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19.11.07

O Olhar que não vê diferenças, vê pessoas.

Reportagem á pagina 15 do jornal NA LUTA - Informativo para pessoas com deficiência, traz a Mestra Angel Vianna, professora e fundadora da faculdade que leva o seu nome, falando sobre sua trajetoria que a tornou referencia na dança e na formação de professores de recuperação motora. São entrevistadas ainda três professoras de recuperação motora formadas pela FAV.
Eu sou a de macacão verde na foto da matéria.
Esse é o primeiro numero do jornal que tem como patrono o músico HERBERT VIANNA. Nas páginas de 6 a 11, traz uma entrevista com o líder do Paralamas, falando da sua experiência e da sua luta.

16.11.07

Slide-show do Coletivo Liquida Ação, com cenas na piscina da Casa da Gloria e da apresentação no Circo Voador - MOLA 2007.
ARTE À VENDA
O Coletivo Líquida Ação está em cartaz com a performance ARTE À VENDA, criação de Eloisa Brantes e Guto Macedo (o mesmo diretor de ESTADO BECKETT) sempre aos sábados e domingos às 18h hs. na CASA DA GLÓRIA, Ladeira da Glória, 98 - atrás do Outeiro da Glória, até o dia 16 de dezembro.
A performance que acontece dentro da piscina da Casa da Gloria, é um trabalho de pesquisa de linguagem, num ambiente aquático, fala da fragilidade dos laços humanos, sobre consumo e relacionamento na sociedade hoje. Performers: Ana Lima, Carlos Borges, Diogo Benjamin, Jéssica Barbosa, Juliana Sansana, Luciana Franco, Pedro Moraes, Raoni Garcia.

É importante fazer a reserva pelo celular 021/8284-7040, porque o espaço disponível é para 40 (quarenta) espectadores.

Atenção. Se chover não haverá espetáculo.

- CASA DA GLORIA, Ladeira da Gloria, 98 (atrás do Outeiro da Glória subindo pelo Amarelimho. Metrô Glória - tem estacionamento próximo e gratuito)
- sábados e domingos às 18h, até o dia 16 de dezembro.
- 20 reais (inteira) e 10 reais (meia-entrada)
- 40 lugares; reservas e informações no celular (21) 8284-7040 (falar com Jéssica ou Pedro)

15.11.07

Cena do filme de Rogerio Sganzerla, "O Signo do Caos". Daesquerda para a direita, Otávio Terceiro, Eduardo Cabús e Helena Inês.
Alquimias do afeto: a rosa lilas no meu camarim

Tenho um amigo muito especial, desses cavalheiros á moda antiga, um perfeito gentleman, pródigo em gentilezas às suas amigas. Esse raro espécime da raça, numa estréa teatral minha, ele compareceu levando de presente uma rosa plantada e cultivada por ele no jardim da sua casa em Botafogo. Mas não era uma rosa de cor comum - branca, vermelha, rosa ou amarela. Nada disso. A cor foi pesquisada, nessas alquimías loucas que só ele sabe fazer, criando uma rosa de cor lilas.

A rosa lilas enfeitando o meu camarim, foi um sucesso de público, tâo comentada quanto a peça representada em francês, MADAME BOVARY, de Gustave Flaubert do grupo Les Nouveaux Comediens de L'Orangerie, com a adaptacion et e mise en scene de Savas Karydakis, e da qual eu integrava o elenco, nos anos noventa, no Teatro da Aliança Francesa de Botafogo.

Por essas e outras, o meu amigo Eduardo Cabús é especial para mim. Além desse talento de alquimista e jardineiro, é um connaisseur da cozinha francesa, e, especialmente da cozinha baiana, sendo também um emérito cozinheiro. Os jantares chez-lui são memoráveis. Quem foi convidado uma vez para esses seletos ágapes, sai de lá implorando aos deuses para ser convidado novamente.

Afetos e Perceptos - Eduardo Cabús e O Rei da Voz

Diretor teatral, ator, professor com formação pela UFBaia, tendo estudado e morado na Europa nos anos setenta. Estudou teatro em Paris e Lion, em Roma na Academia Silvio D'Amico, em Madri, e em Nova Delhi estudou na Academia de Teatro e no Instituto Asiatico de Cultura e Teatro Oriental. Uma vez, na sua casa, ele me mostrou diplomas, certificados, cartazes e o escambau desses aprontos dele na Europa.

Trabalhamos juntos em várias ocasiões, inclusive no cinema, quando contracenamos no filme de Rogerio Sganzerla o O Signo do Caos, onde ele interpretou um dos personagens principais. No nosso métier, a gente convive algum tempo durante um determinado trabalho, vira quasi uma família, e depois cada um segue para outras cenas em outros palcos da vida, mas a amizade e o carinho quasi sempre permanecem.

Pois é, esse querido andava sumido da minha vida, há algum tempo. E eu não sabia o que ele andava aprontando. E, finalmente agora foi explicado o seu sumiço. Ele está ensaiando há vários mêses a peça musical Francisco Alves - O Rei da Voz, que estréia dia 7 de dezembro no TEATRO BIBI FERREIRA, do CENTRO CULTURAL EDUARDO CABÚS. Bien sûr.
Slide de cenas da performance ESTADO BECKETT, apresentada na escadaria do casarão da UNAI, em Santa Teresa, no Chave Mestra/2007 - Santa Teresa de Portas Abertas.

14.11.07

Anjos do Picadeiro 6
Esse ano, será em Salvador, de 10 a 16 de dezembro, e o tema do Anjos 6 é REDES: modos de fazer, usar e pensar.
Já estão abertas, e encerrando no dia 25, as inscrições para as 8 oficinas.
Inscrições e informações direto no site:
www.anjosdopicadeiro.com.br>

13.11.07

VII MOSTRA DE TEATRO DA UFRJ
Dez Projetos Experimentais em Teatro dos formandos em Direção Teatral da ECO e o Projeto Final de Artes Cênicas do Colégio de Aplicação da UFRJ dirigido por alunos diretores.
Os espetáculos acontecem de 9 de novembro a 16 de dezembro, sempre às 20 hs.
Sala Oduwaldo Vianna Filho da Escola de Comunicação.Av. Pasteur, 250 - Fundos - Urca - Informações pelo tel. 3873-5067
Entrada franca com distribuição de senhas uma hora antes dos espetáculos. Traga 1kg de alimento não perecível.
CAP - 9 de novembro Arkhangel, criação coletiva
Direção Amanda Giugni, Gabriela Martins e Marília Lattaro
Uma Vida e Seis Continue: isto pode virar uma peça, texto de Leonardo Rego Ferreira, com colaboração do elenco Direção Joana Mendes
Direção Teatral / ECO
13, 14 e 15 de novembro, às 20h
Amém, a roleta russa dos salmos, de Felipe Barenco
Maria decorou o livro dos salmos e quer vingança. Bia fugiu do rebanho e foi pra Índia. Clara tem mania de limpeza e arrasta uma máquina de lavar. Lola é uma noiva destruída. Vera leva choques de Deus. Gilda é uma puta assassinada. Todas presas numa igreja.
Direção Felipe Barenco
Orientação Eleonora Fabião

16, 17 e 18 de novembro, às 20h
Alice e o que ela encontrou por Ali, adaptação do Grupo Ruína livremente inspirado em Lewis Carrol e Jan Svankmajer
Montagem inspirada no texto de Lewis Carrol, apoiada na perspectiva sombria do diretor de cinema Jan Svankmajer, Alice e o que ela encontrou por Ali é uma pesquisa sobre o espaço, a simplicidade, o estruturalismo e sobre o medo que temos em relação aos sonhos que se repetem. Para ver Alice é necessário usar os olhos.
Direção Nathalia Caetano
Orientação Adriana Schneider e Joana Lebreiro

20, 21 e 22 de novembro, às 20h
O Veredicto, uma história para a Senhorita Felice B., numa livre inspiração, ironicamente sombria em Kafka, adaptação de Liliane Xavier, Márcio Newlands e Marise Nogueira da obra de Franz Kafka
... não minta, você realmente tem esse amigo em São Petersburgo?
Ao receber sua sentença de morte, Georg Bendeman tenta escapar do terror que o assombra saltando sobre o rio. O que é ficção, o que é realidade para alguém condenado a escrever para seu próprio fantasma?
Direção Liliane Xavier
Orientação Carmem Gadelha

23, 24 e 25 de novembro, às 20h
Dias felizes, de Samuel Beckett
base, jogo, riso, ritual.re-criação, des-criação, desfazimento, ação.essência, estéril, estático.humano,presente.(pausa)."Falar é fazer durar" .ciclos.silêncio.Além do nada... Dias Felizes.
Direção Dani Lossant
Orientação Eleonora Fabião

27, 28 e 29 de novembro, às 20h
Judite, de Theo Fellows
O espetáculo faz uma releitura da história bíblica de Judite, a heroína judia que salva seu povo assassinando o general assírio Holofernes. As múltiplas faces do feminino, as conflitantes ordens sagradas, a violência e a sedução se confundem para tentar responder ao silêncio de Deus.
Direção Theo Fellows
Orientação Adriana Maia

30 de novembro, 01 e 02 de dezembro, às 20h
Dos tais laços humanos, baseado nos contos: "Natal na barca", "Apenas um saxofone" e "Uma branca sombra pálida" de Lygia Fagundes Telles, adaptação do Grupo 6 Marias e meia
Cinco mulheres. Três histórias. Já: fuga, escolha, cores. Fé, flores, força, fumo. Amor. Perda, memória. Teia. Borboleta, peito, quente. Dor, gozo. Morte. Vazio, só...
Direção Luciana Barboza
Orientação Eduardo Vaccari

04, 05 e 06 de dezembro, às 20h
Senhora dos afogados, de Nelson Rodrigues
O mar! Quer levar toda a família principalmente as mulheres. Basta ser uma Drummond que ele quer logo afogar. E depois das mulheres será a vez dos homens. E quando não existir mais família, a casa! Então o mar levará a casa, os retratos, os espelhos, tudo.
Direção Sunshine Pessanha
Orientação Joana Lebreiro

07, 08 e 09 de dezembro, às 20h
Uma temporada no inferno, de Arthur Rimbaud, adaptação de Débora Paganni e Marcos Bassine
Arthur Rimbaud, gênio da poesia do século XIX. Um relâmpago verdejante cortando o horizonte. Aqui, no "Cabaret Verde", o encontro de Rimbaud com sua obra cria um novo universo, onde tudo é permitido. Então, respire fundo e mergulhe. Bem-vindo!
Direção Débora Paganni
Orientação Adriana Schneider

11, 12 e 13 de dezembro, às 20h
Sarapalha, adaptação do conto de João Guimarães Rosa
Embrenhados nos confins de Minas Gerais, dois primos são acometidos pela malária e encontram-se em fase terminal da doença. Isolados, entre delírios e calafrios, relembram, com particular poesia, os dias passados e transitam pelo universo do imaginário.
Direção Luciana Brumm
Orientação Marcellus Ferreira

14, 15 e 16 de dezembro, às 20h
Mundo grampeado, uma ópera tecno-tosca, de Marcus Galinha
É hoje. É agora. É o Brasil. É o teatro. É maluquice e verdade. É Realismo Repugnante. É Realismo Telefônico. Entrem... e não desliguem os seus celulares. O show polifônico vai começar!
Direção Marcus Galinha
Orientação José Henrique Moreira
Ciclo de Debates Dramaturgia Hoje

O curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da UFRJ em parceria com o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, promove dentro da VII Mostra de Teatro da UFRJ, o Ciclo de Debates Dramaturgia Hoje, sempre às quartas-feiras, das 17h30 às 19h30, no Salão Moniz de Aragão. Esta escriba recomenda com entusiasmo pelos temas abordados e pelos convidados. Amanhã, é absolutamente imperdível, e, antes das 17 hs, já devo estar na fila das senhas. Estou me agendando aqui para assistir a todos os debates.
14/11 - Teatro e Performance
Convidados: Enrique Diaz e Michel Melamed
Mediadora: Eleonora Fabião

21/11 - Teatro e Literatura
Convidados: Moacir Chaves e José da Costa
Mediador: Denílson Lopes

28/11 - Teatro e Política
Convidados: Dudu Sandroni e Luiz Fernando Lobo
Mediadora: Carmem Gadelha

Distribuição de senhas a partir das 17h,
Salão Moniz de Aragão, Fórum de Ciência e Cultura,
Palácio Universitário da Praia Vermelha, segundo andar
Av. Pasteur 250, Urca
Maiores informações: 2295-1595 (Difusão Cultural)
8836-2016 (Ramón Sampaio)

3.11.07

Dica de teatro: A rua do inferno
Assistí ontem a estréia no Teatro Maria Clara Machado (Planetário da Gávea), a peça A rua do inferno, do dramaturgo e escritor de Andaluzia, ANTONIO ONETTI, e recomendo entusiasmada pela excelente qualidade do espetáculo, pela interpretação das três atrizes, ótimas, numa bela fase de amadurecimento artístico, e pela direção segura e competente do Tuninho Guedes.
O texto de Antonio Onetti, presente ontem na platéia do espetáculo, um dos mais celebrados autores espanhóis contemporâneos é montado pela primeira vez no Brasil, em comemoração aos 16 anos do TEATRO DO PEQUENO GESTO, com a versão brasileira e dramaturgia de FÁTIMA SAADI, e direção de ANTONIO GUEDES, criadores da companhia.
O texto foi escolhido pelas atrizes do espetáculo, ANA ALKIMIM, FERNANDA MAIA e VIVIANA ROCHA que se conheceram ao participar do coro de Medéia, montada pela companhia em 2002, e estreitaram a amizade em Peer Gynt, peça da qual esta escriba
participou.
-- A história é quase uma fábula urbana que explora as tragédias humanas, mas sem deixar de lado a comicidade de determinadas situações - conta Guedes numa entrevista à Arliete Rocha, na revista Programa do JB.
-- A Rua do inferno despertou-nos interesse pela fluencia que o autor trabalha a estrutura narrativa, construindo um dialogo do qual o espectador é inserido como um interlocutor permanente, sem que no entanto, rompa-se a armação ficcional.
O carater ficcional foi reforçado pela não adaptação do texto ao contexto brasileiro. A ação se passa numa Sevilha cênica, que não reproduz a cidade espanhola, mas alude à sua existência, à sua Feira, cuja rua principal é, efetivamente a Rua do Inferno, com seu burburinho, suas atrações e seus concursos de sevilhana, dançada aos pares, e extremamente popular. A música foi especialmente composta e mescla evocações espanholas a uma ressonância brasileira, falou Antonio Guedes no programa da peça.

A movimentação cênica é pontuada por passos de dança sevilhana, com a preparação corporal e coreografias de Clara Kutner e Eliane Carvalho, num desempenho afinadíssimo das três atrizes. A Ambientação cênica com projeção de vídeos e fotos - um espaço abstrato, múltiplo, e mais do que revelar um lugar conhecido, serve às necessidades cênicas da trama assim como a música composta por Paula Leal, do grupo As Chicas, a dança apenas sugerida e os figurinos, caracterizam o clima dramático e não realista da peça..
Vale destacar um trecho da fala do autor autor no programa da peça:
-- As pessoas da minha geração escolheram dois caminhos.Uma parte se dedicou a um tipo de trabalho que procurava um teatro poético, da imagem...Um outro grupo de escritores, entre os quais eu me incluía, tentou trabalhar a partir das suas idiossincrasias, do seu estilo, em busca de um novo realismo. Queríamos um realismo que não era o realismo americano de Miller ou Tennessee Williams...Reconheciamos que existia Fernando Arrabal, conhecíamos Beckett, conhecíamos Brecht. Tentávamos recuperar o que tínhamos aprendido com esses autores.

2.11.07

Não seja palhaço por acaso, conscientize-se!
Conhecer a sua própria comicidade é ultrapassar medos e inseguranças.
O objetivo da oficina é desvendar o clown de cada participante dando-lhe nome, indumentária, sentimentos e atitudes para a realização de um número.
O principal fundamento da linguagem do palhaço está na disponibilidade para a comunicação através do erro. É preciso se permitir errar para obter o humor. Por meio da exposição, o ator desenvolverá a percepção para o ritmo de uma "gag": elemento básico para a revelação do clown. Não seja palhaço por acaso, conscientize-se!
Oficina de palhaço com Ana Luísa Cardoso (a Palhaça MARGARITA) de 7 a 28 de novembro.
Esta escriba recomenda com entusiasmo. Ana Luísa é uma das minhas mestras dessa difícil arte.
E não fosse a minha estréia na peça radiofonica de Becket no início de dezembro no Teatro do SESC-Tijuca, eu iria correndo fazer essa oficina. Fico na torcida para ela repetir a oficina, em outra ocasião.

Onde: Lona do Crescer e Viver
Rua Benedito Hipólito, s/nº, Praça Onze (bem em frente ao metrô)
Quando: de 7 a 28 de novembro
Segundas e quartas: das 10h às 13h - Valor R$ 200,00 - Vagas limitadas.
Inscrições: (21) 3972-1391
www.crescereviver.org.br
roberta@crescereviver.org.br


Sobre ANA LUÍSA CARDOSO
Atriz, diretora e palhaça, Ana Luísa Cardoso iniciou sua pesquisa na interpretação com o nariz vermelho em 1987, realizando estágios no exterior com Guillermo Angelelli (BsAs), Mario Gonzalez (Paris), Philippe Gaulier (Londres), Massaroca (Rio), Nani Colambaione (SP) e Biriba.
De 1991 a 2001, participou do grupo de palhaças As Marias da Graça, com o qual atuou, criou e produziu os espetáculos: Tem Areia no Maiô, Disque Marias para Dançar e Pra Frente Marias.
Também foi integrante do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, dirigido por Aderbal Freire Filho no Teatro Glaucio Gil. Ana Luísa é formada pela C.A.L (1984). Dirige a Cia d'Os Melodramáticos e participou da direção do espetáculo Vida de Artista, em cartaz na lona do Crescer e Viver. Como palhaça Margarita, apresenta o espetáculo Margarita vai à luta, exibido, recentemente, no Festival Esse Monte de Mulher Palhaça.
Foto da autoria e risco desta escriba durante a apresentação de Margarita vai à luta em dezembro do ano passado no Anjos do Picadeiro 5.