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23.8.03

Sobre esta notícia de O Globo, quando o delegado Álvaro Lins, determinou que a 5ª DP (Mém de Sá) apurasse se o diretor Gerald Thomas cometeu ato obsceno ao arriar as calças em público, durante a ópera "Tristão e Isolda", na noite de sábado passado no Theatro Municipal. Segundo o delegado, o objetivo é saber se o ato tem correlação com o evento artístico ou se foi um desrespeito aos espectadores.

Para mim, essa atitude do delegado é no mínimo estranha. Fiscalizar uma obra de arte ou um evento artístico e correlatos, não tem nada a ver com as funções de uma autoridade policial. Ele devia, isso sim, mandar apurar a atitude de todos aqueles ensandecidos que gritaram judeu volta para o campo. Ato explícito de discriminação racial proibido pelas nossas leis, além do desrespeito e agressão ao povo judeu. É na ampliação dessas vozes que começa a cumplicidade com o genocídio, assassinato e toda aquela história de horrores não tão distante do nosso tempo. Ampliar a nossa memória é preciso perante fatos como esse.

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