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15.12.06



Palhaços do Grupo Jogando no Quintal, de São Paulo, um mix de banda, atores , clown e o escambau, interagindo com o público o tempo todo nos mais inusitados improvisos a partir das sugestões da platéia. Aplaudídissimos. Voltem breve, queridos. Amamos vocês.
No palco do Teatro de Anônimo, na Fundição, Esio Magalhães do Barracão Teatro, de Campinas, em "www freedom", um espetáulo pra lá de instigante numa atuação brilhante desse artista que eu já conhecia e aplaudia de outros festivais.
Esse povo topou pagar mico no palco em "www. para freedom" com o Esio. Quem viu o espetáculo sabe do tamanho da façanha desse povo e do artista.

14.12.06



Palhaço Cuti-Cuti (Márcio Libar, arrasando geral, fuderoso!) e o seu paspalho assistente Fabricio Dornelles.

13.12.06

Adelvane Néia, a multi-artista, ótima, na sua palhaça Margarida, em A-ma-la.
Uma artista no completo domínio do seu métier. Ousada, sai, some e volta para o palco, e não deixa cair o ritmo do espetáculo.
A Adelvane Néia é também uma respeitável figurinista. Para quem não sabe, ela é a autora do figurino de Sopro, e uma das responsáveis pela beleza desse espetáculo do LUME, um dos maiores sucessos de público e crítica do Riocenacontemporanea. Ela foi a criadora daquele fantastico quimono confeccionado em 17 metros papel manteiga, inspirado nos quimonos japonêses, que o ótimo ator Carlos Simione usava e descartava a cada espetáculo.
Ainda no palco em frente ao Bar do Luiz, a intervenção gastronomica intitulada "Mangiare" com as três ótimas atrizes do Grupo Pedras (sou fã desde "Restrin")e nesse trabalho elas continúam a mesma linha de pesquisa do grupo, mostrando amadurecimento principalmente na construção do texto. Na foto, Adriana Schneider, Ana Paula Secco e a Marina Bezze.

12.12.06

Ainda da Overdoze no último dia, na Fundição, no palco em frente ao Bar do Luiz, as performances do Cabaré comandado por "As Comediantes" grupo formado pelas palhaças e graduadas atrizes Cris Muñoz e Flavia Lopes.
Leo Carnevale do Valdevinos
Todos os integrantes do "Cabaré", no final, recebem os entusiasmados aplausos do público.
Um presente raro para os cinéfilos de plantão
Overdoze
Ontem, domingo, encerramento do Anjos5 foi na Fundição Progresso, os espetáculos começaram ao meio dia, e acabaram na madruga com um grande baile animado pela orquestra Songoro Cosongo - um septeto formado há um ano e meio, por músicos do Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia e Chile, residentes no Rio de Janeiro.
Dansei que me acabei - eu e o povo todo que foi à festa. Ninguém ficou parado. Até a imagem do São Sebastião, com todo respeito ao padroeiro do Circo Voador, (certo, Perfeito?) estava lá balançando ao som da Songoro e da animação do povo circense.

A Overdoze (quem sabe o significado dessa palavra é o diretor teatral do Anonimo, o Sidnei Cruz) teve durante o dia e a noite, espetáculos do Marcio Libar,(adoro o Cuti) da ótima atriz, figurinista e clown Adelvane Néia da UNICAMP, Barracão Teatro do Esio Magalhães da Barão Geraldo (Campinas), a minha conterranea bufatriz Daniela Carmona, os Valdevinos Léo e a Fabiana - La Diva, a Sílvia Leblon de São Paulo e a Antonia Vilarinho, de Brasilia - minhas colegas da oficina do Mestre Moshe Cohen, o Augusto Bonequeiro do Ceará, o ótimo grupo de atores e clowns de São Paulo,Jogando no Quintal, entre outros nomes que eu não estou lembrando agora.

Teve ainda a performance clownesca intitulada intervenvenções gastronomicas> com comida de verdade feita em cena e servida aos espectadores, com o grupo Pedras do Rio (uma salada indiana com repolho,cenoura, etc...até comível. Ça va sens dire, viu meninas!) e o Julio Adrião do Leões do Circo, do Rio, (uma massa ao molho de tomate que eu poderia comer tranquila, não tivesse sido temperada com pimenta).

10.12.06





Não é efeito especial, é chuva mesmo, e da braba que não intimidou a intrépida palhaça argentina MAKU JARRAK. O público que enfrentou a chuva, aplaudiu em pé, comovido, e saiu maravilhado. É a primeira vez que ela se apresenta no "Anjos do Picadeiro", e fez uma declaração pública "ao amor de mi vida", o famoso palhaço argentino Chacovachi. Soube pelo próprio que eles têm um filhinho de um ano.
E eu fiquei fã para todo o sempre dessa artista maravilhosa com um estilo muito peculiar, mistura acrobacia, malabarismo, se comunica com o público sem falar, criando uma expressão corporal e vocal muito próprias.
Sorry, quem perdeu ... mas eu tive o privilégio de contracenar com a MAKU na oficina do Mestre Moshe Cohen. Seu jeito clownesco, chamou a minha atenção e eu ficava torcendo para fazer parceria com ela, sabia que ela era fera, e o seu espetáculo provou isso.


O palhaço mexicano AZIZ GUAL, mostrou porque é considerado um dos melhores palhaços do México. Um trabalho primoroso de ator e clown. No final, quando ele tira a maquiagem e a roupa de palhaço na frente do público, do velho palhaço surge um guapo mancebo de no máximo trinta anos.


A Palhaça Margarita, criação da Ana Luisa Cardoso, criadora e fundadora do primeiro grupo feminino de palhaças "As Marias da Graça". Acompanhei o primórdio dos primordios da Margarita, em 1987, num festival de teatro e congresso em Cuba, quando fizemos juntas a oficina do Guilhermo, do Club de Clown, grupo de Buenos Aires que se apresentava nesse festival. Um ano depois, Luisa trouxe o Guilhermo para uma oficina aqui no Rio, e essa oficina foi o embrião do grupo "As Marias da Graça".

9.12.06


Fotos de ontem do Anjos do Picadeiro 5. O Teatro de Anonimo, os donos da festa. Regina, no ar no numero aéreo com a Angelica.

Mestre Moshe Cohen e o Rick do LUME

Final do espetáculo de gala, com todos os participantes.


8.12.06




Grupo NAMAKACA hoje ao meio dia no Largo da Carioca

É na makaca! É na makaca ! É na makaca!
O grupo circense NAMAKACA, de São Paulo, é a primeira vez que se apresenta no Anjos do Picadeiro. Nunca tinha ouvido falar deles. Fui conferir noLargo da Carioca hoje ao meio dia e fiquei fã deles para todo sempre.
São competentíssimos, entendem do seu métier como ninguém e o povo que não é bobo e sabe das coisas, soube que ali ia rolar ... e tanto que a Cinelandia parou - literalmente - num solaço de quarenta e tantos graus para ver e aplaudir esses três meninos maravilhosos.
Falo mais deles depois. Não sei quasi nada deles, preciso pesquisar sobre eles.
Agora estou indo para o Teatro Nelson Rodrigues para ver o espetáculo do Mestre MOSHE COHEN - bien sûr - da palhaça americana Hilary Chaptain, e do grupo Centro Teatral ETC e Tal.
E mais tarde, o espetáculo de gala com o Anonimo, o LUME, La Mínima e o Mestre Colombaioni. A noite promete.

7.12.06


Mestre Moshe Cohen

Eu fiz a oficina dele. Um Mestre na melhor acepção dessa palavra. O mestre faz acontecer. Clowns, aspirantes a clowns, bailarinos, atores, a oficina chegou em todos. Hoje, no ultimo dia, altas emoções rolando entre alunos e o mestre.
Mudei o foco da busca pela minha expressão artística, depois dessa oficina. E vou falar muito disso. Me aguardem.

MOSHE COHEN: estudou primeiramente com Kazuo Ohno em seu workshop em Yokohama como parte de uma bolsa de estudos de Bunka Cho, ministro da cultura do Japão em 1994. Ele continuou a explorar o butoh tanto com Ohno-sensei como com Hiroko Tamano em Berkeley, Califórnia, até o ano 2000. Moshe continua a investigar e a integrar o estilo de butoh de Ohno ao seu trabalho de clown.
Verônica Tamaoki, criou um b l o g especial para Anjos do Picadeiro 5, com os comentários diários de tudo o que está acontecendo no festival. Essa blogueira promete...

6.12.06

Encontro Internacional de Palhaços no Rio de Janeiro

O Anjos do Picadeiro, um dos mais importantes festivais da arte circense realizados no mundo, criado, produzido, bancado, suado pela intrépida turma do grupo Teatro de Anonimo do Rio de Janeiro, está completando 10 anos de atividades ininterruptas, tendo como tema A Diversidade Comica.

Acompanho esse festival desde a sua primeira edição modestíssima, no Teatro Carlos Gomes. Depois a segunda na capital paulista, e no interior, em São José do Rio Preto, em 1998. À essa época, eu iniciava os meus estudos das técnicas de clown com o saudoso Mestre Dacio Lima, que também foi a São José do Rio Preto, acompanhado dois alunos. Quem conheceu o Mestre sabe do tamanho dessa distinção.

A 5ª edição do Anjos do Picadeiro, desse festival que se realiza de dois em dois anos, começou nessa segunda e vai até domingo, dia 10 de dezembro com a apresentação de espetáculos nos Teatros Nelson Rodrigues, Teatro de Arena da Caixa, Armazém Teatro, Condominio Cultural, na Fundição Progresso - Espaço Teatro de Anônimo, e os espetáculos de rua que acontecem na Central do Brasil, Largo da Carioca, Largo de São Francisco, e Praça XV.
Na segunda teve espetáculo á tarde em São Gonçalo e uma outra extensão do festival na CUFA - Cidade de Deus.
" Durante 7 dias os participantes vão desfrutar de oficinas, espetáculos, exibição de filmes, debates, shows e troca, muita troca. A intenção é promover o escambo entre palhaços tradicionais de circo, cômicos, palhaços de rua, índios, doutores palhaços, palhaços de folia, palhaço-butoh, bufões, enfim...um encontro feito por palhaços e para os palhaços. Este é um espaço de reciclagem, intercâmbio, qualificação e requalificação profissional."

Palhaço-butoh é o meu lance...
Sorry, mas eu tenho o privilégio de estar participando da oficina do Mestre MOSHE COHEN, técnicas de clown com butô. Depois da oficina com o mestre de butô Tadashi Endo, na CAL, no mês passado, essa técnica é tudo o que eu queria aprender na busca da minha expressão artística. Bom demais. Depois eu conto mais.

5.12.06


Fui à Festa de entrega do Prêmio Eletrobras de Teatro, ontem, no Copacabana Palace. Na foto, Marieta Severo, o presidente da Eletrobras, alegre e faceiro com a mão no ombro da Marieta, o Ministro das Minas e Energia, os atores da peça etc. e tal. O grande ausente foi o Aderbal que não poude comparecer "por estar trabalhando", disse a Marieta. O Estadão dá em primeiríssima mão,(hoje) e o blog em primeira.
Jorginho de Carvalho, o grande homenageado

Eu não costumo ir a essas festas de traje a rigor, costume completo e que tais, de entregas de premios e coisas do gênero - cheiram a naftalina, e l'ambience ne me plaît pas.
Mas a festa, ontem foi especial. Fiquei muito feliz com as homenagens prestadas aos veteranos de teatro, especialmente pelo Jorginho de Carvalho o mestre dos mestres da iluminação.
Nos anos oitenta e noventa, Jorginho também dirigiu com talento e competencia vários espetáculos para adultos, adolescentes (a antologica montagem Porcos com Asas)e crianças, com o grupo Mixirico O leiteiro e a menina noite do João das Neves, e um espetáculo para crianças que ganhou oito indicações para Prêmio Mambembe e o Prêmio de Melhor Ator para Emanuel Santos: a adaptação do poema de Carlos Drummond de Andrade, O Elefante, do qual esta blogueira teve o privilegio de participar como atriz.

A Bárbara Stella, atriz do nosso grupo Mixirico, mandou beleza hoje lá na minha página do orkut: nós sabemos quantas pessoas ele iniciou na arte de pintar quadros efêmeros - que é a iluminação teatral: Ivan, Neném, Aurélio, Maneco, Kari, etc... Acho que ele está para a iluminação teatral no Brasil como a Aurora Boreal para as outras auroras. A boreal é primordial e absoluta.

Prêmio Eletrobrás de Teatro/2006, os premiados:
Peça: Púcaro Búlgaro
Atriz: Marília Pêra (Mademoiselle Chanel)
Ator: Gillrray Coutinho (O Púcaro Búlgaro)
Autor: Daniela Pereira de Carvalho, pelo texto "Não Existem
Níveis Seguros para Consumo Destas Substâncias";
Diretor: Aderbal Freire-Filho (O Púcaro Búlgaro)
Cenário: Paulo Moraes e Carla Berri (Toda Nudez Será Castigada)
Figurino: Rita Murtinho (Toda Nudez Será Castigada)
Iluminação: Maneco Quindaré (Toda Nudez Será Castigada)
Prêmio especial: Hélio Eichbauer, por seus 40 anos de carreira

21.11.06


O guri da foto é o marchand Renato Rosa

Festejando a vida e a arte

O prestigiado e respeitado marchand gaúcho Renato Rosa, comemora os seus bem vividos sessenta anos, organizando uma coletiva de 28 artistas, com o sugestivo título VISÃO 6.0, que abre hoje na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre.

Renato Rosa, querido amigo desde os meus tempos de estudante de teatro no Instituto de Arte Dramática da UFRGS, e um dos integrantes do Cacho (grupo de jovens estudantes da UFRGS, que nos anos sessenta agitou todas na city) mora atualmente no Rio, e trabalha aqui na Bolsa de Arte, em Ipanema.

A Zero Hora de hoje dedicou várias páginas ao evento, e numa entrevista à Joana Saraiva ele afirma que Visão 6.0 é uma forma de recontar um pedaço de sua história. O revival começa com uma pintura do recém-falecido Henrique Fuhro, primeiro artista com o qual Rosa trabalhou, e segue com outros tantos nomes. Fragmentos de textos de Lya Luft, Ivo Bender e Walmir Ayala, nas paredes, traduzem angústias e dúvidas do homem das artes aos 60 anos e, de alguma forma, ilustram também algumas das obras. A relação da exposição - que traz trabalhos em pintura, gravura, objeto e fotografia - com seu título não é um mero acaso.
- São artistas e obras que batem com a minha visão de mundo, são coisas que eu gosto - define Rosa.

5.11.06


Cena de "O sonho de Andersen", espetáculo do Odin Teatret
Odin Teatret Festival
Até o dia 27 de novembro, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta um dos mais importantes grupos de teatro contemporâneo do mundo o Odin Teatret, com 42 anos de atividades ininterruptas, fundado em Oslo, na Noruega, em 1964, por Eugenio Barba. O grupo está no Rio para uma série de eventos intitulada Odin Teatret Festival, que inclui cinco espetáculos, seis demonstrações de trabalho, conferências, três workshops e 11 mostras de vídeo.
Criado e dirigido por Eugenio Barba, um dos maiores pesquisadores e diretores de teatro em atividade no mundo, o Odin Teatret ocupa um lugar de relevância não só pela sua produção teatral, mas também pelos métodos de trabalho, fundamentos da ISTA - International School of Theatre Anthopology, criada em 1979 pelo diretor.

O Sonho de Andersen espetáculo inédito nas Américas
Uma das maiores atrações do Festival Odin é o espetáculo O Sonho de Andersen,a mais recente montagem teatral do grupo, estreiado em 1994, e que está sendo apresentado pela primeira vez nas Américas.
A peça é falada em cinco idiomas (dinamarquês, inglês, espanhol, italiano e português) e traz os 14 atores do grupo em cena, e está em cartaz até a próxima sexta-feira, dia 10, na Casa França Brasi/
As 11 toneladas do cenário do espetáculo, só caberiam no espaço cênico da amplitude da Casa França Brasil. Os outros espetáculos serão apresentados nos Teatros I, e III do CCBB.
Os ingressos estão esgotados, mas tem uma cota diaria de vinte e dois ingressos colocados à venda na bilheteria do CCBB para o mesmo dia, desde as 10 hs. da manhã. Mas é bom ficar esperto e madrugar.
Na quinta feira, eu cheguei as nove da manhã para comprar ingresso para a demonstração de "Ecos do Silencio" com a atriz Julia Varley, e quasi fiquei de fora da festa. Tinha gente desde as seis e meia da madrugada, na fila para comprar ingressos da cota para o mesmo dia e para as demonstrações.
Eventos gratuitos com distribuição de senhas, uma hora antes.
Mostra de vídeos , de 01/11/2006 a 26/11/2006 sempre às 16:00 hs.
Palestra de Eugenio Barba dia 04/11/2006 às 14:00
Conferencia s com Lluís Masgrau de 31 a 3 das 18 às20hs;

Espetaculos
Sonho de Andersen , de 01/11/2006 a10 /11/2006 às 20:30 na Casa França Brasil
Judith , monologo da atriz Roberta Carreri dias 12, 15, 16, 17 e 18/11 sempre às 19 hs. Teatro III do CCBB
Itsi-Bitsi , com a atriz Iben Nagel Rasmussen, Kai Bertholt e Jan Ferslev
de 16/11/2006 a 19/11/2006 sempre às 19:00 Teatro I do CCBB
Branca como o Jasmin , com a atriz Iben Nagel Rasmussen de 22/11/2006 a 23/11/2006 sempre às 19:00 Teatro I do CCBB
Sal , com Roberta Carreri e Jan Ferslev de 23/11/2006 a 25/11/2006 às 19:00 Teatro III CCBB

Demonstrações de Trabalho no Teatro I do CCBB
O Eco do Silêncio , dia 02/11/2006 às 10:30
Os Caminhos do Pensamento , dia 03/11/2006 às 10:30
Irmão Morto , dia 04/11/2006 às 10:30
O Diálogo entre Dois Irmãos , dia 05/11/2006 às 10:30
O Tapete Voador , dia 08/11/2006 às 10:30
Carta ao Vento , dia 11/11/2006 às 19,00 hs.

Workshops - vagas limitadas (Inscrições encerradas)
Torgeir Wenthal , de 10/11/2006 a 12/11/2006 de 10:00 às 14,00 hs.
Torgeir Wenthal e Jann Ferslev , de 15/11/2006 a 17/11/2006 de 10:00 às 14,00 hs.
Roberta Carreri - A Dança das Intenções , de 26/11/2006 a 28/11/2006 de 10:00 às 14,00 hs.

4.11.06


A Pedra do Reino, adaptado do texto de Ariano Suassuna, por Antunes Filho.
A Pedra do Reino, em abril, aqui no Rio
A Pedra do Reino, em cartaz no SESC Consolação, Rua Dr. Vila Nova, 245 Tel. 011/3234-3000, grande sucesso de publico e crítica, virá ao Rio em abril do próximo ano, segundo a CAL, disse Antunes respondendo a perguntas da platéia. Espetáculo absolutamente imperdível, fica em cartaz até o dia 17 de dezembro. Os ingressos esgotam rapidamente, nas bilheterias do SESC.
Quando estive lá estavam esgotados, mas eu conseguí através de um ator do espetáculo, o Geraldo Mário, mais conhecido como Geraldinho tel. 9413 - 0967. Dica esperta da blog com o consentimento do Geraldinho. Podem telefonar sem susto.

A Pedra do Reino, é um espetáculo inspirado no Romance d'A Pedra do Reino de Ariano Suassuna, adaptado e dirigido por Antunes Filho - um projeto acalentado há mais de vinte anos pelo diretor. Lançado em 1971, o romance A Pedra do Reino segue o espírito do Movimento Armorial, criado pelo próprio Suassuna . A ação da peça se passa durante a ditadura do Estado Novo no País, em 1937, mas salta de forma livre no tempo. Bem de acôrdo com as idéias de tempo explanadas por Antunes no debate do CCBB, comentado aí em cima nesse blog
Ví quase todos os trabalhos de Antunes, mas esse é um dos mais belos e surpreendentes espetáculos que eu vi do diretor. Vou ler A Pedra do Reino até abril. Em alguns momentos, lembra muito Macunaíma. O espetáculo não tem cenário, mas a beleza das manifestações culturais populares está no colorido das bandeiras das cavalhadas, dos bois de reisados, na música especialmente composta e instrumentos tocados pelos próprios atores, um elenco afinadíssimo, num espetáculo marcadamente brasileiro.


Fotos do Antunes Filho no final do debate. Cliquei o pulo final, na foto aí em cima.
Momentos Decisivos do Teatro Brasileiro
Uma série de debates "Momentos decisivos do teatro brasileiro" aconteceu no CCBB do Rio, durante todas terças feiras de outubro. Um momento decisivo foi relembrado, analisado por personalidades que o vivenciaram. Barbara Heliodora falou sobre Vestido de Noiva; Nicette Bruno falou de Dulcina; Walmor Chagas do TBC; o Boal do Arena e Oficina; Antunes Filho de Macunaíma e encerrando os cinco encontros, o Hamilton Vaz Pereira falando do Asdrubal e a Influência no Teatro Contemporâneo. Só assistí aos dois últimos.

A performace corporal e vocal de Antunes Filho

E com vocês o maior diretor do mundo, assim foi anunciado pelo mediador do debate, a entrada do diretor Antunes Filho, no palco do Teatro I do CCBB. Contrariando a expectativa, ele desceu e se colocou de costas para o palco, em pé no corredor entre a primeira fila da platéia e o palco, por onde circulou muito á vontade durante quase duas horas.

O público que superlotava o Teatro I do CCBB assistiu uma surpreendamental performance corporal e vocal do diretor de Macunaíma. E a platéia, composta na sua maioria por jovens, atores e estudantes de teatro, e alguns atores nem tão jovens, (gente que eu não via há um tempão), intelectuais e mais o público curioso que circula pelo CCBB.

Nesse tempo que durou o debate, ele conseguiu reduzir idéias altamente sofisticadas das suas pesquisas no CPT aos termos mais cotidianos, utilizando outras referencias de comunicação, com o auxílio de sua expressão corporal e vocal, como giros de corpo, torções, saltos, pulos alternados com vozes e gestuais inusitados.

Intelectuais presentes, como a diretora teatral Ana Maria Taborda e a atriz e antropologa Solange Padilha preocupadas com o bom entendimento das idéias colocadas assim, digamos de forma tão inusitada, pedem um aparte, complementando a explanação do diretor. E entre agradecido e divertido, ele diz: mas é isso... isso mesmo, muito obrigado. E continúa no mesmo tom. Quem entendeu, entendeu. E quem não entendeu, entendesse...

Falando sobre a sua técnica de ressonância, ele diz: A ressonancia não deu certo nesse País por causa do trabalho de corpo e mais as condições teóricas que exige, e a seguir ilustra a sua teoria da ressoncia com movimentos do tronco e emite sons próximos aos de uma galinha cacarejando, entre outros sons muito estranhos.

Um ator, um clown, um bufão, tudo ali ao mesmo tempo agora.

E a performance continúa com muitas divagaçõses sobre espaço e tempo cósmico: O tempo é um só. O dia de ontem talvez seja amanhã. Será que eu lembrarei de mim daqui há 3000 anos?
Esse relogio aqui (apontando para o seu relógio) eu uso no tempo que eu quiser, onde eu quiser.
Encarnar um personagem é caso clínico. Tudo está lá dentro. Você é o todo. Nós somos uno. Eu represento o Bush eu não sou o Bush, embora no fundo eu seja também um pouco do Bush em outra dimensão.


Outras inesperadas peformances, mais divagações e uma demonstração prática sobre a teoria da realidade desdobrada. Pegou uma colherzinha de pau e pingou uma gota de um líquido e colocou num recipiente pequeno e girou, girou e girou para um lado, e depois voltou a girar muitas vezes em sentido contrario, voltando à posição inicial, diz enfático: Isto é a realidade desdobrada. Todas as dimensões devem estar aqui.
E a platéia boquiabrindo e boquifechando, como diria o Milor, num mixto de espanto e admiração.
O que me assusta é a alienação de todos nós. Vivemos alienados do nosso verdadeiro eu que é o todo.

Dito isso, dá por encerrado o debate, e finaliza com mais pulos, saltos, giros e contorções, e, mudando o tom de voz e a expressão corporal, pergunta com a maior singeleza: Será que eu correspondí pra vocês?. É aplaudido de pé.

Nem só de aplausos...
Nunca tinha assistido nenhum debate, aula, conferencia ou coisa que o valha do diretor Antunes Filho. A única vez que eu o ví em público, foi final dos anos 80 numa entrega do Prêmio Mabembe, em São Paulo, quando ele foi vaiado pela classe teatral ao receber o prêmio, mas subiu e desceu do palco abaixo de vaias e xingamentos como se nada de anormal estivesse acontecendo. Foi demais.
Antunes, para mim, está entre os cinco melhores diretores do mundo, ao lado dePeter Brook, Ariane Mnouchkine, Peter Stein e Bob Wilson. Já postei sobre isso aqui nesse blog.
Mas depois desse debate, eu não sei dizer se eu gostaria de trabalhar com ele. Eu não sei se eu sobreviveria nessa utopia (até rimou! rs)

Antunes Filho e Macunaíma
Macunaima mudou a vida do diretor Antunes Filho, vindo do TBC, onde trabalhou como assistente de direção de Ziembinski e Adolfo Celi. Macunaíma foi a primeira grande ruptura na carreira do diretor, até então com uma bem sucedida trajetoria no teatro comercial, seus atores eram premiados Eva Vilma e Raul Cortez, entre outros. E o Manuel Carlos (o autor de Paginas da Vida) também trabalhou com Antunes na sua época de teatro amador.
Um dia percebí que o teatro comercial era bom, mas não me satisfazia espiritualmente. Então eu disse: Basta! Vou fazer outra coisa, vou me dedicar aos jovens, quero um teatro que valha a pena, que tenha um sentido espiritual. Tudo o que eu estava fazendo não tinha nenhuma coerência. Era bom, mas não era isso.Foi aí que começou Macunaíma, lembra Antunes no programa do CCBB.

22.10.06


Cicloviaérea - bicicleta e palha. Da Baixada Fluminense para a Bienal, JARBAS LOPES, morador de Nova Iguaçu, onde nasceu em 1964. O livro Guia da Bienal( o catalogo ainda não estava pronto), não traz maiores informações sobre o artista, além de uma rápida entrevista (pag. 194) sobre suas intervenções públicas com fortes conotações socio-politicas, diz ele, "... seria muito bom ter todas as crianças na rua, as que estão soltas hoje dividiriam essa liberdade com as que estão presas e entretidas com as coisas do comércio, todas elas circulando mais livres garantiriam uma verdadeira intrvenção social".



Instalação da artista mineira LAURA LIMA. São vestimentas de plastico que ninguém usaria no seu dia-a-dia, mas de um efeito muito teatral. Não resistí. Bien-sûr c'est moi dans la photographie.

Sala de exposição das roupas da DASPU, da ong Davida do Rio de Janeiro, trazidas para esta BIENAL pelo artista TADEJ POGACAR dentro do projeto Code.Red. Esse projeto enfoca a auto-organização das minorias urbanas marginalizadas e o tráfico global.

Nessas duas áreas, o Brasil possui uma história significativa e tem uma posição importante. Até mesmo em alguns países da União Européia as mulheres brasileiras assumem um papel de liderança como ativistas dos direitos civís dos trabalhadores do sexo, diz o Tadej Popagar.

O projeto CODE.RED já assumiu diferentes formas e linhas de ação em cidades como Tirana, Zagreb, Nova York, Bancoc. Esse projeto tem uma estrutura conceitual, numa instituição paralela, o P.A.R.A.S.I.T.E. Museum of Contempoprary Art criado em 1993 pelo Tadej Pogacar, "nascido em 1960, em Ljubljana, vive em Ljubljana", como
diz no livro Guia da Bienal. E eu confesso aqui não saber que país é esse.
Fonte: Guia da 27a.Bienal de São Paulo - pag. 232.

UPDATE: Esse blog recebeu a gentil colaboração da artista visual ANDRÉIA TEIXEIRA, que nos informou que fica na CROÁCIA, a cidade de Ljubljana. Valeu Andréia.

20.10.06




Uma das obras mais instigantes é esta instalação com madeira, papelão, plastico, pregos, martelos, lanternas, videos e megafones, entre outros materiais, e mais livros gigantes de quatro filosofos (Deleuze, Bataille, Gramsci e Spinoza) e fotos de mutilados, é do suiço THOMAS IRSCHHORN, intitulada Restore now.
Filas imensas, seguranças controlando rigorosamente a entrada de vinte em vinte pessoas, proibida para crianças.
Na quinta feira passada, dia 12 de outubro, a Bienal foi uma grande festa para a criançada, mas barrada nessa instalação, deu a maior trabalheira aos pais e esses aos seguranças que tentavam explicar o porquê da proibição aos mais estressados.
No cartaz afixado na entrada lia-se com esta obra o artista quer restabelecer a esperança, a fé, amor e paz.

Sala de gravidade do artista polonês JAROSLAW KOZLOWSKI, pioneiro da arte conceitual na Polonia. "Suas instalaçõesprocuram mostrar a interdependencia entre espaço e desenhos", assim diz o cartaz explicativo na entrada da sala.



Outra colagem fotografica que fez parte de uma exposição de Miralda, nesse ano,
em Havana, dentro do projeto Sabores y Lenguas.

Num passa fome, foi a mensagem desse colaborador anonimo no Projeto Sabores Y Lenguas, em São Paulo. E outro deixou um recado ecologico colocando um regador de plantas.

Colagem fotografica de Antoni Miralba. Essa é uma instalação dentro de uma geladeira,
e as latinhas de Coca têm Jesus no nome, e fez parte da exposição Topografia Culinária Urbana, nesse ano, em Havana.