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15.8.09

Dezessete anos de Vau da Sarapalha,
Está em cartaz só até amanhã no Teatro Nelson Rodrigues (Caixa Cultural) Av.Chile, 230- sempre às 20 hs. o espetáculo com atores do Grupo Piollin, de João Pessoa, Paraiba,Vau da Sarapalha baseado no conto Sarapalha, de Guimarães Rosa, com adaptação, cenário, iluminação, música original e direção de Luiz Carlos Vasconcelos.
Esta blogueira assiste esse espetáculo desde a sua primeira apresentação no Rio, em 1992, no Teatro Glaucio Gil, quando causou a maior a maior comoção na classe teatral e no público que teve o privilégio de assistir a um trabalho com a excelencia de qualidade do Grupo Piollin. À época, ficou comprovado com Vau da Sarapalha que os melhores espetáculos brasileiros não eram primazia do eixo Rio_São Paulo.
Em 1993, VAU DA SARAPALHA recebe o Prêmio Shell na Categoria Especial. Até a Barbara Heliodora fez entusiasmados elogios ao grupo e, especialmente ao trabalho do ator Servilio Holanda que fazia o cachorro Jiló "um dos mais extraordinários exemplos de criação corporal que temos visto em nossos palcos", em sua crítica no O Globo de 15/12/1992. Concordancia geral e irrestrita desta que vos tecla com a crítica da Heliodora Bárbara. Essa criação do Cachorro Jiló é minha referencia recorrente em trabalhos de corpo do ator.
O espetáculo é apresentado em todo o Brasil e,(esteve em temporada paulista
antes do Rio) mesmo sem fazer longas e contínuas temporadas, permanece em apresentação por dezessete anos.
Drops de Xuxu
Ah, e tem ainda hoje e amanhã às 17 horas, a última apresentação do Palhaço Xuxu. Quem não viu, veja, porque o Luiz Carlos Vasconcelos, o diretor do Piollin e criador do Xuxu, está morando agora em João Pessoa , e sabe-se lá quando teremos essa chance ver o Xuxu novamente.
Drops de A Gaivolta (Alguns rascunhos)
Tive o privilégio de assistir na semana passada o outro espetáculo do Grupo Piollin A Gaivota(Alguns rascunhos) do texto de Anton Tchekhov, dirigido pelo Haroldo Rego com atores do Piollin. O espetáculo foi apresentado com a platéia acomodada em semi-circulo no palco do Teatro N. Rodrigues. Montagem simples, num espetáculo quasi ritual, sugestão de figurinos da época e alguns objetos de cena compõem o espaço cênico. Atores ótimos,intercalando depoimentos pessoais, sugerem uma descontrução do texto de Tchekhov, num espetáculo antenado com a contemporaneidade.

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