáculo de gala, com todos os participantes.


8.12.06




Grupo NAMAKACA hoje ao meio dia no Largo da Carioca

É na makaca! É na makaca ! É na makaca!
O grupo circense NAMAKACA, de São Paulo, é a primeira vez que se apresenta no Anjos do Picadeiro. Nunca tinha ouvido falar deles. Fui conferir noLargo da Carioca hoje ao meio dia e fiquei fã deles para todo sempre.
São competentíssimos, entendem do seu métier como ninguém e o povo que não é bobo e sabe das coisas, soube que ali ia rolar ... e tanto que a Cinelandia parou - literalmente - num solaço de quarenta e tantos graus para ver e aplaudir esses três meninos maravilhosos.
Falo mais deles depois. Não sei quasi nada deles, preciso pesquisar sobre eles.
Agora estou indo para o Teatro Nelson Rodrigues para ver o espetáculo do Mestre MOSHE COHEN - bien sûr - da palhaça americana Hilary Chaptain, e do grupo Centro Teatral ETC e Tal.
E mais tarde, o espetáculo de gala com o Anonimo, o LUME, La Mínima e o Mestre Colombaioni. A noite promete.