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21.12.11

Há pessoas que estão fazendo a sua parte no sentido de curar o planeta e sinalizando que o mundo ainda é viável..

CAROL PEDALINO vai dar um curso para atores, bailarinos, performers, profissionais e estudantes de artes cênicas lá na
FAV-Faculdade Escola Angel Vianna de 16 a 19 de janeiro de 2012. Informações tel.
2551-0099. IMPERDÍVEL.
Da autoria do ator, cantor, diretor teatral e empreendedor cultural EDUARDO CABUS, um dos textos mais bonitos e inspirados sobre Sergio Brito:

SERGIO BRITO: A MAGIA DA BATATA QUENTE

Uma batata quente na boca
se transforma em uma voz única,
na mais identificavel do teatro brasileiro.
Será que é magia?
Não apenas é Sérgio Brito.
Como foi possível uma pessoa transformar uma voz que tinha tudo para não ser agradável,em uma voz com tanta riqueza de detalhes ao ponto de perder completamente a cadencia repetitiva das vozes "rouca",as quais se identificam pela sons monocórdicos? Será este um segredo guardado a sete chaves? Será a linha que diferencia a pessoa comum da pessoa especial ? ou é a pessoa que vive de forma intensa a paixão que nela existe, capaz de transformar os sons em cristais transparentes que refletem a personalidade de cada persona vivida no palco?
Sérgio Brito alimentou uma "magicapaixão" pelo palco, seu único e verdadeiro amor Um amor forte,dedicado, delicado ou mesmo violento Ele se desentendia com o teatro, brigava com ele e por ele mais dele não se afastava Um ator que dialogava com o teatro e dele era antagonista e protagonista da arte do diálogo Sabia exatamente como entrar e como sair de cena com perfeição Conhecia os efeitos de todas as áreas do palco e era o melhor no saber percorrer a "entrada cênica do rei" e não poderia ser diferente porque ele foi um rei nos palcos brasileiros.
Tinha o vigor destemido dos jovens atores,sem medo do ridículo, subia ao palco como se fosse a primeira vez e atuava como se fosse o último momento dele em cena , momento este ofertado ao público e compartilhado com todos colegas de cena em atitudes generosas
Viveu o presente com vistas para o futuro, reunindo um precioso acervo onde é possível conhecer as mais minuciosas técnicas de interpretações de todos os grandes atores e atrizes do mundo Este legado inestimável é também a melhor fatia do teatro brasileiro e como tal passa a ser obrigação do governo preserva-lo e se não o fizer o governo será o "vilão canastrão" da nossa memória cultural.
Simples ele sabia estar, com a mesma postura, em um botiquin de esquina como pisar nos mais felpudos tapetes vermelhos e é exatamente por isto que é fácil saber que ele não desejava homenagens nem antes nem depois de morto, mais exigia sempre o melhor para cena teatral brasileira, cena esta que ele representa um dos últimos guerreiros
Estranho quando alguem diz que a cultura brasileira perdeu um grande ator etc etc etc soa estranho porque a cena teatral brasileira, com a morte de Sérgio Brito, nada perdeu porque ele deixou viva uma memória cultural de referência inesgotável, uma fonte de conhecimentos materializado em um acervo de valor inestimável Ele supriu a sua própria presença a qual fica cravada em tudo que ele tocou para que todos possam toca-lo e dizer: Ele está vivo.
Com carinho
Eduardo Cabus

6.11.11

ISIS BAIÃO EM DOSE TRIPLA

Nessa segunda-feira, dia 7, às 20 h, a peça da premiada autora teatral Isis Baião, De Amor e Pequenos Assassinatos (eu iria ver essa peça só por esse título, mas conheço e admiro a obra da autora) fechará o II Ciclo de Leituras Dramatizadas do Instituto Cultural Chiquinha Gonzaga, no Teatro Princesa Isabel.

"De Amor e Pequenos Assassinatos" é formada por duas comédias curtas, que têm em comum um dos mais queridos e antigos temas da humanidade, o amor, sendo que numa delas há também um pequeno assassinato...

A leitura será dirigida por Sebastião Lemos, que estará também no elenco ao lado de Marcos Breda, Patrícia Pinho e Anja Bittencourt.

Teatro Princesa Isabel - Av. Princesa Isabel, 186 - loja C
Horário: 20:00 horas – Entrada franca

E, na próxima quarta-feira, dia 9 às 19 hs. o lançamento de Mara Rúbia, a loura infernal, de Isis Baião e Therezinha Marçal, que sai pela Aeroplano Editora. O livro fala da trajetória pessoal e artística de uma mulher luminosa, que veio de Belém do Pará, nos anos 40, fez carreira no Teatro de Revista e se tornou uma celebridade nacional.

Heloisa Buarque de Hollanda escreve na contracapa: “Em cena aberta, o Teatro de Revista e sua vedete maior, Mara Rúbia. Nos bastidores, a loura infernal, seus afetos, seus amores, sua imbatível alegria e os caminhos de uma longa carreira pelo teatro, cinema e televisão brasileiros.”

E Artur Xexéo afirma no prefácio: “Por tudo que realizou, Mara não merecia o esquecimento a que foi relegada. Com este livro, ela retorna ao posto que sempre foi dela: o de estrela. Mara Rúbia voltou a brilhar.”

Dia 9 de novembro de 2011, às 19h
Blooks Livraria (Galeria Unibanco Arteplex), Praia de Botafogo, 316, Botafogo RJ

Maiores informações: www.isisbaiao.com

Fonte: release do Instituto Cultural Chiquinha Gonzaga e da Aeroplano Editora.

3.11.11

No site do Théâtre du Soleil, fotos, mapas do local, onibus, vans, metrô, etc. todas as informações para chegar ao HSBC-Arena, onde será realizado o espetáculo, e mais os filmes as oficinas do Soleil no SESC_Copa. Fiquem espertos porque ainda tinham ingressos à venda a partir do dia 1 de novembro.
Enfin, du Brésil… des nouvelles des Naufragés du Fol Espoir…

Nous avons terminé avec beaucoup de joie et d’émotion notre première série de représentations brésiliennes, à Sao Paulo, chez nos amis du SESC. Notre décor s’achemine maintenant vers Rio de Janeiro où nous jouerons du 8 au 19 novembre. Puis nous rejoindrons Porto Alegre où nous jouerons dans le cadre du Festival Porto Alegre Em Cena du 5 au 11 décembre 2011. Enfin, notre caravane traversera la Cordillère des Andes pour arriver à Santiago du Chili où nous jouerons, invités par le festival Santiago a Mil, du 4 au 22 janvier 2012.

À bientôt, à tout de suite.

Le Théâtre du Soleil


No site do Théatre du Soleil lettre da sua diretora, Ariane Minouchkine.
THÉâTRE DU SOLEIL, enfin chez nous>.

Uma foto de cena de "Woyzeck" com a atriz Rosa Felix interprete do personagem título.

CPT da Esola de Belas Artes da UFRJ
apresenta
W O Y Z E C K de Georg Büchner, em duas unicas apresentações, no Teatro da Cia. dos Atores, na Lapa, dias 21 e 28 de novembro às 19,30 hs (segunda feira), com direção de ANTONIO GUEDES, um dos mais talentosos diretores do teatro contemporâneo, criador e fundador junto com a Fatima Saadi do grupo Teatro do Pequeno Gesto que completou neste ano 2 décadas de profícua existencia. Tamanha façanha é digna da maior admiração e todos os aplausos.

Escrita pelo alemão Georg Büchner, esta peça conta a história de um homem vitimado pela loucura e pela miséria. Woyzeck é um drama inovador, no qual não encontramos a tradicional divisão em atos e cenas: há uma sucessão de quadros com grande autonomia estrutural que leva à dispersão da ação, do tempo e dos espaços dramáticos. Um paradigma do drama de forma aberta, em oposição ao clássico fechado e regido por um conceito de unidade e totalidade.

Nesta montagem, o diretor Antonio Guedes explora a idéia de um Woyzeck reflexivo que mergulha na frase que se repete à exaustão nesta adaptação: “Todo mundo é um abismo... e se caíssemos lá dentro, do abismo?”.

Numa pesquisa visual tendo uma projeção que se integra com a iluminação do espetáculo. O espetáculo fez uma série de apresentações na Escola de Belas Artes da UFRJ, e agora apresenta-se na Cia. dos Atores. Depois dessas apresentações pretende apresentar-se em outros espaços culturais e percorrer algumas universidade públicas do país com esse espetáculo.

O Centro de Produção Teatral (CPT) nasceu da necessidade de expansão das pesquisas
teatrais realizadas pelo diretor Antonio Guedes e do potencial demonstrado pelos alunos do Curso de Artes Cênicas da Escola de Belas Artes/UFRJ. Desde 2007, Antonio Guedes organiza trabalhos práticos com os alunos, realizando eventos e apresentações de espetáculos dentro e fora da universidade

W O Y Z E C K de Georg Buchner com direção de Antonio Guedes
Local: Teatro da Cia. dos Atores
Rua Manoel Carneiro, 12 - Lapa
Tel. 2242-4176
Preço da entrada: R$10 e R$5
Data: 21 e 28 de novembro de 2011
Horário: 19h30 hs.
Classificação: 14 anos


ELENCO:
Rosa Felix – Woyzeck
Beatriz Condini – Marie
Guto Urbieta – Capitão e Senhor
Dudu Fádel – Médico, André e Narrador

FICHA TÉCNICA
TEXTO ORIGINAL Georg Büchner
ADAPTAÇÃO e DIREÇÃO Antonio Guedes
CENOGRAFIA Bosco Bedeschi
FIGURINO Alessandra de Oliveira
Bárbara Boaventura Friaça
ILUMINAÇÃO Erika Nascimento
TRILHA SONORA Antonio Guedes
PESQUISA DE ILUMINAÇÃO Turma de TEC IV – 2010/2
ASSESSORIA TEÓRICA Dinah Cesare
COTEJAMENTO COM O ORIGINAL ALEMÃO Flora Tarumim
ASSISTENTE DE DIREÇÃO Duanny Dantas
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA Erika Nascimento
ASSISTENTE DE ILUMINAÇÃO Bosco Bedeschi
FOTOGRAFIA Hoton Ventura
PROGRAMAÇÃO VISUAL Frederico Arêde
PRODUÇÃO EXECUTIVA Gloria Regina
DIVULGAÇÃO Kenny Neoob

Fonte: Release da divulgação da peça.

13.6.11

"Encontros sobre Arte, Corpo e Dança" Amanhã, às 16 hs. na Fac. Angel Vianna (FAV) com o tema: "Aspectos sobre a interatividade entre o artista da cena e o público: reflexões sobre ações performáticas em co-autoria". Palestrante: LIGIA TOURINHO.

Haverá transmissão ao vivo pela internet. Acesse através do dite: www.angelvianna.com

8.6.11


SEMANA ANGEL VIANNA
Nos dias 8, 9, 10 11 e 12 de junho, de hoje a domingo, acontecerá a Semana Angel Vianna no TEATRO CACILDA BECKER. Trata-se de um evento semestral produzido pela Escola e Faculdade Angel Vianna. É uma atividade rica no processo didático da área da dança composta por trabalhos de pesquisa realizados pelos alunos, em sala de aula, orientados pelos professores responsáveis por cada matéria.
Estar no palco é sinal dos caminhos que pretendemos trilhar com este evento: o ensino, a pesquisa da dança e a oportunidade como artistas de estar apresentando recortes destes instantes, publicamente.
Este é nosso desafio: estender de forma integrada o processo educacional e o resultado final, nestas apresentações abertas, propiciando uma visibilidade maior do que tem sido nossos temas de trabalhos e estudos na sala de aula.
Assim proporcionamos ao aluno-artista-pesquisador, meios de encaminhar a condução de sua pesquisa articuladamente ao processo de criação, com total inserção na sociedade – seus saberes, sua cultura, seus valores, seu compromisso com os sujeitos com os quais interage.
Nessa edição teremos, para finalizar o evento, a NOITE DE GALA. Farão parte dessa noite os professores e alunos egressos da Escola e Faculdade Angel Vianna que atuam no mercado de trabalho da dança. Assim vamos propiciar ao aluno a oportunidade de ver seus professores dançando e, ao mesmo tempo, dar uma perspectiva de um nível profissional de dança.

Teatro Cacilda Becker - Rua do Catete, 338 - Tel. 2265-9933
Dias 8 e 9 de junho – Mostra do Curso Técnico e Cursos Livres
Dias 10 e 11 de junho – Mostra da Faculdade e Pós Graduações
Dia 12 de junho – 16h – Mostra Integrada (Técnico e Faculdade)
Dia 12 de junho - 19h – Noite de Gala.


UPDATE: E, encerrando a Semana Angel Vianna, no domingo dia 12 às 19hs. no palco do Cacilda para homenagear a Mestra, Maria Alice Poppe, Frederico Paredes, Paulo Mantuano e Alexandre Bhering, entre outros professores, e a própria homenageada que aniversaria neste mês. E haja emoção!

2.6.11


Troca de linguagens na arte contemporânea é o grande tema do ARTEFORUM

De forma inédita e peculiar, o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ promove o evento ArteForum nos dias 4 e 5 de junho, sábado e domingo, das 10h às 20 horas, no campus da Praia Vermelha, com entrada franca.
Apresentações, manifestações artísticas e debate, que apostam na pluralidade e interdisciplinaridade da arte como expressão, acontecerão dentro e fora do Palácio Universitário da Praia Vermelha.
O ArteForum tem caráter essencialmente multimidiático, relevante para a compreensão da arte contemporânea. Durante dois dias, a arte transcenderá os espaços físicos do Fórum, ocupando artisticamente o Palácio e o seu entorno. Lugares como o Teatro de Arena, jardins e estacionamentos receberão exposições, conferências, interferências, performances, intervenções, oficinas e workshops provenientes dos cinco núcleos: literatura digital, performance, instalações, paisagens sonoras e transcinema.

Programação do dia 4 - sabado
Programação do dia 5 - domingo

ATENÇÃO: A programação de sabado das 14 às 16 hs na sequencia de performances terá a apresentação da bailarina Maria Alice Poppe com direção do João Saldanha e musica do Tato Taborda. Absolutamente imperdível! E das 19,30 hs às 20 hs um trabalho inédito do diretor Ivan Sugahara, criado especialmente para o evento, com as atrizes Ana Abott, Elisa Pinheiro e Laila Garin.
No domingo, das 16 as 17 hs. video do processo de criação do espetáculo Hotel Medéa.

Fonte: Assessoria de imprensa do Forum de Ciencia e Cultura da UFRJ

16.5.11

ENCONTROS SOBRE CORPO ARTE E DANÇA - Compartilhando,roubando e emprestando simultaneamente outros modos de criação e colaboração artística.
Amanhã, dia 17 às l6,00 hs.na FAV e Escola Angel Vianna à Rua Jornalista Orlando Dantas , 2 - Botafogo, palestra de Micheline Torres sobre o tema.
Eu assistí a performance "Carne", no MAM, com a Micheline e recomendo com entusiasmo ao povo da dança, do teatro, aos performers e ao publico em geral.

Haverá transmissão ao vivo pela internet através do site www.angelvianna.com

15.5.11


Em homenagem aos 50 anos de carreira do professor, escritor, tradutor, ator e dramaturgo Ivo Bender, vai acontecer em Porto Alegre, de 23 a 29 de maio, a SEMANA IVO BENDER, em uma feliz e oportuna parceria da Secretaria Municipal de Cultura e do SESC-RS. Serão espetáculos, uma exposição "Senhor das Letras" (gostei desse título)leituras dos seus textos, debates com os nomes mais importantes do teatro no Rio Grande do Sul como o diretor Luiz Paulo Vasconcellos, a atriz e diretora Debora Finocchiaro, e as primeiríssimas atrizes Araci Esteves e Sandra Dani, entre outros. E, esta atriz e blogueira com a maior alegria posta aqui no blog a notícia dessa homenagem ao mais importante dramaturgo contemporâneo do Rio Grande do Sul, e um dos melhores dramaturgos do País. IVO, vivo, muito vivo e bem disposto mora em Porto Alegre.
Ivo Bender é o maior dramaturgo gaúcho ainda vivo. Para homenageá-lo, o projeto Semana Ivo Bender prevê uma série de sessões comentadas de leituras dramáticas de seus textos e apresentações do novo espetáculo do Grupo Experimental de Teatro de Porto Alegre. Além disso, será montada no Foyer do Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues uma exposição de fotografias do escritor e de espetáculos seus já encenados. Toda a programação ocorrerá nos Teatro Renascença e na Sala Álvaro Moreyra, no mês de maio de 2011, quando o dramaturgo completa 75 anos de idade e 50 de carreira.

- Pequenas Leituras dramáticas
Com Marcelo Adams e Raquel Pilger
23/05
Local: Teatro Renascença
Horário: 20h

- Leitura Dramática
Direção de Décio Antunes
Colheita de cinzas 1941 (1988)
24/05
Local: Teatro Renascença
Horário: 20h
Primeira parte da Trilogia perversa. Em 1941, durante uma grande enchente que assola o Rio Grande do Sul, Ereda e Ulrica, duas mulheres descendentes de alemães, vivem sós em uma fazenda. O pai de Ereda foi assassinado por Ulrica, fato presenciado pela filha, que aguarda a chegada de Orestes, seu irmão, prestes a voltar do seminário onde estudava. A chegada de Orestes e a revelação do crime, feita por Ereda, leva o rapaz a matar a própria mãe, sufocada com um travesseiro. Versão do mito grego dos Átridas, a peça reproduz os principais eventos da Electra, de Sófocles, ambientada no contexto da colonização alemã no Estado.

- Leitura Dramá tica com sessão comentada
Direção: Luiz Paulo Vasconcelos
Com Graça Antunes, Sandra Dani e Araci Esteves
Sexta-feira das paixões (1975)

25/05
Local: Sala Álvaro Moreyra
Horário: 20h
Em uma casa de retiro para mulheres sós, na cidade de Puerto Amaro, capital de um país fictício da América Latina, vivem Maria Amparo, a dona do lugar, Amanda e Teresa. O país está em convulsão, pela ação dos rebeldes que querem tomar o governo. No sótão da casa, Teresa, a Estigmatizada, está amarrada a uma cama, pois na época da Páscoa, anualmente, em seu corpo surgem chagas. As outras duas
mulheres esperam a chegada de Urânia, atriz e amiga de Amanda, que não a vê há alguns meses. A preparação para a ceia da Sexta-feira Santa é a principal ação do texto, que tem seus principais conflitos na relação explosiva entre Urânia e Maria Amparo. O assassinato de Teresa por Amparo, como o sacrifício ritual da Sexta-feira da Paixão, é a culminância da peça.

26/05
Local: Sala Alvaro Moreyra
Horário: 20h
Direção: Marcelo Adams
Quem roubou meu anabela? (1972)
Comédia com ingredientes fantásticos. Duas primas, Valéria e Genciana Marcoso, vivem uma relação conturbada. Valéria é casada com Umberto, mas trai o marido com Jasmim, um rapaz que entrega horóscopos a domicílio. Genciana é satanista, e vive invocando os demônios Astaroth e Asmodeu. O título faz referência a uma das últimas ações da peça, quando Valéria, já pronta para a recepção na casa do governador, procura seus sapatos modelo Anabela, não os encontrando. Valéria é assassinada por Umberto, que sai para a recepção acompanhado por Jasmim, calçando os sapatos anabela.

Apresentações do Grupo Experimental de Teatro da Secret. Mun. de Cultura de P.Alegre
Direção: Maurício Guzinski
Cabaret do Ivo
27, 28 e 29/05
Local: Sala Alvaro Moreyra
Horário: 20h
Resultado do módulo montagem sobre a obra de Ivo Bender do Grupo Experimental de Teatro/SMC. A coordenação é de Maurício Guzinski e a preparação de corpo e voz é de Laura Backes. No elenco: Amanda Novinski, André Gazineu, Dinorah Araújo, Juçara Gaspar, Naiara Harry, Paula Souza, Samanta Sironi e Silvana Ferreira.

O Macaco e a Velha
Direção: Deborah Finocchiaro
Com Arlete Cunha e Heloisa Palaoro
28 e 29/05
Local: Sala Álvaro Moreyra
Horário: 16h
O Macaco e a Velha do gaúcho Ivo Bender, é baseada num conto do folclore afro-brasileiro que trata da difícil relação entre um macaco muito esperto e a dona do Bananal onde ele vive. Na briga pelo usufruto deste paraíso, ambos descobrem que, só unidos, poderão defender o seu tesouro. A peça é apresentada na forma de uma leitura com dinâmica de contação de história. Os personagens ganham
vida através da caracterização da voz da atriz. E para garantir a atmosfera de cada história, a leitura conta com trilha executada ao vivo, são canções com ritmos variados, além de efeitos sonoros.

Exposição Ivo Bender - O Senhor das letras
23/05 a 16/06
Local: Saguão do Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues A exposição Ivo Bender – O Senhor das Letras fará parte do evento em celebração aos 50 anos de carreira do escritor, dramaturgo, tradutor e professor gaúcho. O objetivo é abarcar a diversidade de sua obra na qual é possível verificar a fluência de sua escrita que
transita, com liberdade, tanto pelo texto dramático nas diferentes fases experimentadas pelo autor – tragédia e comédia, realismo fantástico e teatro político, musical e teatro infantil –, quanto pelo ensaio e pela prosa. Registros fotográficos das montagens de suas peças, depoimentos de artistas, amigos e críticos literários farão parte desta amostra do universo criativo de Ivo Bender.

Fonte: site do SESC-RS

11.5.11

POA EM CENA ARRASA GERAL!
A 18a. edição do festival que vai acontecer de 6 a 27 de setembro deste ano, traz BOB WILSON como ator e diretor em A ultima gravação de Krapp, e ainda PETER BROOK, o musico PILIPE GLASS e encerrando o festival, em dezembro, ARIANE MNOUCHKINE com o seu Theatre du Soleil.
AUTOENTREVISTA DE FERNANDO ARRABAL

“Há domadores de leões. Nenhum de lulas?

Um dos nomes mais importantes do teatro mundial, o dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, 78 anos, fez a conferência de abertura do 6º Festival Palco Giratório Sesc-RS, no domingo passado, às 19h, no Teatro do Sesc (Alberto Bins, 665, entrada franca, com retirada de senha uma hora antes do início).
Radicado em Paris em 1955, Arrabal foi um dos dramaturgos enquadrados pelo crítico Martin Esslin sob a denominação de “teatro do absurdo”. Mas, como os demais, está além dos rótulos. Inspirado pelo surrealismo, foi um dos fundadores, em 1962, do Movimento Pânico (o nome faz referência ao deus Pã da mitologia grega). Trocou farpas com o diretor Gerald Thomas quando ambos participaram do ciclo de conferências Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre, em 2008.
– Esse sujeito só fez uma peça. E copiada – disse Thomas.
O espanhol não deixou por menos:
– Não o conheço, nunca ouvi falar dele.
Arrabal aceitou conceder a seguinte entrevista por e-mail. A reportagem foi avisada que ele costuma reescrever perguntas. Dito e feito: o dramaturgo criou uma “autoentrevista”. Confira, a seguir, Arrabal por Arrabal:



Fernando Arrabal – Onde está a vanguarda na arte?
Fernando Arrabal – Quando a solteirice é cada vez mais hereditária?

Arrabal – O mundo perdeu toda a direção?
Arrabal – E parou de ser masoquista. Gozava demais.

Arrabal – A asfixia intelectual e o conformismo levam ao entorpecimento cerebral?
Arrabal – Diríamos coisas interessantes se disséssemos o contrário do que pensamos?

Arrabal – O desterrado/exilado respira melhor na França?
Arrabal – Ainda não aprendi que a elipse existe.

Arrabal –Você se considera um apátrida ou um patriota do Desterro?
Arrabal – Ao fim de seis dias Deus criou a bandeira e descansou.


Arrabal – Paris é o local onde gostaria de morrer? Você voltou a nascer aí, como Frankenstein, já crescidinho?
Arrabal – Tempo incerto. Espaço Indeterminado – As ideias só podem ser ambíguas


Arrabal – Como é possível que depois de quase sessenta anos morando na França você ainda conserve suas manias de estrangeiro desterrado?
Arrabal – Toda formosura dorme?


Arrabal – Seu sotaque não é castelhano, como Borges dizia?
Arrabal – Todos são puro pleonasmo?


Arrabal – Continua pensando que nunca será um escritor de ofício?
Arrabal – Paradoxo: referir-se com realismo à utopia, com ódio ao amor e com gravidade ao humor.


Arrabal – Você se classifica no personagem que habita?
Arrabal – Nem sua circunstância molda a manicure apaixonada pela Vênus de Milo?


Arrabal – Por que imagino que antes de ir dormir, quando se olha no espelho, você não vê o mesmo Fernando Arrabal que o resto do mundo vê?
Arrabal – Os camicases põem capacete antes da missão suicida.


Arrabal – Quanto de Hamlet, quanto de Quixote e quanto de Patafísica há em Arrabal?
Arrabal – Jarry era mais erudito que Shakespeare ou Cervantes, obviamente. Mas igualmente homossexual.


Arrabal – Alguma vez já se sentiu usado? Você acha que de alguma forma já foi possível instrumentalizá-lo em algum momento de sua vida?
Arrabal – Escrevo com duplo sentido para chegar à metade?


Arrabal – O mais sério é rir-se de si mesmo?
Arrabal – Presunçoso como o falcão que tenta passar por trás da Lua.


Arrabal – E o mais triste? Levar-se a sério?
Arrabal – Há domadores de leões. Nenhum de lulas?


Arrabal – Quantas vezes por dia você mata Deus?
Arrabal – Piolhos majestosos. Místicos da decadência?


Arrabal – Como anda sua memória histórica?
Arrabal – Perdi a esperança – Evitando a angústia?


Arrabal – Sente rancor de Franco?
Arrabal – Os buracos são cheios de buracos?


Arrabal – É casualidade ou uma piada do destino que o carrasco de seu pai tivesse o sobrenome igual ao de seu amigo e de Houellebecq, Beigbeder?
Arrabal – A História joga cara ou coroa?


Arrabal – A experiência o ensinou a desconfiar dos aduladores?
Arrabal – O terráqueo se alimenta de seus terrores?


Arrabal – Alguma vez parou para contar quantas pessoas se dedicam a forjar sua identidade nas chamadas redes sociais?
Arrabal – Os quadros estão presos nos museus?


Arrabal – Que tipo de vida miserável pode ter um indivíduo que finge ser quem não é para ter amigos e ganhar e um afeto que não lhe correspondem?
Arrabal – É possível retirar presunto das bolotas sem passar pelo porco?


Arrabal – Crê que o temam nas academias do poder cultural?
Arrabal – Há quem corra atrás da arte: aposto na arte.


Arrabal – Por falar em redes, Facebook, Twitter...
Arrabal – Preservativos serão vendidos com seu certificado de antecedentes penais?


Arrabal – O que lhe dá mais vergonha nesta vida?
Arrabal – Apunhalar com a chama de uma vela.


Arrabal – E o que lhe inspira compaixão?
Arrabal – Os homens de letras mortas.


Arrabal – Você se aborrece que sempre façamos perguntas parecidas?
Arrabal – Gostaria que viessem com croquetes de felpas


Arrabal – E que me diz do tom acadêmico?
Arrabal – Filosofar é diurético?


Arrabal – O que fará com o naco de celebridade com que esta entrevista o brindará?
Arrabal – Quando não penso no que digo, digo o que penso... Como todos.


Arrabal – Esta é a pior entrevista que já lhe fizeram?
Arrabal – Já Eva preferiu Adão ao Éden.

Fonte: Jornal Zero Hora de Porto Alegre- Caderno CULTURA online, 30/04/2011

5.5.11


Assistí em Porto Alegre, onde estive recentemente, uma apresentação informal do TIM - Teatro de Marionetes. Da esquerda para a direita, os artistas manipuladores Reneidi Mezeck de Sena, Antonio Carlos de Sena e Inês Mezeck de Sena.

4.5.11

A LUZ E O CINEMA DE ROGERIO SGANZERLA

O SIGNO DO CAOS

No próximo domingo, dia 8, às 19 hs. no cinema 1 da Caixa Cultural, Av. Almte. Barroso, 25, encerrando a programação de A luz e o cinema de Rogério Sganzerla apresentação do ultimo longa do diretor, “O Signo do Caos” nessa mostra retrospectiva de seus filmes

No elenco, esta escriba que vos tecla, Helena Inês, Camila Pitanga, Djin Sganzerla, Giovanna Gold, Otávio Terceiro protagonista no papel do censor, Sálvio do Prado como jornalista, Eduardo Cabus que interpreta o Dr. Lourival Fontes, Gilson Moura e Freddy Ribeiro, entre outros.

De hoje a domingo dois filmes às 17,30 hs. e às 19 hs. Veja a programação aqui.

Rogerio Sganzerla fala sobre o seu filme em entrevista à Folha de São Paulo, em maio de 2003.
O enredo trata de "censura arbitrária", atalho para ele brandir contra a censura econômica e consequentemente estética, como enxerga na voga do cinema nacional. "É preciso dar um corte nessa produção vagabundérrima, nesses novelões, eleitos em detrimento das verdadeiras obras de arte", afirma.

O diretor de "O Bandido da Luz Vermelha" (68) diz que seu novo filme "está pronto, falta apenas colocar os créditos e comercializar a obra".

É aí, segundo ele, que mora o problema. "Passei os últimos anos tentando uma parceria para a produção executiva e a pós-finalização, mas ainda não consegui."

"Não apareceu ninguém porque as pessoas preferem perder dinheiro com abacaxi a arriscar em um filme que é contra a segregação, que oferece uma defesa do que há de melhor no cinema." Depois do Rio, ele tenta obter recursos em São Paulo e se diz mais otimista para fazer o lançamento até o final do ano.

Rodado no centro histórico do Rio, no entorno da praça 15, o roteiro de "O Signo do Caos", também assinado por Sganzerla, trata da atuação dos censores no país, sobretudo a do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), lançado durante o governo Getúlio Vargas (1937-45), que controlava as idéias antagônicas aos interesses políticos do momento.

Dr. Amnésio (Otávio Terceiro) é encarregado de destruir os filmes subversivos, mergulhando-os na baía de Guanabara ou atirando-os do Pão de Açúcar. O censor entra em conflito com o repórter Morel (Sálvio Prado), que discorda da intervenção na obra de arte.

Segundo Sganzerla, o filme é um libelo aos projetos inacabados ou deixados de lado, ontem por questões ideológicas, hoje por questões financeiras. Cita, como emblema, "It's All True" ("É Tudo Verdade"), filme inconcluso que o norte-americano Orson Welles rodou no país em 1942.

"Meu filme prova que Welles é o Napoleão do cinema", afirma o diretor. Sganzerla dedicou uma trilogia a Welles ("Tudo É Brasil", "A Linguagem de Orson Welles" e "Nem Tudo É Verdade"), influência velada na sua obra.

Entre os artistas brasileiros "que também foram ignorados", menciona Anselmo Duarte ("O Pagador de Promessas", 1962) e Alberto Cavalcanti ("Simão, o Caolho", 1953), ainda que não os cite diretamente em seu novo filme.

"Quero projetar verdade humana, mais luz sobre a existência da obra de arte cinematográfica em relação à cultura, definindo seus direitos e obrigações com relação ao espectador sensível" diz.