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24.10.04


Hebréia a musa de Castro Alves
Na proxima terça, dia 26 às 19 hs, na Sinagoga Beth-El, á Rua Barata Ribeiro, 489 em Copacabana, Rio de Janeiro, com entrada franca, um luxuoso evento poético-musical-literário
em homenagem ao poeta baiano Castro Alves (1847-1871), um dos principais nomes do romantismo brasileiro e porta-voz literário da abolição da escravatura.
Abertura do evento: A pesquisadora Anna Bents vai falar sobre Hebréia;
Moisés, o primeiro abolicionista da história, é o tema de Elias Haim Negri;
Judeus e negros no olhar poético de Castro Alves, por Sara Cavalcanti;
Mery Roberta Amzalak - a musa de Castro Alves, por Luiz Benyosef.
Navio Negreiro, performance dos atores Ida Gomes, Felipe Wagner, Fernando Reski e Isio Ghelman.
Os musicos Leon Rousseau (bandolim) Edson Cordeiro (violão e voz) interpretam "Hebréia" na partitura original especialmente composta pelo Maestro Carlos Gomes(ele mesmo, o compositor da ópera "OGuarani") para a poesia do Castro Alves, até então completamente inédita no Rio e outras capitais.

A musa do poeta e seus descendentes - judeus de origem sefaradi
Salvador, 1866. As famílias Alves e Amzalak eram vizinhas e amigas. A riqueza dos Alves era o talento de seu filho Antônio, que veio a ficar conhecido pelo nome poético de Castro Alves. O maior orgulho dos Amzalak, judeus de origem sefaradi, era a beleza exótica de suas três filhas, Ester, Simy e Mery Roberta. Castro Alves tinha apenas 19 anos e se apaixonou, platônicamente, como convinha à época, por uma das três irmãs, a quem dedicou um de seus mais belos poemas: Hebréia. Perguntado à qual das três se referia, o poeta, delicadamente, respondeu: à mais bela.
Quase um século e meio depois esse mistério pode ser finalmente desvendado por uma incansável pesquisadora, que além de identificar o nome da musa do poeta, conseguiu localizar seus descendentes. Para surpresa, descobriu-se, também, que Hebréia havia sido musicada por Carlos Gomes, tendo virado modinha popular no interior da país.

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