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17.10.04

Denise Stoklos em temporada relâmpago no Rio
Na próxima terça, depois de amanhã, dia 19, e na outra terça, dia 26,
em dois horários às 18 hs. e às 21 hs., no TEATRO GLORIA, o mais recente
espetáculo da Denise Stoklos, Calendário de Pedra. Preços populares, informações pelo tel. 2555-7262.
Fiquem espertos e corram para reservar o seu ingresso e ter o privilégio
de assistir essa atriz maravilhosa.

"Hoje acordei com vontade de mudar o mundo. Voltei pra cama e passou ..."
Do blog do Flavio, "um cara que parece um avestruz e que gosta de sorvete de ego".
Dica de livro solicitada por uma amiga para a sua dissertação de mestrado intitulada "Corpo no ritual", e de mais dois livros importantíssimos sobre o Método Laban.

"EM NOME DO CORPO" de Nízia Villaça e Fred Góes (Editora Artemídia Rocco)
Este livro é o resultado de uma pesquisa de cinco anos desenvolvida pelos autores, a partir de cursos ministrados na Graduação e Pós graduação da Escola de Comunicação da UFRJ. embasados nas teorias de F.Guattari "As três ecologias", em Gilles Deleuze, Michel Foucault, Walter Benjamin, Michel Maffesoli, Pierre Levy, José Gil, entre outros pensadores modernos. Os autores traçam um panorama bem abrangente, nessa complexidade de se nomear o corpo, de inventar uma identidade cultural a partir de intervenções em si mesmo e na natureza. Os autores focalizam experiências de intervenções corporais - do "body building" ao "body modification", cartografias corporais, metacorpo, etc... E um capitulo inteiro do livro vai te interessar de perto: ESPAÇO E PROXEMIA: RITUALIZAÇÃO DO CORPO.

LABAN- O MESTRE DO MOVIMENTO (Reflexões sobre o pensamento e a prática de Rudolf Laban por Maria Mommensohn e Paulo Petrella (Summus Editorial)
Os autores reunem artigos que contam experiencias do método na dança, teatro e terapia, a partir dos fundamentos universais da arte do movimento elaborados pelo Mestre.
Laban é o nosso grande mestre no estudo do movimento, nas potencialidades dinamicas do corpo, e é a técnica que mais tem a ver com nosso trabalho na dança e no teatro.

O MOVIMENTO EXPRESSIVO de Regina Miranda, pesquisa da bailarina e coreografa, publicada pela FUNARTE. É um dos mais completos estudos sobre a técnica de Laban, é o be-a-bá da técnica. É daqueles que temos de ter sempre por perto. A edição está esgotada, e se interessar a alguém, posso xerocar o meu.

12.10.04

"Eu te oferecí miojo e você preferiu macarrão".
Neologismos do meu sobrinho Ernesto.

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A criança é o objeto de consumo da modernidade
Quem falou assim foi o psicomotricista argentino ESTEBAN LEVIN, uma das mais importantes autoridades internacionais em psicomotricidade infantil, num Seminario do qual eu participei, no início do ano, aqui no Rio. Nunca refletí tanto sobre isso.

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Voltei a postar no meu outro blog, o Artimanhas. Tem novidades lá.

19.9.04

O cinquentenário grupo de marionetes, o TIM, é homenageado pelo POA Em Cena
Se eu não fosse gaúcha, e, não tivesse participado e acompanhado a trajetoria nacional e internacional do TIM-Teatro Infantil de Marionetes de Porto Alegre, não acreditaria nessa incrível, extraordinária, surpreendamental, fenomenal façanha artístico-existencial.
É difícil crer que em nosso País, algum grupo com pretensões artísticas chegue a completar cincoenta anos de atividades ininterruptas. Além de todas as dificuldades inerentes à qualquer atividade artística, um grupo de teatro infantil (não tem nem camarim nos teatros, os atores dividem o camarim com o teatro para adultos), e de marionetes -- arte rara e difícil, e, completando o inusitado fato: fora do eixo Rio-São Paulo.
O POA EM CENA, na sua 11a. edição, oportunamente, presta a devida e merecida homenagem aos intrépidos integrantes do TIM. O diretor do grupo, o Antonio Carlos Sena, é pai do Cacá Sena (ex-integrante do Cem Modos e atual diretor do grupo Bonecos Gigantes de POA) e da Inês Sena, bonequeira e produtora. Parabéns ao TIM, e especialmente, à talentosa bonequeira do TIM que deu um lar a esses artistas: a minha irmã RENEIDI MEZECK DE SENA. Aqui, fotos da família Mezeck-Sena na terra de Molière.
HISTÓRIAS BONEQUEIRAS
Provavelmente o mais antigo grupo de marionetes da América Latina em atividade ininterrupta, o Tim - Teatro de Marionetes, grupo gaúcho que completa 50 anos no próximo dia 25, está sendo homenageado pelo Em Cena com uma exposição gratuita no mezanino da Usina do Gasômetro das 10h às 23h e apresentações hoje, amanhã e dias 25 e 26 no mesmo local, às 18h. Zero Hora conversou com Antônio Carlos de Sena, 63 anos, filho da fundadora do grupo, para relembrar algumas histórias dos 50 anos do grupo.
Da Escola ao Palco
O Tim - nome que antes correspondia à sigla Teatro Infantil de Marionetes e que depois virou nome mesmo - começou como experiência didática, em 1954, quando a então professora de artes do Colégio Duque de Caxias Odila Cardoso de Sena aprendeu em um curso a confeccionar marionetes para usar em aula. Os três primeiros, utilizados em breves esquetes na própria sala de aula, logo passaram a "atuar" em festas da família Sena e da vizinhança, no bairro Azenha, em que moravam na época.
Odila, hoje com 91 anos, continuou fazendo marionetes e logo o filho Antônio, 14 anos na época, e alguns amigos completavam a primeira formação do grupo. Os "atores", hoje em número de 80, foram todos confeccionados por Odila. A cabeça, esculpida em uma massa formada por serragem e cola artesanal. O corpo, moldado em arame e forrado com algodão e tecido. Detalhe: todos os 80 bonecos ainda usados pelo Tim são os mesmos feitos por Odila entre 1954 e 1961.

Rumo a São Paulo
A profissionalização do Tim se deu em 1958, quando Antônio Carlos e os três amigos viajaram a São Paulo em uma aventura artística. Sem nada agendado, puseram os bonecos na mala e rumaram à capital paulista para batalhar espetáculos e apresentações. Tiveram sorte. O amigo na casa de quem ficaram hospedados conhecia um produtor da TV Tupi, e o grupo foi parar na telinha, novidade recente no Brasil. A visibilidade da tevê ajudou a garantir um teatro para o grupo se apresentar por duas semanas, sempre com casa cheia.
- TV era algo de que a gente aqui só havia ouvido falar. Fomos conhecer o que era já dentro do estúdio, sendo entrevistados - conta Antônio.

Seu "Mário"
Ainda no começo dos anos 60, Antônio Carlos de Sena e os amigos que também formavam o grupo aproveitaram uma excursão pelo interior do Estado para divertirem-se em um baile.
Na manhã seguinte, o grupo faria um espetáculo em um cinema da cidade, e o jovem Antônio procurou o locutor do clube e se apresentou como "diretor do Teatro Infantil de Marionetes", pedindo para dar um recado sobre o show.
O locutor pediu a atenção de todos, chamou Antônio ao palco e anunciou com toda solenidade:
- Este é o Senhor "Mario Netes", diretor do Teatro Infantil que se apresenta amanhã.

Antônio e os amigos seguraram o riso e, elegantemente, evitaram corrigir o homem.

- O homem passou o baile todo querendo saber se Netes era um sobrenome italiano ou espanhol - relembra Antônio.

Na TV Piratini
A experiência na TV Tupi, em São Paulo, garantiu que o Tim fosse chamado em 1960 para um programa semanal na recém aberta TV Piratini, Canal 5. Nos heróicos tempos sem videoteipe, a cada semana o grupo tinha a missão de levar ao ar uma história diferente, aprendendo enquanto fazia. Antônio diz que data dessa época o real aprendizado do grupo em termos de roteiro e dramaturgia. Para o programa, dona Odila confeccionou novos personagens
Um dos integrantes do grupo era o hoje assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Lula, Marco Aurélio Garcia. Antônio lembra, divertido, que foi Garcia o responsável pela "demissão" do grupo da Piratini em 1962, ao criar um roteiro que contava, com marionetes, a fracassada invasão americana à Baía dos Porcos, em Cuba, para derrubar Fidel Castro do poder.

- Naquela época, TV ao vivo e tal, a gente aprontava as coisas e com muita liberdade. Quando a direção viu, o programa já estava no ar.

Íntegra da reportagem publicada no jornal ZERO HORA de 18/setembro/2004.


O TIM na TV Piratini nos anos 60.O último da esquerda para a direita, esse gurizinho abusado de terno e gravata é o meu cunhado Antonio Carlos Sena, e atrás dele esse outro guri cheio de estilo, com o dedão no bolso, é o famoso ortopedista Dr Nelson Menda (diretor-proprietário do Centro Ortopédico de Ipanema). Ele conta sempre que a sua carreira de médico ortopedista começou nessa época, quando começou a manipular os bonecos de marionetes. Da manipulação das articulações -- as dobradiças do corpo humano, como diz a Mestra Angel Vianna -- dos marionetes, às dobradiças dos humanos, foi só a continuação da brincadeira.

10.9.04

Excepcionalidades e Marias do Brasil
No final da semana passada, saindo do meu recesso teatral, fui ao Teatro Villa Lobos, para acompanhar os nossos alunos da FUNLAR -- crianças e adolescentes com dificuldades especiais, que foram convidados pela produção do espetaculo " MARIAS DO BRASIL - a nossa história transformada em fábula ", espetáculo paulista, em cartaz aqui no Rio.

Um espetáculo para crianças que merece ser visto por todo o mundo, e especialmente os militantes da arte de representar. Texto e direção ótimos, musicas lindas do Chico César e a fantástica performance musical-corporal dos meninos do Barbatuques tirando sons do corpo, elenco competente mandando ver todas as linguagens cênicas -- e que atrizes maravilhosas! Imperdível.

Imaginem o encantamento e beleza dos nossos alunos, cada um a seu modo, nas suas multiplas dificuldades, expressando a alegria de estar ali naquele momento assistindo um espetáculo teatral, e alguns pela primeira vez na vida. No final, quando o elenco sai pela platéia, uma linda e comovente confraternização com os atores. Acredito que o elenco se enriqueceu, e muito, nesse contato direto com esse público tão especial.

E sabe aquela conhecida frase: não cabia em si de contentamento, acho que agora eu descobrí mais sobre a sua dimensão e o seu real significado. Sentí isso, observando a reação de todos os nossos alunos, e especialmente, através da expressão corporal, do rosto iluminado e do olhar pleno de alegria de um aluno nosso -- um rapaz tetraplégico e paralisado cerebral, na saída do espetáculo.

Ah, e o espetáculo fica em cartaz aqui no Rio, só mais duas semanas, aos sábados e domingos às 17 hs. no Teatro Villa Lobos até o dia 19 deste mês.
Fiquem espertos.
Não vá ou se arrependerá para sempre ...

5.9.04


Na frente do Teatro Cacilda Becker, uma cena da performance atendendo a pedidos de admiradores. Da esquerda para direita, Priscila, Joselaine, Charles, Daniele, Iara, Leydiane. Faltou a Beatriz que teve uma súbita dor de cabeça, e recusou-se a posar para os fotógrafos.
E no mais, é como observou a Joselaine:
- "É tanto cumprimento que só falta pedirem autógrafo pra gente".






Qual é o parangolé ?
Os meus amigos e leitores desse blog desculpem as pausas e interrupções dos posts aqui. Prometo que a partir de agora terá pelo menos uma postagem semanal. Certo?
E aproveito para comunicar que agora estou um pouco menos acelerada porque um dos meus projetos profissionais para este ano, o Parangolé da Vila, estreiou esta semana na mostra de dança Dialogando com a diferença, no Teatro Cacilda Becker -- uma promoção da Faculdade Escola Angel Vianna. Já temos convites para várias apresentações em outros espaços. Sorry. Depois eu conto.

"PARANGOLÉ DA VILA", é o título de uma performance corporal com os meninos e meninas do PETI (Comunidade do Morro dos Macacos) na FUNLAR de Vila Isabel , com a concepção, direção, e coreografia desta escriba. Este trabalho faz parte do projeto anual das minhas aulas de expressão corporal -- um work-in-progress baseado nos famosos "parangolés" criados pelo artista plástico Helio Oiticica. É uma homenagem ao Helio pela comemoração dos quarenta anos de criação dos "parangolés", em julho de 1964. E não por acaso, o nosso planejamento de trabalho no ano em curso, dentro do Projeto Angel Vianna na FUNLAR, teve como referência os objetos relacionais criados pela artista plástica Lygia Clark.

Agitação súbita ou alegria inesperada, era o significado de parangolé na gíria dos morros cariocas nos anos 60. Era tanto o burburinho de uma roda de samba quanto o susto de uma batida policial. Mas para Oiticica, parangolés eram capas de seda, algodão ou náilon, criadas por ele, e apresentadas pela primeira vez em 1965, no MAM do Rio de Janeiro, com a participação especial dos passistas e sambistas da Mangueira. Essa apresentação foi um ato de protesto do artista, quando à época, foi proibido de expor suas obras nesse espaço.

Aproveitando o parangolé, uma homenagem a dois grandes artistas da nossa MPB : ADRIANA CALCANHOTO e MARTINHO DA VILA. A performance corporal é realizada ao som de Parangolé Pamplona do disco Maritimo da Adriana, e no final o samba no pé e no coração, com Canta, canta minha gente do da Vila.

29.8.04

... continuando as histórias do Voador, aqui vai a foto da capa do Expresso Voador número zero criado, editado e batalhado pelo poeta Chacal. Ele conseguiu na lábia rodar o jornal de graça nas oficinas do saudoso Jornal do Brasil. Ele segurou essa onda do Arpoador, semanalmente, até a última semana de março, quando o circo foi levado pelo "rapa" na calada da noite.
Imaginem o susto do Perfeito Fortuna, chegando às sete da madruga para assinar o ponto na praia em frente, e o circo tinha sumido. E o meu espanto, no café da manhã, antes de sair para o trabalho, ao telefone ele me contava a fantástica história num dia primeiro de abril de 1982. Isso é uma longa história, e contarei depois. Voilà.






UP DATE: Dei um tempo nesses posts do Voador, porque além da trabalheira toda de mexer nos meus alfarrábios, e o escasso tempo para essa façanha, a poeira desses guardados me incomoda. Vou deixar baixar as poeiras todas e voltarei ao assunto. Prometo. Tenho a pretensão de contribuir de alguma forma para a memória cultural do nosso País. Helàs! Excusez-du-peu. Mijoter? Moi? Ça va sens dire. Voilà.

15.8.04

Continuando a fantástica história do circo que voa...

Uma semana depois daquele domingo quando aconteceu a surprendamental parada voadora, desfilando pelas ruas de Ipanema, Praça Na. Sa. da Paz e Av. Vieira Souto, o Circo Voador baixou no Arpoador, estreiando numa sexta-feira do dia 15 de janeiro de 1982.
Esta escriba, mandava assim no primeiro press-release do Circo Voador.
( Copiarei aqui na íntegra, no mesmo estilo e diagramação, a primeira página das quatro que foram para a imprensa. E nem vou contar o tamanho da façanha de fechar a programação toda, entre as dezenas de grupos e mais uma centena de artistas participantes ).
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C I R C O V O A D O R 1 9 8 2

A R P O A D O R R I O B R A S I L T E R R A

ASDRUBAL TROUXE O TROMBONE -- V E R Ã O V O A D O R 82


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( ...)
Grave-se isso: o circo está ai.
Voando, voador como uma gaivota no arpoador.
O circo tá aí para ser vir de ninho
para seus ovos mais ousados.
Para servir de helioporto
para seus vôos mais cascudos.
O circo está aí. Vai lá e pede
licença.


CHACAL poetando no EXPRESSO VOADOR -- Edição extra número zero, dando a partida para os eventos do ENCONTRO DE VERÃO.
O EXPRESSO VOADOR, vai circular semanalmente dizendo das atividades culturais e artísticas abrigadas pelo CIRCO VOADOR neste verão de 82 coordenadas pelo ASDRUBAL TROUXE O TROMBONE.

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ESPETÁCULOS DE ESTRÉIA DO VOADOR

Estréia do dia 15 (sexta-feira) às 21 horas:
"PÁRA QUEDAS DO CORAÇÃO" apresentação do Corpo Cênico Na. Sa. dos Navegantes grupo do PerfeitoFortuna.
(Up date: nesse grupo chamava a atenção um jovem com dezenove anos de muita manha e arte, o ator-músico-cantor que atendia pelo codinome de Caju -- o então estreante Cazuza).

"FAZENDO BONITO" com o grupo Vivo muito vivo & bem disposto do Hamilton Vaz Pereira.
(Up date: do grupo do diretor do Asdrubal, tinha o poeta, jornalista e escritor Fausto Fawcett, as atrizes Bia Junqueira, Carina Cooper e a Karen Acioli, o Robertinho Berliner -- antes da TVZero, e outros que eu não lembro mais).

"O QUE ME MATA É A MINHA TIMIDEZ" apresenta o GrupoSem Vergonha, do Luiz Fernando Guimarães -- Férds para os íntimos.
(Update: eu não consigo lembrar de ninguém do grupo do Férds).

"ESPETACLINHO", espetáculo do Grupo Banduendes por acaso estrelados do Evandro Mesquita e da Patricia Travassos.
(Up date: desse grupo, eu lembro do Ricardo que foi para a Escola Nacional de Circo e depois foi fazer carreira circense na Europa. O grupo Banduendes durante muito tempo fez as performances de abertura dos shows da Blitz).

Estréia do dia 16 (sábado) às 21 horas: apresentação do espetáculo do "ABRACADABRA" -- grupo circense e "CORINGA" -- grupo de dança, e outros.
(Up date: O grupo Abracadabra era dirigido pelo Breno Moroni e a Malu, jovens artistas circenses que tinham acabado de voltar de Londres, onde estudavam. E o Coringa era o grupo de danças da Graziela Figueiroa, bailarina e coreografa uruguaia que trouxe uma importante contribuição à nossa dança contemporânea).

Estréia do dia 17 (domingo) às 21 horas: apresentação dos grupos MANHAS & MANIAS ( dirigido Zé Lavigne -- atual diretor dos Casseta e Planeta, e nesse grupo, tinha o Chico Diaz, a Debora Bloch, Marcio Trigo, Felipe Tenreiro, entre outros), SEM VERGONHA, grupo do Luiz Fernando Guimarães e COBRA CORAL. ( Esse último, se não me falha a memória era o grupo de canto dirigido pela Stella Miranda -- a mesma que dirigiu Diogo Vilella no espetáculo apresentado no CCBB, há alguns anos atrás sobre a vida do Nelson Gonçalves).

REGINA CASÉ vai coordenar as apresentações dos espetáculos dos três dias de estréia.

O prêço do ingresso é a camiseta com o logotipo do CircoVoador -- criado por Maurício Sette -- que está sendo vendida ( dois mil cruzeiros ) no local á tarde.

1.8.04

Tombei, tombei, tornei tombá
A brincadeira já vai começá.
Ô, raia o sol, suspende a lua
Olha o palhaço no meio da rua


E nesta panoramica parcial da surpreendamental, adivinhem quem mostra a sua cara exibidinha de óculos escuros, aí no canto esquerdo da foto? Adivinhou quem falou Evandro, o Mesquita.


E, aqui no canto direito da página o perfil satisfeito do Perfeito (Antonio Perfeito Fortuna Serra Lopes), apesar de varar as madrugadas, dias e noites, sem dormir, alimentado só da brisa do Arpoador, cuidando da aterrisagem do Voador.
E a gostosona com cara de bailarina do Faustão, desfilando fagueira á frente do carro alegórico é a surpreendamental atriz Regina Casé.


Panorâmica da festança, com o Férds (Luiz Fernando Guimarães) lá em cima no canto direito de óculos de piscina, e em baixo dá pra ver a Regina (Casé) e o Evandro (Mesquita), e mais as carinhas da Alice Andrade, Katia B,Hamilton Vaz, Bebel Gilberto e etcs...


Alguém aí arrisca um palpite? Esta bela quem é ela? Acertou quem pensou na Regina Casé.


A linda e expressiva morena é a musa do Voador, a inspiração do Perfeito e a paixão de todos nós, a Alice Andrade. A linda loura é a atriz e cantora Katia Bronstein que agora é a Katia B.


Gente, até ele deu as caras lá, o asdrubal-mór, o genial Hamilton Vaz Pereira, filosofo, diretor, autor, ator e tudo mais do grupo "Asdrubal trouxe o trombone". E à esquerda, esse cara com cara de zorro, é o Ivo Setta, que me assessorava na divulgação e imprensa, já na fase do Voador na Lapa.


As 3 graças, são as maravilhosas atrizes do ex-grupo Manhas & Manias que era dirigido pelo atual diretor dos casseta&planeta da Globo, o José Lavigne, ex Zé Lavigne. A graça da esquerda é a Karina Cooper, a graciosa do meio eu não lembro do seu nome, e a gracinha à direita é a ex-Debinha do Manhas, a ótima atriz Débora Bloch que também atende pelo nome de Madame Olivier Hanquier.





Alice Andrade e Ruth Mezeck do nucleo fundador do Voador com Perfeito Fortuna, Marcio Calvão e Maurício Sette, foto publicada no Caderno B do JB de 13/feveireiro/1982
O CIRCO VOA ...
Não se espantem os meus distintos leitores, mas esta escriba tá na área pra vos apresentar através de registros fotográficos e textos na mídia impressa, e mais alguns textos do fenomenal poeta profeta Chacal, a performance blogueira intitulada "A verdadeira história do circo que voa ou arquivo bom é arquivo morto".
O porquê disso? Pra melhor informar e divulgar os aprontos de algumas dezenas de pessoinhas aladas que sem um tostão -- sem uma verba, apoios oficiais ou similares -- conseguiram armar um surpreendamental circo na Praia do Arpoador no verão de 1982, um marco definitivo na arte e na cultura brasileira. Eu estava lá, viva, muito viva e bem disposta, atuando com alarde na divulgação e lançamento do Voador, como participante do nucleo fundador do Circo Voador no Arpoador. Ave aves voláteis, como diria o profeta poeta Chacal.

6.6.04

É só uma pausa ...
A vida necessita de pausas, assim falou Carlos Drummond de Andrade.
E parodiando o poeta, eu digo que este blog fez uma pausa nos posts porque a blogueira que posta aqui está a mil por hora, minuto, segundo, exagerada que só... e sem nenhum tempo disponível para blogar. Simples assim.
Acontece que entre as muitas invenções e reinvenções de mim (Mim, quem? Tem muitas outras em mim, que eu não sei, e plagiei aqui o Paulo Leminski, em "Catatau"), tenho nesse momento outras prioridades na minha vida. Enquanto isso, este blog repousa em paz. Enquanto isso eu vou até ali na esquina, e já volto, viu ? Até mais. Je revien mes enfants. Bien-sûr.

14.5.04

Pulsar Cia. de Dança e o projeto "Humaitá para todos" no Sergio Porto
Exposição de fotos do fotografo cego Egven Bavcar, espetáculos de música e dança, organizados pelo Programa Arte Sem Barreiras, da Funarte, em parceria com a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. De 7 a 9 - apresentação da pianista Miriam Esteves e da Pulsar Cia. de Dança.
De 7 a 16 - exposição de fotos Nus femininos, de Evgen Bavcar.
De 14 a 16 - apresentação do pianista Paulo Romário e da Cia. Pulsar de dança.
Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Espaço Cultural Sérgio Porto, rua Humaitá, 163. Humaitá, RJ.
A Pulsar Cia de Dança, grupo carioca que mistura bailarinos com e sem deficiência motora, criada em 2000, no Rio de Janeiro, e dirigida pela bailarina e coreografa Teresa Taquechel, integrante do Núcleo Coreográfico da Escola e Faculdade Angel Vianna, vem propondo um novo olhar dentro da estética da dança.
A Pulsar Cia. de Dança, pesquisa o seu novo espetáculo "Por trás da cor dos olhos", e se prepara para representar o Brasil, no próximo mês, participando do International VSA Arts Festival, em Washington.
Composta por bailarinos e atores com e sem deficiência, a Pulsar busca uma singularidade na diferença. A identidade de cada intérprete é fonte de criação, um estimulo ao olhar em relação à multiplicidade do individuo.
No ano passado, Rogério Andreolli, integrante da Cia. tornou-se o primeiro bailarino profissional em cadeira de rodas no Brasil. Uma conquista pessoal e da Cia., abrindo um caminho para que outros bailarinos com deficiência possam obter o seu registro profissional.
Numa apresentação da Cia. no ano passado em Brasilia, numa estrevista ao Jornal do Brasil, Rogerio comentou:
- Perdi o medo de sair da cadeira. A dança aumenta e ajuda muito a sua auto-confiança, sua auto-estima - contou Rogério. "Vítima de pólio quando bebê, ele tem as pernas finas, com pouca mobilidade, mas maleáveis de maneira fora do comum. Parece borracha, comentava-se entre a platéia. Mais que aprimorar a sua arte, o bailarino usou a dança para melhorar sua vida", comentava o entusiasmado reporter do JB.
Ainda no JB,o relato surpreendente: "depois da apresentação, o grupo se reuniu para responder perguntas da platéia. O bem-humorado bailarino lembrou que, em um dos ensaios, torceu o dedão do pé e teve que ir ao médico. Quando chegou lá, teve que explicar a contusão: se eu contar, você não vai acreditar, avisou. Ao dizer me machuquei dançando, o médico não evitou as risadas incrédulas.

Teresa Taquechel, Renata Souza e Andréa Chiesorin da "Pulsar Cia. de Dança", só até amanhã no Espaço Cultural Sergio Porto, no Humaitá.

25.4.04


A matéria com o Zé na Caros Amigos está imperdível. Grande momento do entrevistado e dos ótimos entrevistadores.
O Homem do Baú e Zé Conselheiro

Baú, baú da felicidade...
Depois de mais de vinte anos de espera, finalmente aconteceu o encontro mais aguardado do teatro paulista. Sílvio Santos foi ao Teatro Oficina encontrar o José Celso Martinez Corrêa. "O Silvio veio sozinho, sem paranóia, chegou na hora, isso é importantíssimo", disse um emocionado -- e bota emoção nisso -- Zé Celso à reportagem da Folha. O encontro que pode mudar os destinos da cultura e do teatro brasileiro teve as participações especiais do brilhante Contardo Calligaris em "Carta Aberta a Sílvio Santos" -- um artigo seu publicado na Folha, e a mediação do nobre senador Senador Eduardo Suplicy, presentes no encontro do Oficina. O lindão do Supla também esteve presente acompanhando o seu pai.
Eu não vou me surpreender se o Sílvio Santos daqui há pouco estiver trabalhando como ator no palco do Oficina com o Zé, além de abraçar os projetos todos do Oficina. O convite para trabalhar no Oficina já foi feito pelo Zé. "Quis saber quanto custa o projeto. E o convidei para atuar. ... a partir de hoje mudou a relação", com Sílvio Santos.
Conheço muito bem o poder de persuasão do Zé. Meu encontro com ele nos anos setenta mudou definitivamente o rumo da minha vida. Ainda vou contar isso aqui. Prometo.

19.4.04

Mensagem (discreta) pro LULA -- do Gerald Thomaz
A grandiloquencia não significa nada fora do palco. Aliás, significa sim. Dá um certo mal estar, por estar fora de contexto, sendo ela, a grandiloquencia uma imagem velha e publicamente podre (usada pelos padrões mais antigos do teatro antigo, antiquado, canastrão).
(...) Suje suas maos de novo, assim como elas ja estiveram, sujas de orgulho e metal e ferrugem. Essa seria uma imagem eloquente...
(...) Não queremos desistir de Lula. Não eh essa a questao. Mas não queremos vê-lo preso como uma mosca numa teia onde ele nao consegue se mexer - fazendo de conta (como se fosse um grande ator da velha escola francesa) que está num espetáculo da Comédie Française.
O post completo está aqui no blog do Gerald.

6.4.04

A t r i z
A morte emendou a gramática.
Morreram Cacilda Becker.
Não era uma só. Era tantas.
Professorinha pobre de Piraçununga
Cleópatra e Antígona
Maria Stuart
Mary Tyrone
Marta de Albee
Margarida Gauthier e Alma Winemiller
Hannah, Jelkes a solteirona
a velha senhora Clara Zahanassian
adorável Júlia
outras muitas, modernas e futuras
irreveladas.
Era também um garoto descarinhado e astuto: Pinga-Fogo
E um mendigo esperando infinitamente Godot.
Era principalmente a voz de martelo sensível
Martelando e doendo e descascando
A casca podre da vida
Para mostrar o miolo da sombra
A verdade de cada um nos mitos cênicos.
Era uma pessoa e era um teatro.
Morrem mil Cacildas em Cacilda.

Carlos Drummond de Andrade

Walmor Chagas e Camila Amado -- moment tendresse dos dois amigos -- na Exposição Cacilda Becker, e ao fundo a famosa foto de Cacilda numa cena do espetáculo "Esperando Godot", de Beckett. Ela interpretava Estragon, e Walmor o Wladimir.
O espetáculo estreiou em abril de 1969, em um dos períodos mais acirrados da ditadura militar, e Cacilda declarava à época:

"A angústia está em todos nós e Beckett não fez mais do que trazê-la á tona. Todos nós estamos à espera de Godot. Wladimir acredita que ele venha e Estragon, não."

A temporada de "Godot" foi interrompida 28 dias depois da estréia, quando no intervalo da peça, ela teve um derrame. Foi operada, mas não sobreviveu, falecendo em 14 de julho de 1969." E no mas, é como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade, num poema em homenagem à atriz: Morreram Cacilda Becker

Numa visita à Exposição Cacilda Becker, depois do debate no palco, Walmor Chagas troca idéias com uma estudante de teatro no foyer do Teatro Glauce Rocha


No Teatro Glauce Rocha lotado nesta segunda feira para uma conversa com o ator Walmor Chagas e o lançamento do projeto "Laboratorio do Ator" oficina de reciclagem para atores profissionais em todo o País.
Sentados no palco, a atriz Cristina Pereira -- Coordenadora de Teatro, Dança e Ópera da FUNARTE, e a minha outra conterrânea, a atriz Suzana Saldanha que colaborou na implantação desse projeto; Emilio de Mello e Camila Amado -- os dois atores ministram as oficinas inaugurais no Rio e o ator três emes dentro dos padrões globais como ele mesmo falou: milionário, mulherengo e mau carater, o famoso e respeitado ator Walmor Chagas.


Exposição Cacilda Becker aberta ao público na Sala Aluisio Magalhães do Teatro Glauce Rocha, no Rio.

3.4.04

Isso é Super Maria!
Ela sempre surpreende os amigos. Esta eu soube pelo jornal OGlobo. Panfletrar na porta dos teatros, era o que faltava para o curriculo da Super Maria -- alcunha (huumm... alcunha!) que eu dei à atriz Maria Pompeu, o meu maior PR (ponto de referencia) aqui no Rio. Nos conhecemos quando ela fazia uma excursão teatral pelo sul do País, e eu ainda cursava arte dramática na UFRGS, em Porto Alegre. Mas esse post é pra dizer que à essa época, eu fui a espectadora privilegiada do melhor trabalho de interpretação dessa atriz: um monólogo de Tenessee Williams intitulado Retrato de Madona. E, aproveitando o meu blogar, inicío agora uma campanha para a remontagem da peça Retrato de Madona pela atriz Maria Pompeu. Viu Maria, ainda não mudei de opinião. Bien-sûr.

28.3.04

Bob Wilson quem diria ... acabou na Comédie!
Decididamente, o Mundo não é mais o mesmo, o diretor americano Robert Wilson a vanguarda da vanguarda do teatro mundial foi convidado e aceitou dirigir um espetáculo para a Comédie-Française -- o templo sagrado dos clássicos do teatro francês, e o que há de mais conservador e tradicional no teatro europeu.
Para colaborar com a Maison de Molière, como é chamada a Comédie pelos francêses, Bob escolheu doze textos das fabulas de Jean de La Fontaine -- tesouro sagrado da literatura francêsa para o povo francês, entre eles "A Cigarra e a formiga", "A raposa e as uvas" e "Os companheiros de Ulisses", entre outros, que ele adaptou para o teatro no espetáculo intitulado Fables de La Fontaine em cartaz até maio na Salle Richelieu da Comédie-Française.
O espetáculo é um sucesso de público e de crítica. Os doze atores do elenco interpretam cada um pelo menos dois animais com auxílio de máscaras, e estão encantados com o diretor e os seus métodos nada ortodoxos de trabalho. Felizardos.

Uma cena de "Fables de La Fontaine" , dirigida por Bob Wilson.

27.3.04


Benjamin de Oliveira, o palhaço que inventou o circo-teatro, no século 19, levando Shakespeare para o picadeiro, entre outros clássicos.

Hoje Dia do Circo e Dia Mundial do Teatro, este blog homenageia BENJAMIN DE OLIVEIRA, o palhaço que inventou o circo-teatro, adaptando e representando textos de Shakespeare e outros classicos da dramaturgia universal, reservando para si os principais papéis masculinos. Ficou famosa a sua adaptação de "Otelo" para o picadeiro entre outros textos do bardo. Representava o papel de Cristo, na Semana Santa, com o rosto pintado de branco, já que era negro. Esse multi-artista do século 19, atuava ainda como cantor, nos entreatos, executando ao violão os grandes sucessos da época: lundus, chulas e modinhas, principalmente as de seu amigo Catuloda Paixão Cearense. Benjamin de Oliveira é considerado o Rei dos Palhaços do Brasil. Nasceu em Minas em 1870, e faleceu aos 84 anos, no Rio em 1954.

24.3.04

Judth Malina e Hanon Reznikov por Gerald Thomas
Ontem a noite, sexta, apos o espetáculo, fui num barzinho no Bowery esquina da rua 1 (perto de onde William Borroughs passou grande parte de sua vida, nos lavatorios desativados do YMCA) pra ver a JUDITH MALINA e Hanon REZNIKOV lerem seus poemas e se reinstalarem em Manhattan como sendo sua base, depois de um longo exilio (auto imposto) na Italia.

EMOCIONANTE! Judith e eu temos um longo passado em comum: 20 anos. Ela, ex-mulher de Julian Beck (os dois são os fundadores do incrível LIVING THEATER, que mudou a historia do teatro no mundo, perguntem ao Zé Celso, perguntem ao Boal, perguntem ao Mundo), eh a ultima SOBREVIVENTE de uma geração de Resistentes como Allan Guinsberg, Borroughs, Keruac, Tim Leary, Bowles, etc. Sem eles não teria acontecido a contracultura, não haveria Ângela Davies, Gloria Steinen. Germaine Greer, Abbey Hoffman, Jerry Rubin.

Sem eles nao teria havido Andy Warhol.

Ontem Judith lia poesias de Julian Beck e eu, comovido ate não poder mais, me lembrava dos tempos em que o dirigi em "That Time", peca de Beckett no mesmo La MaMa Annex onde estou em cartaz hoje com Anchorpectoris (gente...acaba amanha!)
Julian nunca havia pisado fora do Living Theater, exceto pra fazer filmes como "Édipo Rei"(Pasolini), "Cotton Club" (Coppola) e "Poltergheist". Mas em teatro, fui o privilegiado (não sei ate hoje porque) a te-lo dirigido já nos últimos estágios do câncer.
Judith e Hanon liam seus poemas e eram aplaudidos pelas 30 pessoas que la estavam. Me pergunto sempre se o numero conta. Digo, se quantidade de platéia conta. Afinal, ate hoje, Julio Iglesias lotaria um estádio como o Maracanã. Mas...e dai? Essas 30 pessoas eram muito especiais. Eram intelectuais, eram pessoas que estavam absorvendo cada palavra do que estava sendo dito naquele palco daquele bar.
Judith, alem de fazer o Statement de que o LIVING estava de volta (essa MULHERONA de 80 anos, pequena, frágil, LINDA!), também convocava o publico a fazer uma demonstração pacifica hoje nas ruas contra BUSH, que estará na cidade daqui a pouco por causa da convenção Republicana.

Estou com a CNN ligada e ele ainda discursa suas baboseiras na Florida, apoiando seu irmão, governador de la. Que turma! Que horror. De onde moro hoje, oposto a Williamsburg onde passei 22 anos da minha vida, vejo o FDR drive lotado de carros da policia fazendo um cordão, preparados pra receber el presidente.

Poesia não salva tudo. Talvez não salve nada. Mas ontem a noite lavou minha alma. Cultura e Historia ainda são os UNICOS alimentos nessa época nefasta. Judith Malina em seus 80 anos de RESISTENCIA contra a morosidade, contra os Nazistas, contra os macartistas, contra os CARETAS e contra o establishment em geral, esta de PE.
Quantos de nos podemos dizer a mesma coisa com prosa verso e orgulho?

Larapiei do blog do Gerald.

23.3.04

Reciclagem para atores profissionais
Estão abertas as inscrições até o dia 31 de março para os cursos Laboratório do Ator na Coordenação de Teatro da FUNARTE, sob a coordenadoria da atriz Cristina Pereira - Rua da Imprensa, l6 no 6o. andar, sala 613, no horário das 11 às 18 horas, de segunda a sexta feira. Informações pelos telefones 2279-8018 / 2262-9736 / 2279-8095.
Cursos de abertura:
Camila Amado: "Tragédia, Drama, Comédia" ou "Livre-se da sua personalidade".
Os elementos da tragédia, o drama moderno, a comédia.
Segundas e sextas das 20 às 22 horas.
Periodo: de 12 de abril a 04 de junho de 2004.

Emilio de Mello: "Drama Dell Arte" ou "Escola Russa de Atores".
Emilio vai trabalhar Stanislavski através de Dostoiévski com o conto "A mulher alheia e o marido debaixo da cama".
Terças e quintas das14 às 18 horas.
Período de 13 de abril a 03 de junho de 1004.

O curso é gratis. Isso mesmo. Olha aí galera fiquem espertos porque as vagas são limitadas. Depois não digam que eu não avisei.

21.3.04


Imperdível. O Cultural EMERJ (viva a Sílvia Monte) no mês em que se homenageia a mulher, dá a oportunidade de se rever um belo espetáculo, ou melhor, uma bela mulher: Clarice Lispector. Distribuição de ingressos (de gratis) na sala do Cultural EMERJ - Av. Erasmo Braga 115/4o. andar.
Para os Magistrados: de 15 a 19 de Março, das 12h às 19h
Para o Público em Geral: 22 de Março, a partir das 12h Tels: 2588-3366 e 2588-3368

A atriz Rita Elmôr, (na foto do cartaz a própria que é de uma incrível semelhança física com a Clarice), sob a direção do competente Luiz Arthur Nunes encantou o público e a crítica especializada, vivendo a personagem de Clarice em contos, cronicas, cartas, etc., e foi indicada para o Prêmio Shell de Melhor Atriz, em 1998.
Após o espetáculo haverá debate com a Mestre em Filosofia, tradutora, escritora e poeta Rachel Gutiérrez (eu conhecí a Rachel em Porto Alegre como pianista concertista, além desses títulos todos) que em 1994 foi uma das criadoras da Associação dos Leitores e Amigos de Clarice Lispector.
Em tempo: Cada pessoa terá direito a dois ingressos, mas se adiantem porque a corrida em busca do ouro vai ser grande. Voilà.

14.3.04

Bastidores do Carnaval Carioca 2004: Carlinhos de Jesus e gringo bonequeiro
Carlinhos de Jesus aprendeu com artistas bonequeiros do Brasil que santo de casa faz milgres, sim. Foram os bonequeiros da OBA-Oficina de Bonecos de Animação, aqui do Rio, que salvaram do fiasco total a idéia do bailarino para a Comissão de Frente da Mangueira, este ano. O Coisinha (op's) digo Carlinhos, achava que não teria aqui em nosso País, profissionais capacitados para a execução do seu projeto, e importou um bonequeiro americano, diretamente do Carnaval de New Orleans. Acontece que o gringo se deu mal na difícil empreitada, deu os primeiros passos, emperrou, amarelou e se mandou. O furo da notícia (essa a mídia não deu sabe-se lá por quais interesses) foi dado aqui por um bem informado bonequeiro gaúcho.

13.3.04


Le Visage de La Paix (VI) Pablo Picasso

Dizer o quê sobre essa tragédia abominável da humanidade com esses atos terroristas na Espanha? Um dos seus filhos mais ilustres, um dos maiores artistas da humanidade traduziu na sua arte, a indignação e o repudio a todas as formas formas de violência na imagem que se tornou o símbolo da Paz.

12.3.04



Stephen Nisbet e Fabiana Guglielmetti (deitada) e elenco em Anchorpectoris, peça de Gerald Thomas, em cartaz no Teatro La Mama, em Nova Iorque.
O GERALD TEM UM BLOG
Pois é, na sua melhor, detonando todas. Agora descobriu a sua vocação de blogueiro. E já está no blog a crítica do ótimo Contardo Calligaris (Folha de São Paulo, de ontem) falando sobre o seu último espetáculo que acabou de estreiar no La Mama, em Nova Iorque. Não vá ou se arrependerá para sempre...

6.3.04


Cacá Sena e o leão Carlos Roberto confraternizando com os fãs do
espetáculo de domingo passado na Quinta da Boa Vista.

Apitos e lá lá lá no Jardim de Alah e Aterro do Flamengo
Quem não foi à Quinta da Boa Vista no domingo passado, terá mais algumas chances de ver o espetáculo que encantou crianças e adultos na inauguração do Teatro de Guignol da Quinta. Neste sábado, às 11 hs. e às 16 hs. no Teatro de Guignol do Jardim de Alah, em Ipanema e a última chance no domingo, dia 6, às 11 hs no Teatro Carlos Werneck, no Aterro do Flamengo -- altura do número 300 da Praia do Flamengo.
Cacá Sena integrou o Grupo Cem Modos, TV Colosso na TV Globo e Castelo Rá-Tim-Bum na Tv Cultura de São Paulo. Cacá pertence à terceira geração de uma familia de marionetistas de Porto Alegre, o Teatro Infantil de Marionetes (TIM) que está completando neste ano meio século de atividades ininterruptas.
O espetáculo estreou em 1995 e já foi apresentado em diversas cidades brasileiras.

Up date: A gente erramos. Neste sábado, no Jardim de Alah, o espetáulo será apresentado sòmente as 11 hs. da manhã, e amanhã, domingo, terá
outra apresentação á tarde, às 16 hs. Ah, e a de domingo às 11 hs da manhã no Teatro Carlos Werneck, tá valendo a informação. Deu pra entender? Ufa!

5.3.04



Uma eletrizante, hilariante e muitos ante-adjetivos (op's!) foi a performance do trio de palhaços do Teatro de Anônimo: o Seu Flô tocando a sua sanfona, o Cuti-Cuti na regência e a Buscapé (Shirley Britto) -- deitada em palco esplendido, ao sol do meio dia, no chão da Quinta da Boa Vista.


Na foto, o João Carlos Artigos -- o Seu Flô, e o fofo do Cuti -- o palhaço do Márcio Libar.


Outro presente para o público que compareceu na manhã de domingo à Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na inauguração do Teatro de Guignol: a festa encerrou com a apresentação dos multi-artistas do Teatro de Anônimo e as suas competentes performances circenses -- uma celebração à vida, à arte, ao teatro popular e a cultura brasileira. A essas alturas, ao sol do meio dia, um calor de rachar, e o público todo lá aplaudindo e se emocionando com as mágicas performances desses maravilhosos artistas. Na foto, preparando a performance voadora, a dupla de artistas trapezistas do Anônimo: a Maria Angélica Gomes e a Regina Oliveira.


A boneca gaúcha ESMERALDA, faceiríssima, pela primeira vez desfilando no Rio de Janeiro, ladeada por alegres fãs cariocas. Um sucesso a gauchona!

4.3.04



LIXÃO e ESMERALDA no cortejo brincante que teve a participação prá lá de luxuosa dos ótimos músicos do Cordão do Boitatá, podendo ser vistos aí na foto a Cristiane Cotrim, o Pedro Pamplona, ou será o Thiago Queiroz, ou o Ricardo Cotrim, ou o Kiko Horta, ou os Pedro Mazzilo e Miranda ou André -- será que eu disse o nome de todos? Voilà.

UP date- A Cristiane Cotrim, gentilmente corrigiu lá no comente deste blog: "os músicos da foto do cortejo não são do Cordão do Boitatá e sim do Céu na Terra. Alguns músicos do Cordão estavam se apresentando com o Teatro de Anônimo bem ali do lado". Valeu, Cris. Adorei a tua colaboração e a visita.


Vindo de Porto Alegre para o Rio, especialmente para a inauguração do Teatro de Guignol, na Quinta da Boa Vista, o boneco LIXÃO, sorrindo imponente nos seus três metros de altura, desfila glorioso, abrindo o cortejo brincante que precedeu ao espetáculo de abertura do Teatro de Guignol. Lixão viajou acompanhado da Esmeralda -- os dois são famosos no Sul do País, pelas suas performances em eventos públicos. Esses bonecos gigantes pertencem grupo bonequeiros gaúchos liderados pelo Cacá Sena.


Palmas para ele, o Gestor da Rede de Teatros do Rio, idealizador do Projeto Teatros de Guignol, dando o ar da sua augusta presença, na inauguração do segundo de uma série de cinco que vêm sendo implantados desde dezembro do ano passado. Começou pelo Jardim de Alah e o próximo será no Meier. Passou no grande teste (pra mim) do discurso institucional, sem aqueles blablas óbvios, foi rápido e certeiro. Aqui o belo Miguel (Falabella) atendendo aos fãs. A bela da bolsa colorida é a arquiteta e cenógrafa teatral, a premiadíssima Cica Modesto -- realizadora do projeto da construção do Teatro de Guignol.


Depois do espetáculo, Cacá Sena passeia pelo público, manipulando o leão Carlos Roberto, um dos personagens que mais agradou a criançada. Ao fundo, observando a cena, o boneco gigante Lixão, famoso no sul do País pelas suas performances públicas.

3.3.04



Uma cena de Apitos e lá lá lá com um dos personagens deste espetáculo que teve de Saci Perê que anda de skate a Mula sem Cabeça entre outros personagens da cultura popular brasileira, além de outros personagens do cotidiano.


Crianças de todas as idades -- o óbvio ulula aqui -- na Quinta da Boa Vista, domingo passado, assistindo maravilhadas a performance do artista bonequeiro Cacá Sena em Apitos e lá lá lá, na inauguração do Teatro de Guignol na Quinta da Boa Vista.

29.2.04

Teatro de Guignol á vista com Apitos e lá lá lá !
Neste domingo, a partir das dez horas da manhã, será inaugurado o Teatro de Guignol, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, localizado no jardim próximo à entrada da Av. Bartolomeu de Gusmão (junto às estações de trem e metrô). De grátis.
Teatro de guignol é um teatro infantil de bonecos, diversão importada da França, onde surgiu na cidade de Lion no início do século XIX, e muito popular nas praças cariocas nos tempos de Pereira Passos, no comecinho do século XX. A peça de estréia é Apitos e lá, lá, lá , do grupo de bonequeiros gaúchos liderados pelo Cacá Sena.


7.2.04

* Sinai Sganzerla telefonando para convidar para a Missa de 30o. dia do seu pai Rogerio Sganzerla, amanhã, dia 8, às 11 hs. na Igreja Nossa Senhora do Brasil, à Av. Portugal no. 772, na Urca.

5.2.04

Oia nóis aqui ...
Este blog foi dominado por uma estranha letargía, que eu desconfio seja de origem neuronal. Exagêros á parte, a verdade é que eu ando a mil, agitando os meus projetos pessoais e profissionais para o ano que se inicía, e tempo pra blogar ... já era. Excusez du peu, mes enfants.

24.1.04

Este blog agradece ao Sergio Faria do Catarroverde pelo post do Antonio Nobrega e o link para o blog Blitzmania. Dois raros presentes. Valeu, Serjones.
A cultura popular carrega uma missão na cultura do mundo que a gente ainda não foi capaz de ver.
O que seria de Mondrian, de Rabelais, de Shakespeare se não existisse cultura popular na época. A história de Romeu e Julieta era um folhetim, Shakespeare foi apenas um entre vários que trataram daquela história. O que seria de Lorca, de Cervantes sem a cultura popular: o Quixote é uma figura nutrida, alicerçada nela. E o Brasil prova isso, o que seria de Guimarães Rosa, de Villa-Lobos, você pode dizer que os maiores criadores do Brasil têm um pé na cultura popular do país. Antonio Nóbrega

22.1.04





Sacy Pererê -- a lenda da meia-noite
Estréia no Rio no próximo sábado, dia 24, às 19 horas no Teatro Glauce Rocha -- em frente ao Metrô Carioca, um espetáculo de bonecos, atores, animação, luz e sombras da Cia. Teatro Lumbra -- pesquisa e experimentação com o teatro de sombras -- de Porto Alegre. O espetáculo esteve em cartaz no ano passado na capital gaúcha com grande sucesso de público e de crítica, ganhando o Troféu Tibicuera de Melhor Direção, Melhor Iluminação e Melhor Trilha Sonora. Vale uma ida até o centro da cidade para assistir o trabalho dos meus conterrâneos.

12.1.04

No Mínimo, de hoje, o Rogério Durst, brilhante, como sempre, fala sobre o Rogério Sganzerla.
Numas assim

Um aforisma de Kafka, ocupando os meus pensamentos nesses dias conturbados:
Nosso conceito de tempo torna possível que falemos do Dia do Julgamento Final como se fosse uma efeméride. Em verdade, ele é uma côrte sumária, em sessão permanente. Tóin...!
Estamos todos condenados. Alguém duvida disso? E agora José?

***
Mudando de assunto, um poema do Carlos, o Drummond de Andrade:
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para diante vai ser diferente.

10.1.04

LUTO

Rogerio Sganzerla (1946/2004)
Este blog está de luto. Tinha pensando em muita coisa para postar aqui da minha convivência pessoal e profissional com o Rogerio, mas não tá dando... c'est la vie... voilà. Je reviens.