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13.11.04

Espontâneos, Live Art, La Ribot, Sebastião e os novidadeiros
Sem abordar questões conceituais do espetáculo de La Ribot, eu penso que entre a proposta e a realização há uma distância considerável. A linha de trabalho da artista que inclui passagens pela " Live Art " ( mistura de teatro, artes plásticas, vídeo, dança e outras formas expressivas), privilegiando a pesquisa, questionando os conceitos da dança, etecetera, tinha tudo para esta escriba aplaudir em cena aberta, mas saí frustrada. E, não direi mais nada, porque eu fiquei pdavida por não ter podido voltar para ver com outro público, outras reações, etc. tal...
No dia seguinte, às 15 hs. no Teatro Sergio Porto, quando fui ver "Os Novíssimos" ( a melhor coisa que eu ví do Panorama), fiz uma rápida enquete entre os bailarinos amigos e conhecidos que assistiram "40 espontâneos". E, quasi todos disseram que eu fiz uma leitura errada, que eu vacilei em não ter participado. E, entre estes, os mais novidadeiros, repetiam entusiasmados: "é Live Art! Live Art ". E todos deram a maior fôrça para eu voltar às 17 hs. para o Centro Coreografico.
Na saída, chovia a cantaros, e ainda tive que ir batalhar o conserto de um pneu do carro que estava totalmente arriado. Mas a sorte me sorriu, e descobrí um gentil Sebastião do posto de gasolina ao lado do Teatro Sergio Porto que trocou o pneu para mim. A estas alturas, sair do Humaitá e ir para a Tijuca, no Centro Coreografico, nem com asas para voar eu chegaria a tempo de assistir o espetáculo. Voilà. Qu'est ce qu'on va faire?

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