WILLIAM SHAKESPEARE, Barbara lhe adora. PETER BROOK, Barbara não lhe adora.
Um Shakespeare com assinatura Peter Brook
Barbara Heliodora
Se em “Romeu e Julieta” se faz a pergunta “o que há em um nome?”, o espetáculo que o grupo do CICT Théâtre des Bouffes du Nord, sediado em Paris, apresenta em rápida temporada no Rio — de hoje a sábado, no Teatro Carlos Gomes, com ingressos já esgotados — deixa bem claro que pode haver muita coisa implícita em uma simples mudança de nome: William Shakespeare escreveu “A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”; o que nos visita agora é “A tragédia de Hamlet”, uma adaptação de Peter Brook, provavelmente o nome de maior prestígio internacional no campo da direção, que trabalhou com o texto traduzido para o francês por Jean-Claude Carrière e Marie-Hélene Estienne (também assistente e colaboradora na direção). Cada vez mais adepto do despojamento cênico, o Brook adaptador aparentemente quis levar seu trabalho nessa área aos mesmos extremos mas, ao mexer com o texto, acabou perdendo de vista a considerável diferença existente entre despojar e simplesmente empobrecer.
Adaptação concentra ação no personagem principal
É possível que nada faça tanto Shakespeare destacar-se de seus contemporâneos quanto o fato de ele criar suas ações e seus personagens firmemente plantados em um universo sociopolítico sólido, com o qual interagem os personagens e pelo qual são influenciadas as ações; a “adaptação” de Brook consta justamente em cortar todas as informações e todos os aspectos que formam o universo específico da tragédia original de Shakespeare, deixando o que resta (a estrita história da vingança) boiando no espaço, em uma espécie de simplificação da linha de “Reader's Digest” (com a ressalva de que esta última evitaria as inversões de ordem que o espetáculo contém). A encenação desse novo e redutivo texto é realizada em tom que dá a nítida impressão de ter sido pensada para mostrar como Shakespeare é fácil e divertido, em algum projeto de teatro nas escolas: tudo é feito no sentido de a peça inteira ficar concentrada apenas no personagem principal, sem a complexidade e a abrangência da obra do poeta.
O espetáculo começa com o primeiro monólogo de Hamlet. Este fica um tanto difícil de ser apreciado por quem não tiver suficiente intimidade com a peça para se lembrar de todas as informações básicas dadas no total da primeira cena e na metade da segunda, que foram cortadas. A terceira cena (na casa de Polônio) também é cortada, como o início da quarta (os personagens menores já haviam sido eliminados), e logo depois... Não vale a pena continuar a detalhar os cortes; o que podemos chamar de “a historinha” de Hamlet continua a se desenrolar sem noção de passagem de tempo e sem maior atenção ao desenrolar do processo em que está envolvido o personagem principal: o famoso “ser ou não ser” é arbitrariamente jogado para o momento em que Hamlet já está em outro patamar de pensamento e deve ir para a Inglaterra, sendo — não dá para saber por quê — concluído com os versos finais do último monólogo.
Peça termina com fala da primeira cena
É claro que onde não há Dinamarca não há preocupação de Hamlet com o governo de seu país, não há Fortimbras e nem o voto que Hamlet lhe dá ao morrer. A cena final apresenta uma constrangedora solução para as várias mortes: como o diretor quer deixar Hamlet sozinho em cena, a Rainha, o Rei e Laertes são ridiculamente ajudados a sair de cena, quando mortos, andando de costas até a coxia. Acabar a peça com “Boa noite, doce príncipe etc” é corrente, principalmente em versões românticas que querem apenas glorificar o protagonista; mas Brook acrescentou um dos detalhes mais gratuitos que se possa imaginar: Horacio deixa Hamlet morto, avança e dirige-se à platéia para dizer: “Mas vejam, a manhã vestida de vermelho pisa do orvalho daquela colina a leste”, do final da primeira cena da peça. Com muita imaginação e boa vontade, talvez seja possível que esse momento final seja incluído como a promessa de um novo dia, mas como não há referência ao futuro, não se encontra no que acontece efetivamente no palco qualquer razão para isso.
Qualquer coisa que se diga a respeito de “A tragédia de Hamlet”, portanto, não é bem sobre a peça de Shakespeare. Para o espetáculo, a proposta de Brook de que para fazer qualquer dos grandes papéis de Shakespeare é preciso esquecer a assinatura e ler o texto como se fosse uma peça nova é válida e realmente fundamental; mas nesta “Tragédia de Hamlet”, a idéia foi levada a um exagero infeliz — ainda para mostrar o quanto o bardo é bom moço, fácil e simpático, a grande novidade fica sendo o número de ocasiões em que tudo é feito de modo a tirar boas gargalhadas da platéia: até uma boa metade do espetáculo, o tom da comédia é o dominante e para isso se esforçam o reduzido elenco e principalmente o protagonista.
Entre a idéia de encarar o texto como novo e fazer o ator em grande parte responsável por sua interpretação, a direção de Peter Brook opta por uma leitura simples mas sempre voltada para um tom de quem quer explicar tudo para a platéia, talvez por julgá-la incapaz de apreciar o que vê.
Encenação, visualmente, é um prazer
Visualmente, “A tragédia de Hamlet” é um prazer: um grande tapete, algumas almofadas, alguns tapetes menores e figurinos simples, tudo com cores e tecidos da Índia. A atraente música é criada e executada por Antonin Stahly, que também faz o papel de Horácio. O elenco é de oito atores, que fazem dois ou três papéis cada. O protagonista é o ótimo William Nadylam, que, dentro de todas as restrições que têm de ser feitas ao conceito da direção, executa muito bem o que lhe é pedido. Igualmente bom é Emile Abossolo-Mbo, que faz tanto o Fantasma quanto o Rei, e muito bom também é Bruce Meyers, que faz Rosencranz, o primeiro ator e o primeiro coveiro. Sotigui Koyaté, que há alguns anos fez um magistral Próspero na “Tempestade” de Brook em Paris, está muito sacrificado com uma linha ridícula para Polônio (e um pouco melhor em um caricato segundo coveiro). O Horácio de Stahly é simpático e discreto, mas o resto do elenco é mais fraco: Lilo Baur (a Rainha) e Véronique Sacri (Ofélia) são bastante inexpressivas e Rachid Djaïdani é simplesmente muito ruim como Guildenstern e, principalmente, como o segundo ator e Laertes.
Mexer com texto de Shakespeare, conclui-se, é muito difícil até mesmo para um Peter Brook; é uma pena que a visita não seja feita com algum de seus outros e mais bem-sucedidos trabalhos, como a sua fascinante montagem de “A tempestade”. É claro que quando se faz restrições a um espetáculo como esse, elas são feitas a partir de um patamar já muito alto em si.
Jornal O GLOBO - 20 de junho de 2002. Íntegra da crítica de Barbara Heliodora.
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20.6.02
15.6.02
O ARTIMANHAS, o outro blog desta escriba ta na midia de novo. Desta vez saiu aqui na coluna do Gravata, no Caderno de Informatica de O Globo.
CAÍ NO BOATO DE CAMBISTA!...
A maior surprêsa ao ler hoje em O Globo a matéria da Roberta Oliveira sobre o Hamlet de Peter Brook que no final, informava: "Para quem ainda não comprou as entradas que restam serão vendidas na bilheteria do Carlos Gomes na segunda-feira."
Telefonei para lá e a bilheteira confirmou que ainda havia ingressos disponíveis para os três dias, e seriam vendidos segunda-feira, na bilheteria do T.C.Gomes, das 14hs. as 18hs. E pediu que chegasse antes da bilheteria abrir. Mencionei que eu havia comprado ingresso de um cambista na quinta feira, a uma e meia da tarde, e ela disse que eles (os cambistas) se encarregam de espalhar que os ingressos estão esgotados.
Fiquei sabendo também que só venderam de segunda até quarta-feira para não tumultuar a bilheteria nos outros dias. E outra, a fila "E" do balcão é a última fileira, e pediu para eu mandar por fax o meu bilhete para verificar se não seria falsificado. Só me faltava essa. Segunda-feira, eu só vou trabalhar á tarde, então vou aproveitar e encarar a fila do Carlos Gomes para comprar para a estréia, quinta-feira, no dia 20. Não vou assistir da última fileira do balcão e no último dia. E vou tentar passar adiante este ingresso.
A maior surprêsa ao ler hoje em O Globo a matéria da Roberta Oliveira sobre o Hamlet de Peter Brook que no final, informava: "Para quem ainda não comprou as entradas que restam serão vendidas na bilheteria do Carlos Gomes na segunda-feira."
Telefonei para lá e a bilheteira confirmou que ainda havia ingressos disponíveis para os três dias, e seriam vendidos segunda-feira, na bilheteria do T.C.Gomes, das 14hs. as 18hs. E pediu que chegasse antes da bilheteria abrir. Mencionei que eu havia comprado ingresso de um cambista na quinta feira, a uma e meia da tarde, e ela disse que eles (os cambistas) se encarregam de espalhar que os ingressos estão esgotados.
Fiquei sabendo também que só venderam de segunda até quarta-feira para não tumultuar a bilheteria nos outros dias. E outra, a fila "E" do balcão é a última fileira, e pediu para eu mandar por fax o meu bilhete para verificar se não seria falsificado. Só me faltava essa. Segunda-feira, eu só vou trabalhar á tarde, então vou aproveitar e encarar a fila do Carlos Gomes para comprar para a estréia, quinta-feira, no dia 20. Não vou assistir da última fileira do balcão e no último dia. E vou tentar passar adiante este ingresso.
Peter Brook transforma HAMLET em tragicomédia
São Paulo (Reuters) - O teatrólogo inglês Peter Brook buscou ir além do drama "ser ou não ser" em sua nova montagem que estréia nesta quinta-feira em São Paulo, transformando "A Tragédia de Hamlet", um clássico de William Shakespeare, numa tragicomédia contemporânea.
Brook, tido como uma lenda viva do teatro moderno, revela o príncipe da Dinamarca como um jovem negro de dreadlocks, cuja aflição mais pungente vai além da obsessão de vingar a morte do pai. Nesta montagem, a verdadeira tragédia são os percalços que atrapalham os planos de Hamlet de chegar a seu objetivo.
Para obter esse efeito com uma estética moderna, ele conta apenas com oito atores, um tapete vermelho, algumas almofadas coloridas e uma trilha sonora feita ao vivo com alguns instrumentos, como cítara e bongô.
Essa não é a primeira incursão inventiva do diretor de 77 anos no repertório shakesperiano. O reconhecimento mundial para seu trabalho veio em 1962 justamente com "Rei Lear", através do qual se destacou por sua ênfase na movimentação física dos atores.
Vivendo em Paris desde anos 1970, onde comanda o Théâtre des Bouffes du Nord e o Centro Internacional de Criações Teatrais, ele é considerado um dos principais representantes do teatro austero, que se contrapõe ao teatro espetáculo -- voltado ao mercado e às cifras de bilheteria, como as montagens da Broadway.
Na nova versão da história de Hamlet, que chega ao Brasil encenada em francês, Brook cortou mais de 40 por cento da obra original, reduzindo-a a duas horas e meia, que passam quase despercebidas graças aos diálogos regados de humor traduzidos para o português em legendas exibidas no alto do palco.
O protagonista da peça, o negro William Nadylan, busca não apenas chocar o espectador ao surgir como um príncipe nórdico, mas também dar sua contribuição pessoal ao texto enquanto interpreta.
Nadylan é capaz de reverenciar o fantasma do pai como um verdadeiro membro da realeza, ou pular sobre a tumba de Ofélia transbordando de ira, e até se fingir de louco, mas em grande parte da peça movimenta-se mais com a informalidade de um jovem de subúrbio de qualquer grande cidade.
"Esse ator é excelente", elogiou o ator Paulo Autran à Reuters depois de assistir o ensaio aberto para convidados na tarde de quarta-feira, em São Paulo. "Não sou crítico, mas saí encantado com a peça".
"A Tragédia de Hamlet" excursionou por diversos países em 2001, sendo encenada principalmente em inglês, e foi considerada pela crítica especializada como um marco entre as inúmeras reinvenções dos textos de Shakespeare.
O espetáculo estréia no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, com ingressos esgotados. Depois viaja ao Rio de Janeiro, onde será exibido no TeatroCarlos Gomes de 20 a 22 de junho.
(Por Thiane Loureiro)
PS. Este post é uma contribuição do antenado ator Paulo Duek.
São Paulo (Reuters) - O teatrólogo inglês Peter Brook buscou ir além do drama "ser ou não ser" em sua nova montagem que estréia nesta quinta-feira em São Paulo, transformando "A Tragédia de Hamlet", um clássico de William Shakespeare, numa tragicomédia contemporânea.
Brook, tido como uma lenda viva do teatro moderno, revela o príncipe da Dinamarca como um jovem negro de dreadlocks, cuja aflição mais pungente vai além da obsessão de vingar a morte do pai. Nesta montagem, a verdadeira tragédia são os percalços que atrapalham os planos de Hamlet de chegar a seu objetivo.
Para obter esse efeito com uma estética moderna, ele conta apenas com oito atores, um tapete vermelho, algumas almofadas coloridas e uma trilha sonora feita ao vivo com alguns instrumentos, como cítara e bongô.
Essa não é a primeira incursão inventiva do diretor de 77 anos no repertório shakesperiano. O reconhecimento mundial para seu trabalho veio em 1962 justamente com "Rei Lear", através do qual se destacou por sua ênfase na movimentação física dos atores.
Vivendo em Paris desde anos 1970, onde comanda o Théâtre des Bouffes du Nord e o Centro Internacional de Criações Teatrais, ele é considerado um dos principais representantes do teatro austero, que se contrapõe ao teatro espetáculo -- voltado ao mercado e às cifras de bilheteria, como as montagens da Broadway.
Na nova versão da história de Hamlet, que chega ao Brasil encenada em francês, Brook cortou mais de 40 por cento da obra original, reduzindo-a a duas horas e meia, que passam quase despercebidas graças aos diálogos regados de humor traduzidos para o português em legendas exibidas no alto do palco.
O protagonista da peça, o negro William Nadylan, busca não apenas chocar o espectador ao surgir como um príncipe nórdico, mas também dar sua contribuição pessoal ao texto enquanto interpreta.
Nadylan é capaz de reverenciar o fantasma do pai como um verdadeiro membro da realeza, ou pular sobre a tumba de Ofélia transbordando de ira, e até se fingir de louco, mas em grande parte da peça movimenta-se mais com a informalidade de um jovem de subúrbio de qualquer grande cidade.
"Esse ator é excelente", elogiou o ator Paulo Autran à Reuters depois de assistir o ensaio aberto para convidados na tarde de quarta-feira, em São Paulo. "Não sou crítico, mas saí encantado com a peça".
"A Tragédia de Hamlet" excursionou por diversos países em 2001, sendo encenada principalmente em inglês, e foi considerada pela crítica especializada como um marco entre as inúmeras reinvenções dos textos de Shakespeare.
O espetáculo estréia no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, com ingressos esgotados. Depois viaja ao Rio de Janeiro, onde será exibido no TeatroCarlos Gomes de 20 a 22 de junho.
(Por Thiane Loureiro)
PS. Este post é uma contribuição do antenado ator Paulo Duek.
14.6.02
Ballet da Opera de Paris no Teatro Municipal do Rio e Sao Paulo e em BrasiliaDebora Biggio conta aqui.
O Hamlet negro de Peter Brook
O espetáculo estreiou dia 7 de maio, em Zurique, passou pela Alemanha e Itália e está chegando para apresentações em São Paulo, nesta semana, e aqui no Rio, no Teatro Carlos Gomes, de quinta a sábado da próxima semana, com ingressos esgotados desde ontem.
Aqui no Estadão, Sérgio Roveri entrevista Nadylam, o ator que vive o Hamlet nesta montagem.
O espetáculo estreiou dia 7 de maio, em Zurique, passou pela Alemanha e Itália e está chegando para apresentações em São Paulo, nesta semana, e aqui no Rio, no Teatro Carlos Gomes, de quinta a sábado da próxima semana, com ingressos esgotados desde ontem.
Aqui no Estadão, Sérgio Roveri entrevista Nadylam, o ator que vive o Hamlet nesta montagem.
Hamlet, de Peter Brook estréia na próxima semana com ingressos esgotados
É isso mesmo. Agora só na mão de cambistas. E pela primeira vez na minha vida eu compro um ingresso para um espetáculo teatral na mão de cambista. Os ingressos para os três dias foram postos á venda na terça, e ontem á tarde já estavam esgotados. Até a semana que vem quando sairem as reportagens dos jornais e TVs estarão valendo quatro ou cinco vezes mais.
Saiu uma notinha em O Globo, e o boca-a-boca se espalhou entre os mais antenados. Soube hoje lá na UNIRIO que já tinham se esgotado, ontem. Corrí de lá para o Teatro Carlos Gomes e comprei -- com muita sorte -- pelo dobro do prêço, e na quinta fila do balcão, para o último dia, sábado, dia 22, um dos poucos ingressos que restavam na mão do cambista.
Ah, vai rolar também uma oficina para atores, de quarta a sabado de 9 às 12 hs. com um dos principais atores do Peter Brook, a cento e quarenta reais, e que também já está esgotada. Esta não saiu no jornal, só foram avisados os amigos dos organizadores. Eu e mais uns vinte estamos na fila de desistência. Se eu conseguir este milagre, vou faltar pela primeira vez, o meu trabalho.
É isso mesmo. Agora só na mão de cambistas. E pela primeira vez na minha vida eu compro um ingresso para um espetáculo teatral na mão de cambista. Os ingressos para os três dias foram postos á venda na terça, e ontem á tarde já estavam esgotados. Até a semana que vem quando sairem as reportagens dos jornais e TVs estarão valendo quatro ou cinco vezes mais.
Saiu uma notinha em O Globo, e o boca-a-boca se espalhou entre os mais antenados. Soube hoje lá na UNIRIO que já tinham se esgotado, ontem. Corrí de lá para o Teatro Carlos Gomes e comprei -- com muita sorte -- pelo dobro do prêço, e na quinta fila do balcão, para o último dia, sábado, dia 22, um dos poucos ingressos que restavam na mão do cambista.
Ah, vai rolar também uma oficina para atores, de quarta a sabado de 9 às 12 hs. com um dos principais atores do Peter Brook, a cento e quarenta reais, e que também já está esgotada. Esta não saiu no jornal, só foram avisados os amigos dos organizadores. Eu e mais uns vinte estamos na fila de desistência. Se eu conseguir este milagre, vou faltar pela primeira vez, o meu trabalho.
11.6.02
Um espetáculo cincoentão
Um Teatro Municipal lotado, ontem á tarde, para assistir Arlecchino servitore di due patroni de Goldoni, dirigido pelo Giorgio Strehler, fundador do Piccolo Teatro di Milano, na montagem original que vem sendo representada há cincoenta anos.
Eu demorei um pouco para me situar nesta montagem. É muito estranho para a gente ver um espetáculo criado há cincoenta anos atrás. Estranhei dos figurinos (todos em tom pastel, com direito a muitos brilhos de lantejoulas nas roupas dos nobres) à direção. Para completar, o público era qualquer nota -- aplaudia e ria nos momentos mais inesperados. Superados os estranhamentos todos, embarquei na proposta e as três horas de espetáculo passaram rapidamente.
Os atores desta montagem são um espetáculo á parte. Dão uma aula de teatro. Ótimos, com pleno domínio do seu personagem, uso corporal compentente (eles são circenses também, aliás, as origens do circo ficam evidentes no espetáculo), e além disso, cantam muito bem. E o maravilhoso, o sensacional, o supreendamental Ferruccio Soleri quando tirou no final, a máscara do Arlequim, mostrando os seus cabelos brancos nos seus gloriosos sessenta e tantos anos, o público delirou.
Que passes de mágica conservam esse distinto senhor na melhor performance de um jovem atleta -- dá saltos, cambalhotas, faz parada de mão (apoiar as mãos no chão e levantar os pés para cima, sustentando a posição) e outras manhas e artes na pele do Arlequim, durante três horas de espetáculo? Mistérios da arte e da vida. Ah, não poderia deixar de falar aqui da marcação do agradecimento no final. Um dos mais belos agradecimentos que eu tive a oportunidade de ver no teatro.
Atenção povo de Sampa ! Dias 13 e 14 nesta quinta e sexta, o espetáculo vai estar em cartaz no TEATRO ALFA.
Um Teatro Municipal lotado, ontem á tarde, para assistir Arlecchino servitore di due patroni de Goldoni, dirigido pelo Giorgio Strehler, fundador do Piccolo Teatro di Milano, na montagem original que vem sendo representada há cincoenta anos.
Eu demorei um pouco para me situar nesta montagem. É muito estranho para a gente ver um espetáculo criado há cincoenta anos atrás. Estranhei dos figurinos (todos em tom pastel, com direito a muitos brilhos de lantejoulas nas roupas dos nobres) à direção. Para completar, o público era qualquer nota -- aplaudia e ria nos momentos mais inesperados. Superados os estranhamentos todos, embarquei na proposta e as três horas de espetáculo passaram rapidamente.
Os atores desta montagem são um espetáculo á parte. Dão uma aula de teatro. Ótimos, com pleno domínio do seu personagem, uso corporal compentente (eles são circenses também, aliás, as origens do circo ficam evidentes no espetáculo), e além disso, cantam muito bem. E o maravilhoso, o sensacional, o supreendamental Ferruccio Soleri quando tirou no final, a máscara do Arlequim, mostrando os seus cabelos brancos nos seus gloriosos sessenta e tantos anos, o público delirou.
Que passes de mágica conservam esse distinto senhor na melhor performance de um jovem atleta -- dá saltos, cambalhotas, faz parada de mão (apoiar as mãos no chão e levantar os pés para cima, sustentando a posição) e outras manhas e artes na pele do Arlequim, durante três horas de espetáculo? Mistérios da arte e da vida. Ah, não poderia deixar de falar aqui da marcação do agradecimento no final. Um dos mais belos agradecimentos que eu tive a oportunidade de ver no teatro.
Atenção povo de Sampa ! Dias 13 e 14 nesta quinta e sexta, o espetáculo vai estar em cartaz no TEATRO ALFA.
1.6.02
Balanço do Festival Internacional de Londrina
Reportagem de Beth Néspoli - Agencia Estado - 27/05/02.
Atriz espanhola é destaque em Londrina
Solo de Marta Carrasco, também coreógrafa, sobressaiu no festival de teatro marcado pela diversidade de linguagens
Londrina - A diversidade cultural foi a marca da 35.ª edição do Festival Internacional de Londrina (Filo), que terminou no fim de semana. Na programação, desde a mais avançada pesquisa de linguagem, como no caso dos três espetáculos trazidos pela atriz e coreógrafa espanhola Marta Carrasco, até a expressão mais visceral e contundente de um grupo de detentas do 2.º Distrito Policial de Londrina. Ao longo de 30 dias, foram mais de 104 apresentações de espetáculos do Brasil e de outros 11 países da América e da Europa.
Uma digital e um olho humano foram os signos escolhidos para o cartaz do Filo 2002. Sabe-se que hoje a íris serve para identificar um homem tanto quanto sua digital. O conceito do olhar do artista sobre o mundo como símbolo de identidade cultural orientou a programação do festival, perpassou palestras e outras manifestações, como exposições de fotos feitas por garotos da periferia, e, como desejado, acabou por interferir no olhar do espectador. Desde sua 30.ª edição, o Filo ambiciona tornar-se mais que mera mostra de espetáculos avaliados por critérios x ou y de evolução de linguagem cênica. Ambiciona ser painel de expressões de diferentes culturas - cultura entendida no sentido mais amplo, como escala de valores, modos de vestir, padrões de comportamento e pensamento - e também estímulo a expressão culltural de grupos comumente sem acesso a esse tipo de manifestação.
Dentro do contexto do festival, a cena final do espetáculo das presidiárias (uma mulher alta e bonita que, com gestos lentos e teatrais, acaricia sua barriga de grávida, ao som da canção francesa Ne me Quitte Pas) transforma-se num imagem tão expressiva quanto a mais requintada criação da espanhola Marta Carrasco, um dos destaques da programação internacional.
"Não gosto do rótulo teatro-dança, mas mesmo na Europa as pessoas têm dificuldade para enquadrar esteticamente o tipo de arte que faço", comentou Marta Carrasco em entrevista coletiva em Londrina, após apresentação de Aiguardent, um dos três espetáculos apresentados no festival. Aiguardentconquista pela intensidade já no primeiro movimento, no qual Marta literalmente dança com uma cadeira e uma mesa que têm rodinhas nos pés. Sobre a mesa, um copo e uma tentadora garrafa de aguardente, à qual ela tenta resistir. Ainda em cena, um baú, um colchão de casal na posição vertical, várias garrafas de aguardente e um vestido de noiva pendurado num cabide. "Esse solo, à primeira vista, parece ser sobre uma alcoólatra. Mas na verdade é sobre a solidão. Um mulher solitária tem de aferrar-se a alguma coisa. Ela aferra-se à bebida."
Várias facetas dessa mulher são exploradas em diferentes momentos do espetáculo. A inocência da menina, o despertar da sexualidade na adolescência e o domínio pleno da sedução já na maturidade. Que aparecem não necessariamente nessa ordem. Cada mudança de roupa é feita diante de um espelho imaginário, cuja moldura está de frente para a platéia, que pode assim acompanhar a transformação da personagem a partir do figurino. Num dado momento, Marta veste uma roupa que permite que ela "literalmente" suba pelas paredes, "grudando" no colchão colocado na vertical, onde faz uma "coreografia" da insônia. No momento seguinte, ela se embebada com dezenas de garrafas de aguardente. Valorizado por uma iluminação belíssima, o líquido retido na mesa permite ainda uma deslumbrante "coreografia de desespero".
Ressalte-se que nenhum efeito em Aiguardent é gratuito. Nenhum objeto de cena apenas decorativo. Marta consegue deixar o público siderado com a intensidade de emoções que traz à cena. O único elemento cênico não utilizado é justamente o vestido de noiva. Ali, pendurado no palco, torna-se um signo pleno de significados, a presença de uma ou muitas ausências.
Cuba - Se comparado de forma fria aos espetáculos de Marta, a concepção do diretor cubano Pepe Santos para Severa Vigilância (texto de Jean Genet que flagra três homens e um jogo de sedução e poder dentro de uma cela de presídio), a interpretação dos atores - seja na caracterização do homossexual ou do xerife da cela - fica quase ingênua. No entanto, no Filo a arte é vista como manifestação de uma cultura, o que aguça e amplia a percepção do espectador. Isso permite perceber que há em Severa Vigilância uma grande ousadia na forma como os atores se tocam em cena, na abordagem corajosa de um tema que ainda representa forte tabu na machista sociedade cubana. Sem contar que levar Jean Genet ao palco tem um significado em Cuba todo especial. Atualmente os teatros estão lotados em Cuba. E o público interessa-se especialmente por peças como As Três Irmãs, de Chekhov, ou Entre Quatro Paredes, de Sartre, assim como todas as que, metaforicamente ou não, abordam o tema da prisão e do desejo de transformação, argumentou o diretor.
Um clima de absurdo (relações aparentemente cotidianas vistas sob ângulos bizarros e comportamentos que repentinamente escapam do "controle da normalidade") tornou-se a marca, o elo comum entre três diferentes espetáculos trazidos pelos argentinos. Embora tenham sido escritos pouco antes do acirramento da crise no País, refletem o olhar dos portenhos sobre seu país. Na comédia La Escala Humana, uma mãe de família assassina uma vizinha na feira, por um motivo banal. Ninguém a denuncia, seus filhos enterram o corpo no jardim, mas começam a ter muito trabalho, porque ela torna-se uma serial killer. O espetáculo foi escrito e dirigido a seis mãos por jovens artistas argentinos - Javier Dualte, Rafael Spregelburd e Alejandro Tantanian. "Atualmente seria até patético tentar levar a política ao palco de forma direta. A realidade muda a cada dia."
Sobre uma estranha família que vive num banheiro, basicamente dentro de uma banheira, gira o tema da peça 1.500 Metros sobre El Nivel de Jack, do autor e diretor Federico Léon. E estranhas fantasias eróticas arrancaram gargalhadas em Hermosura, uma espécie de show de variedades portenho criado pela companhia El Descueve.
A sofisticação técnica e a beleza das imagens chamaram atenção no espetáculo Mémoire Vive, do grupo canadense Les Deux Mondes. Uma menina morta resgata sua infância antes de fazer "a passagem" para o outro mundo. Nessa espécie de Valsa n.º 6 canadense, sobressai o requinte técnico. Câmeras que entram no palco acopladas a brinquedos da infância, como um trenzinho cujos vagões são feitos de miniaturas de eletrodomésticos, teatro de sombras, várias técnicas mesclam-se na criação de imagens que deslubram o olhar a cada novo movimento. No texto, delicado e poético, uma morta alerta-nos sobre o valor da vida. Guerras, chacinas na periferia, fome, seca - certamente nenhum desses problemas afeta a sociedade canadense. Mas são preocupantes as estatísticas de suicídio. Um grupo talentoso na utilização dos recursos técnicos hoje disponíveis, que concentra sua arte na criação de belas imagens para falar sobre a importância de estar vivo.
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida podia ser bem melhor e será. Mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita", cantou Beth Carvalho no palco do Cabaré, o espaço cenográfico que abrigou os shows musicais que na última semana encerravam, a cada noite, a programação do Filo. Outro jeito de dizer o mesmo que a trupe canadense Le Deux Mondes.
Pode parecer meio estranho que um festival de artes cênicas abrigue shows de música. Mas o Cabaré do Filo funciona como ponto de encontro de todas a trupes e todos os públicos do festival no fim da noite. Mais que isso, atrai um público variado que acaba conhecendo artistas pelos quais jamais seriam atraídos num show convencional. O Cabaré, este ano, abrigou músicos diferentes entre si como o DJ Thaíde, o grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, o cantor Jorge Benjor e Beth Carvalho, entre outros.
Debates- A diversidade cultural que tomou conta dos palcos do teatro ou do Cabaré foi tema de uma série de debates. Presidida por Nitis Jacon, a diretora e fundadora do Filo, a Rede Cultural do Mercosul promoveu em Londrina, durante cinco dias, um Fórum de discussão cujo tema foi O Lugar Público da Cultura. Dois palestrantes destacaram-se na programação do Fórum: o mexicano Rafael Segovia, representante da Rede Internacional pela Diversidade Cultural (INDC, www.incd.net) e o embaixador brasileiro Samuel Pinheiro Guimarães.
Depois de dar uma definição ampliada de cultura - na qual a arte encaixa-se como uma de suas manifestações - Segovia fez uma interessante analogia entre cultura e ecologia. "Hoje sabemos que cada espécie extinta significa um grave desequilíbrio no ecossistema. Hoje sabemos que os recursos naturais, com água, não são infindáveis. Mas ainda é frágil a consciência das graves conseqüências do desaparecimento de um idioma ou da extinção de uma manifestação cultural." Foram quase três horas de palestras na qual Segovia destacou a cultura como motor que impulsiona todas as outras atividades humanas, principalmente política e economia. "Temos de lutar para termos representantes da área cultural em organismos como OEA. A cultura tem de interferir em acordos econômicos e comerciais." A palestra de Segovia foi complementada de forma brilhante pelo embaixador Guimarães, que falou sobre Hegemonia Cultural. Tomando como base principalmente a imposição da cultura americana através da exportação maciça da indústria audiovisual - cinema, TV, vídeo - chamou atenção para a "colonização do olhar".
Colonização claramente percebida na natural tendência dos espectadores a ver, na mostra, com "melhores olhos" a presença de espetáculos europeus do que latino-americanos. "O olhar colonizado afeta a auto-estima, volta-se contra nós mesmos", alertou o embaixador. Lição reforçada pela incotestável qualidade dos espetáculos uruguaios, chilenos e argentinos no festival.
Reportagem de Beth Néspoli - Agencia Estado - 27/05/02.
Atriz espanhola é destaque em Londrina
Solo de Marta Carrasco, também coreógrafa, sobressaiu no festival de teatro marcado pela diversidade de linguagens
Londrina - A diversidade cultural foi a marca da 35.ª edição do Festival Internacional de Londrina (Filo), que terminou no fim de semana. Na programação, desde a mais avançada pesquisa de linguagem, como no caso dos três espetáculos trazidos pela atriz e coreógrafa espanhola Marta Carrasco, até a expressão mais visceral e contundente de um grupo de detentas do 2.º Distrito Policial de Londrina. Ao longo de 30 dias, foram mais de 104 apresentações de espetáculos do Brasil e de outros 11 países da América e da Europa.
Uma digital e um olho humano foram os signos escolhidos para o cartaz do Filo 2002. Sabe-se que hoje a íris serve para identificar um homem tanto quanto sua digital. O conceito do olhar do artista sobre o mundo como símbolo de identidade cultural orientou a programação do festival, perpassou palestras e outras manifestações, como exposições de fotos feitas por garotos da periferia, e, como desejado, acabou por interferir no olhar do espectador. Desde sua 30.ª edição, o Filo ambiciona tornar-se mais que mera mostra de espetáculos avaliados por critérios x ou y de evolução de linguagem cênica. Ambiciona ser painel de expressões de diferentes culturas - cultura entendida no sentido mais amplo, como escala de valores, modos de vestir, padrões de comportamento e pensamento - e também estímulo a expressão culltural de grupos comumente sem acesso a esse tipo de manifestação.
Dentro do contexto do festival, a cena final do espetáculo das presidiárias (uma mulher alta e bonita que, com gestos lentos e teatrais, acaricia sua barriga de grávida, ao som da canção francesa Ne me Quitte Pas) transforma-se num imagem tão expressiva quanto a mais requintada criação da espanhola Marta Carrasco, um dos destaques da programação internacional.
"Não gosto do rótulo teatro-dança, mas mesmo na Europa as pessoas têm dificuldade para enquadrar esteticamente o tipo de arte que faço", comentou Marta Carrasco em entrevista coletiva em Londrina, após apresentação de Aiguardent, um dos três espetáculos apresentados no festival. Aiguardentconquista pela intensidade já no primeiro movimento, no qual Marta literalmente dança com uma cadeira e uma mesa que têm rodinhas nos pés. Sobre a mesa, um copo e uma tentadora garrafa de aguardente, à qual ela tenta resistir. Ainda em cena, um baú, um colchão de casal na posição vertical, várias garrafas de aguardente e um vestido de noiva pendurado num cabide. "Esse solo, à primeira vista, parece ser sobre uma alcoólatra. Mas na verdade é sobre a solidão. Um mulher solitária tem de aferrar-se a alguma coisa. Ela aferra-se à bebida."
Várias facetas dessa mulher são exploradas em diferentes momentos do espetáculo. A inocência da menina, o despertar da sexualidade na adolescência e o domínio pleno da sedução já na maturidade. Que aparecem não necessariamente nessa ordem. Cada mudança de roupa é feita diante de um espelho imaginário, cuja moldura está de frente para a platéia, que pode assim acompanhar a transformação da personagem a partir do figurino. Num dado momento, Marta veste uma roupa que permite que ela "literalmente" suba pelas paredes, "grudando" no colchão colocado na vertical, onde faz uma "coreografia" da insônia. No momento seguinte, ela se embebada com dezenas de garrafas de aguardente. Valorizado por uma iluminação belíssima, o líquido retido na mesa permite ainda uma deslumbrante "coreografia de desespero".
Ressalte-se que nenhum efeito em Aiguardent é gratuito. Nenhum objeto de cena apenas decorativo. Marta consegue deixar o público siderado com a intensidade de emoções que traz à cena. O único elemento cênico não utilizado é justamente o vestido de noiva. Ali, pendurado no palco, torna-se um signo pleno de significados, a presença de uma ou muitas ausências.
Cuba - Se comparado de forma fria aos espetáculos de Marta, a concepção do diretor cubano Pepe Santos para Severa Vigilância (texto de Jean Genet que flagra três homens e um jogo de sedução e poder dentro de uma cela de presídio), a interpretação dos atores - seja na caracterização do homossexual ou do xerife da cela - fica quase ingênua. No entanto, no Filo a arte é vista como manifestação de uma cultura, o que aguça e amplia a percepção do espectador. Isso permite perceber que há em Severa Vigilância uma grande ousadia na forma como os atores se tocam em cena, na abordagem corajosa de um tema que ainda representa forte tabu na machista sociedade cubana. Sem contar que levar Jean Genet ao palco tem um significado em Cuba todo especial. Atualmente os teatros estão lotados em Cuba. E o público interessa-se especialmente por peças como As Três Irmãs, de Chekhov, ou Entre Quatro Paredes, de Sartre, assim como todas as que, metaforicamente ou não, abordam o tema da prisão e do desejo de transformação, argumentou o diretor.
Um clima de absurdo (relações aparentemente cotidianas vistas sob ângulos bizarros e comportamentos que repentinamente escapam do "controle da normalidade") tornou-se a marca, o elo comum entre três diferentes espetáculos trazidos pelos argentinos. Embora tenham sido escritos pouco antes do acirramento da crise no País, refletem o olhar dos portenhos sobre seu país. Na comédia La Escala Humana, uma mãe de família assassina uma vizinha na feira, por um motivo banal. Ninguém a denuncia, seus filhos enterram o corpo no jardim, mas começam a ter muito trabalho, porque ela torna-se uma serial killer. O espetáculo foi escrito e dirigido a seis mãos por jovens artistas argentinos - Javier Dualte, Rafael Spregelburd e Alejandro Tantanian. "Atualmente seria até patético tentar levar a política ao palco de forma direta. A realidade muda a cada dia."
Sobre uma estranha família que vive num banheiro, basicamente dentro de uma banheira, gira o tema da peça 1.500 Metros sobre El Nivel de Jack, do autor e diretor Federico Léon. E estranhas fantasias eróticas arrancaram gargalhadas em Hermosura, uma espécie de show de variedades portenho criado pela companhia El Descueve.
A sofisticação técnica e a beleza das imagens chamaram atenção no espetáculo Mémoire Vive, do grupo canadense Les Deux Mondes. Uma menina morta resgata sua infância antes de fazer "a passagem" para o outro mundo. Nessa espécie de Valsa n.º 6 canadense, sobressai o requinte técnico. Câmeras que entram no palco acopladas a brinquedos da infância, como um trenzinho cujos vagões são feitos de miniaturas de eletrodomésticos, teatro de sombras, várias técnicas mesclam-se na criação de imagens que deslubram o olhar a cada novo movimento. No texto, delicado e poético, uma morta alerta-nos sobre o valor da vida. Guerras, chacinas na periferia, fome, seca - certamente nenhum desses problemas afeta a sociedade canadense. Mas são preocupantes as estatísticas de suicídio. Um grupo talentoso na utilização dos recursos técnicos hoje disponíveis, que concentra sua arte na criação de belas imagens para falar sobre a importância de estar vivo.
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei que a vida podia ser bem melhor e será. Mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita", cantou Beth Carvalho no palco do Cabaré, o espaço cenográfico que abrigou os shows musicais que na última semana encerravam, a cada noite, a programação do Filo. Outro jeito de dizer o mesmo que a trupe canadense Le Deux Mondes.
Pode parecer meio estranho que um festival de artes cênicas abrigue shows de música. Mas o Cabaré do Filo funciona como ponto de encontro de todas a trupes e todos os públicos do festival no fim da noite. Mais que isso, atrai um público variado que acaba conhecendo artistas pelos quais jamais seriam atraídos num show convencional. O Cabaré, este ano, abrigou músicos diferentes entre si como o DJ Thaíde, o grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, o cantor Jorge Benjor e Beth Carvalho, entre outros.
Debates- A diversidade cultural que tomou conta dos palcos do teatro ou do Cabaré foi tema de uma série de debates. Presidida por Nitis Jacon, a diretora e fundadora do Filo, a Rede Cultural do Mercosul promoveu em Londrina, durante cinco dias, um Fórum de discussão cujo tema foi O Lugar Público da Cultura. Dois palestrantes destacaram-se na programação do Fórum: o mexicano Rafael Segovia, representante da Rede Internacional pela Diversidade Cultural (INDC, www.incd.net) e o embaixador brasileiro Samuel Pinheiro Guimarães.
Depois de dar uma definição ampliada de cultura - na qual a arte encaixa-se como uma de suas manifestações - Segovia fez uma interessante analogia entre cultura e ecologia. "Hoje sabemos que cada espécie extinta significa um grave desequilíbrio no ecossistema. Hoje sabemos que os recursos naturais, com água, não são infindáveis. Mas ainda é frágil a consciência das graves conseqüências do desaparecimento de um idioma ou da extinção de uma manifestação cultural." Foram quase três horas de palestras na qual Segovia destacou a cultura como motor que impulsiona todas as outras atividades humanas, principalmente política e economia. "Temos de lutar para termos representantes da área cultural em organismos como OEA. A cultura tem de interferir em acordos econômicos e comerciais." A palestra de Segovia foi complementada de forma brilhante pelo embaixador Guimarães, que falou sobre Hegemonia Cultural. Tomando como base principalmente a imposição da cultura americana através da exportação maciça da indústria audiovisual - cinema, TV, vídeo - chamou atenção para a "colonização do olhar".
Colonização claramente percebida na natural tendência dos espectadores a ver, na mostra, com "melhores olhos" a presença de espetáculos europeus do que latino-americanos. "O olhar colonizado afeta a auto-estima, volta-se contra nós mesmos", alertou o embaixador. Lição reforçada pela incotestável qualidade dos espetáculos uruguaios, chilenos e argentinos no festival.
III CIRCUITO CARIOCA DE DANÇA e l DANÇA EM TRÂNSITO
Estréia no dia 12 de junho e vai até o dia 30, o III Circuito Carioca de Dança, e tem como objetivo esse ano, levar a dança para as ruas , ao mesmo tempo em que comemora o passaporte de entrada do Rio de Janeiro grande circuito internacional Ciudades que dansan.
O projeto CIUDADES QUE DANSAN foi criado em 1992, na Espanha, por Juan Eduardo Lopez, de Barcelona, é realizadoanualmente em 12 cidades na Europa e América Latina. Participam destecircuito Lisboa/Portugal; Londres/Inglaterra; Dro Trento, Bolonha e
Ravenna/Itália; Buenos Aires/Argentina; Marsella, Barcelona, Santiago de
Compostella e Getafe/Espanha; La Habana/Cuba; Bogotá e
Bucaramanga/Colombia.
No Rio de Janeiro o projeto foi batizado de Dança em trânsito e será
realizado dentro do III Circuito Carioca de Dança reúne 32 companhias
nacionais e três internacionais apresentando 42 trabalhos divididos em
duas vertentes: a inserção na vida urbana e a ocupação de três teatros da
prefeitura.
O III Circuito Carioca de Dança receberá três companhias internacionais:
Willie Dorner, da Inglaterra; Provizional Danza, da Espanha e o Grupo
AUO, da Argentina. Dos grupos nacionais, Dani Lima, Rubens Barbot, Andrea Jabor,Tanzhaus Cia de Dança,
Zikzira (SP), Henrique Schuller, Dupla Ikswalzinats, Paulo Mantuano Cia
de Dança, Cia Aérea de Dança, Giselda Fernandes, Evelyn Moreira, Ana
Vit'ória Cia de Dança, Vinicius Salles, Alexandre Franco, Andrea Maciel
Cia de Dança, Cia Aérea, Flávia Meireles e Micheline Torres, Projeto
Dança Amorfa, Grupo Ribalta, Maria Alice Poppe, Bia Gaspar, Flávia
Tápias, Esther Weitzman, Cia Vacilou Dançou, Aloisio Flores, Paula Águas
e Humas Cia de Dança.
A festa de abertura acontecerá no dia 12 de junho, a partir de 20 h, no
Parque das Ruínas, onde se poderá ver um pouco do que acontece nas
outras cidades através da exposição fotográfica "CIUDADES QUE DANSAN".
Oito dos curadores europeus estarão nesta festa e assistindo a toda a
mostra. Cinco cias cariocas, espalhadas pelo parque, mostrarão novos
trabalhos.
Programação nos Teatros
Três espaços da Rede de Teatros do Rio, da Prefeitura, integram o programa do III
Circuito Carioca de Dança : Espaço Sérgio Porto, Teatro do Jockey e
TeatroZiembinski.
Nestas casas, serão apresentados sete espetáculos e quinze
coreografias conjugados em programas mistos e distribuídos em pautas de
dois a três dias em cada um dos espaços. As programações para o Teatro do
Jockey e Espaço Sérgio Porto acontecem sempre às 21h e as do Teatro
Ziembinski às 20h. Elas ocorrerão nos três teatros simultaneamente mas
poderão ser apreciadas na sua totalidade pelo público dada à estrutura de
sua grade.
Dança em Trânsito na Praça XV, Saens Pena e Lagoa Rodrigo de Freitas
O Dança em Trânsito acontecerá nos dias 14 (sexta-feira), 15 (sábado) e
16 (domingo) de junho na Praça XV, Praça Saens Pena e Lagoa Rodrigo de
Freitas, respectivamente. Para os três locais há um percurso específico
previsto, composto de uma média de 12 coreografias/dia que serão
apresentadas em seqüência e interligadas por sinalizadores para o público
que deseje acompanhar todo o percurso.
26.5.02
Festival de Performances - o uso do corpo como objeto de arte
Reportagem de Caroline Schafer
Fonte : BBC de Londres para o Brasil -- BBC BRASIL(23/maio/2002).
Sentada em uma sala que mais parecia a sala de espera de um hospital, com uma ficha na mão, esperando meu número ser chamado, eu estava experimentando o início da performance mais polêmica de um festival bastante controvertido.
O Fierce Festival ("Festival da Ferocidade", em inglês), que vai até o dia 9 de junho, na cidade britânica de Birmingham, reúne 15 artistas de todo o mundo que têm em comum o uso do corpo como objeto de arte. O festival provocou polêmica antes mesmo de ser aberto, especialmente pela performance do italiano FRANKO B., que mora em Londres.
Comigo, outras 18 pessoas estavam esperando para que um homem vestido de enfermeiro nos levasse, um a um, até outra sala para passar três minutos com Franko B., sozinhos. Ajoelhado e nu, com o corpo pintado de branco, Franko B. recebeu a platéia com uma redoma em volta da cabeça, daquelas usadas por cachorros, para evitar que cocem suas feridas. Na altura do estômago, há um corte sangrando.
Feridas invisíveis
Cada visitante teve três minutos com Franko B.
Desconfortável é a palavra mais usada pelos espectadores para descrever a performance.
Um deles, Steve Palmer, disse que ficou bem nervoso e não sabia o que esperar. Quando a porta abriu e eu vi o artista coberto de tinta e sangue, foi um choque, disse ele. Mas quando conversou um pouco com Franko B., ficou mais à vontade.
O próprio Franko B. diz que sua performance, intitulada Aktion 398, é como uma escultura em uma galeria, mas uma escultura viva. Meu trabalho tem como base levantar questões, mais do que encontrar respostas, disse à BBC Brasil.
Espero que as pessoas saiam das minhas performances pensando nas feridas invisíveis que cada um leva consigo, afirmou.
Controvérsia
Trabalhos como o dele e o do japonês Tadusa Takamine, que mostra em vídeo um deficiente físico sendo masturbado, geraram muitas críticas entre o público do festival. Não só pela natureza das performances, mas também porque o evento é financiado com dinheiro público.
Deidre Alden, uma vereadora do Partido Conservador, se disse surpresa com o fato de ter gente querendo pagar para ver as performances, que ela considera "doentias".
Para mim, nada disso é arte. Ir para um palco para se cortar e sangrar não é o que eu chamo de divertimento, afirmou Aldren à BBC Brasil. "Fico supresa com o fato de haver gente que pague por isso."
Segundo ela, cada centavo tirado dos cofres públicos é demais para financiar o evento. O curador do Fierce Festival, Mark Ball, discorda. Para ele, existe um público ávido para ver trabalhos diferentes.
"A arte tem a obrigação de provocar o debate e os artistas não querem chocar", disse Ball. "Pelo contrário, os trabalhos levantam a questão sobre a posse do próprio corpo que, para mim, precisa ser debatida."
Um brasileiro entre os artistas participantes do Festival
Outra das atrações do festival é o brasileiro MICHEL GROISMAN, que participa com duas performances.
Em Transferência, Michel transfere a chama de uma vela para outra, através do lento movimento de seu corpo. Já Polvo é um jogo de cartas no qual os jogadores -- que são o público -- usam seus próprios corpos.
Na opinião de Groisman, a polêmica não faz necessariamemte parte da arte performática de hoje.
Acho que o escândalo faz parte de cada pessoa, se ela quiser ser escandalizada, disse à BBC Brasil. O escândalo é decorrente de uma incapacidade do público de estabelecer algum distanciamento.
Os organizadores do Fierce Festival sabem que a polêmica atrai público. Mas garantem que o objetivo do evento é explorar a identidade social e sexual das pessoas.
HAMLET de Brook vem ao Brasil
Reportagem de Alberto Guzik - Agencia Estado - 26/maio/2002.
Companhia do diretor inglês, um dos principais nomes do teatro do século 20, encenará espetáculo em São Paulo e no Rio, em junho
São Paulo - Uma das mais importantes obras de um dos supremos mestres do teatro contemporâneo chegará ao Brasil em três semanas. La Tragédie d´Hamlet, de William Shakespeare, dirigida por Peter Brook, vai apresentar-se em São Paulo e no Rio. De 13 a 16 de junho, no Teatro Sesc Vila Mariana. E de 20 a 22, no Teatro Carlos Gomes, na capital carioca. La Tragédie d´Hamlet será mostrado aqui em versão francesa, com legendas em português. Recém-estreado, o espetáculo iniciou carreira no dia 5 em Zurique, está agora em Viena e em seguida viajará para o Brasil. A vinda da companhia de Brook, sediada em Paris, foi possibilitada pelo Sesc de São Paulo e pela carioca RioArte. Sem o patrocínio dessas entidades, "não haveria a menor possibilidade de vermos esse Hamlet", afirma o produtor e diretor gaúcho Luciano Alabarse, responsável pelo sucesso das negociações que concretizaram a temporada da criação de Brook no Brasil.
Com elenco multirracial integrado por Emile Abossolo-Mbo, Lilo Baur, Rachid Djaïdani, Sotigui Kouyaté, Bruce Myers, William Nadylam, Véronique Sacri e Antonin Stably, esta Tragédie d´Hamlet retoma a produção inglesa que Brook fez do mesmo texto, com atuação elogiadíssima de Adrien Lester (que esteve no Brasil com a companhia Cheek by Jowl).
Estreado em 2000, Hamlet foi saudado por alguns críticos como uma espécie de ritual de passagem do encenador, sua cerimônia de fechamento do século e do milênio. O espetáculo que veremos, com 2 horas e 25 minutos de duração, é uma produção da CICT/Théâtre des Bouffes du Nord. Esse é o teatro ocupado por Brook desde 1974, quando o encenador inglês, já então considerado um dos maiores do século 20, trocou Londres por Paris, criou um projeto de investigação teatral e deu início a nova fase em sua carreira.
Sem limites - Até então, Brook já havia dirigido dezenas de montagens que fizeram época. Filho de russos, nascido na Inglaterra em 1925, Brook é figura de proa de uma geração que expandiu até a radicalidade os limites do espetáculo teatral. Para citar montagens suas que fizeram história, basta lembrar duas da fase londrina: Marat-Sade (1964), texto de Peter Weiss em que o diretor testou com sucesso idéias do "teatro da crueldade", do francês Antonin Artaud, e Sonho de uma Noite de Verão (1970), comédia de William Shakespeare na qual Brook fundiu o teatro com artes circenses, dando início a uma tendência cujos desdobramentos até hoje estamos testemunhando.
Na fase parisiense, criou produções que deixaram evidentes as novas fronteiras que explorava, transitando pela simplicidade, pelo foco absoluto no ator, e pela multirracialidade dos elencos. Mahabharata, Os Iks, O Homem Que, O Terno, A Tempestade estão entre essas realizações. Autor de vários filmes, entre eles Encontros com Homens Notáveis, O Senhor das Moscas, Mahabharata e Rei Lear, famoso também como diretor de óperas, artista admirado por atores referenciais do porte do japonês Yoshi Oida, Brook é ainda escritor, e registrou suas reflexões teatrais em O Teatro e Seu Espaço, O Ponto de Mudança, A Porta Aberta e Fios do Tempo, todos traduzidos no Brasil.
Esta é a segunda criação de Brook que Luciano Alabarse e sua empresa, a Mais Produções Artísticas, trazem ao Brasil. Há dois anos ele conseguiu levar, apenas para Porto Alegre, O Terno. Foi um feito considerável, que atraiu a atenção de toda a imprensa brasileira. Muita gente tentou trazer trabalhos de Brook para cá ao longo das últimas décadas. Uma das pessoas que mais lutaram para isso foi a empresária Ruth Escobar. Chegou a organizar a vinda de Brook em pessoa ao Brasil, há duas décadas, mas não conseguiu fazer com que uma das encenações do artista fosse vista aqui. O sucesso da empreitada de Alabarse deve ser creditado à boa agenda que criou trabalhando com a produção cultural, e especialmente teatral, no Rio Grande do Sul, onde dirigiu por vários anos o festival internacional Porto Alegre em Cena.
"Conheço a produtora de Brook", diz ele. "Chama-se Clara Bauer, e é argentina." Esse contato tornou menos complicadas as negociações com a companhia tanto no caso de O Terno, quanto agora, com Hamlet. "Depois que ela foi trabalhar com Brook", acrescenta Alabarse, "ficou mais fácil conversar com sua equipe." Segundo o produtor brasileiro, os integrantes da trupe de Brook "são tranqüilos e obsessivos. Todos educadíssimos, falam baixo, são muito gentis, têm uma aura zen-budista. Mas demonstram, sem exceção, uma obsessão magnífica pelo trabalho. São profissionais de altíssimo nível, sem qualquer dúvida". Há evidente rigor nas linhas pelas quais se pauta a equipe brookiana. Requerem da imprensa, por exemplo, que noticie os nomes dos atores por ordem alfabética de sobrenomes. Não há estrelas na turma.
Várias faces- A informação oficial é de que Peter Brook não acompanhará sua companhia na viagem ao Brasil. Mas Alabarse pensa que talvez isso possa mudar. "Ele tem muita vontade de voltar para cá, e nos últimos dias surgiu um sinal de que talvez venha com o grupo. Mas não há nada de certo nisso. Até onde sei, Brook não virá ao Brasil", diz. Esta não é a primeira vez que Brook monta Hamlet. Para ele, a peça permite uma redescoberta constante. "São facetas infinitas, como uma bola de cristal a girar no ar, mostrando a cada instante uma nova possibilidade", afirmou em entrevistas à imprensa européia.
Embora Porto Alegre tenha sido a primeira e até agora única cidade brasileira a ver uma produção de Brook, pois O Terno não passou por São Paulo nem pelo Rio, desta vez a capital gaúcha não receberá Hamlet. É uma produção cara, afirma Alabarse, com 18 pessoas na equipe, entre técnicos e artistas. E infelizmente não vamos poder mostrá-la em Porto Alegre por causa da questão financeira, mesmo. Sem patrocínio é impossível. Por isso, quero ressaltar o papel do Sesc e da RioArte, que estão dando esse presente ao público brasileiro.
Reportagem de Alberto Guzik - Agencia Estado - 26/maio/2002.
Companhia do diretor inglês, um dos principais nomes do teatro do século 20, encenará espetáculo em São Paulo e no Rio, em junho
São Paulo - Uma das mais importantes obras de um dos supremos mestres do teatro contemporâneo chegará ao Brasil em três semanas. La Tragédie d´Hamlet, de William Shakespeare, dirigida por Peter Brook, vai apresentar-se em São Paulo e no Rio. De 13 a 16 de junho, no Teatro Sesc Vila Mariana. E de 20 a 22, no Teatro Carlos Gomes, na capital carioca. La Tragédie d´Hamlet será mostrado aqui em versão francesa, com legendas em português. Recém-estreado, o espetáculo iniciou carreira no dia 5 em Zurique, está agora em Viena e em seguida viajará para o Brasil. A vinda da companhia de Brook, sediada em Paris, foi possibilitada pelo Sesc de São Paulo e pela carioca RioArte. Sem o patrocínio dessas entidades, "não haveria a menor possibilidade de vermos esse Hamlet", afirma o produtor e diretor gaúcho Luciano Alabarse, responsável pelo sucesso das negociações que concretizaram a temporada da criação de Brook no Brasil.
Com elenco multirracial integrado por Emile Abossolo-Mbo, Lilo Baur, Rachid Djaïdani, Sotigui Kouyaté, Bruce Myers, William Nadylam, Véronique Sacri e Antonin Stably, esta Tragédie d´Hamlet retoma a produção inglesa que Brook fez do mesmo texto, com atuação elogiadíssima de Adrien Lester (que esteve no Brasil com a companhia Cheek by Jowl).
Estreado em 2000, Hamlet foi saudado por alguns críticos como uma espécie de ritual de passagem do encenador, sua cerimônia de fechamento do século e do milênio. O espetáculo que veremos, com 2 horas e 25 minutos de duração, é uma produção da CICT/Théâtre des Bouffes du Nord. Esse é o teatro ocupado por Brook desde 1974, quando o encenador inglês, já então considerado um dos maiores do século 20, trocou Londres por Paris, criou um projeto de investigação teatral e deu início a nova fase em sua carreira.
Sem limites - Até então, Brook já havia dirigido dezenas de montagens que fizeram época. Filho de russos, nascido na Inglaterra em 1925, Brook é figura de proa de uma geração que expandiu até a radicalidade os limites do espetáculo teatral. Para citar montagens suas que fizeram história, basta lembrar duas da fase londrina: Marat-Sade (1964), texto de Peter Weiss em que o diretor testou com sucesso idéias do "teatro da crueldade", do francês Antonin Artaud, e Sonho de uma Noite de Verão (1970), comédia de William Shakespeare na qual Brook fundiu o teatro com artes circenses, dando início a uma tendência cujos desdobramentos até hoje estamos testemunhando.
Na fase parisiense, criou produções que deixaram evidentes as novas fronteiras que explorava, transitando pela simplicidade, pelo foco absoluto no ator, e pela multirracialidade dos elencos. Mahabharata, Os Iks, O Homem Que, O Terno, A Tempestade estão entre essas realizações. Autor de vários filmes, entre eles Encontros com Homens Notáveis, O Senhor das Moscas, Mahabharata e Rei Lear, famoso também como diretor de óperas, artista admirado por atores referenciais do porte do japonês Yoshi Oida, Brook é ainda escritor, e registrou suas reflexões teatrais em O Teatro e Seu Espaço, O Ponto de Mudança, A Porta Aberta e Fios do Tempo, todos traduzidos no Brasil.
Esta é a segunda criação de Brook que Luciano Alabarse e sua empresa, a Mais Produções Artísticas, trazem ao Brasil. Há dois anos ele conseguiu levar, apenas para Porto Alegre, O Terno. Foi um feito considerável, que atraiu a atenção de toda a imprensa brasileira. Muita gente tentou trazer trabalhos de Brook para cá ao longo das últimas décadas. Uma das pessoas que mais lutaram para isso foi a empresária Ruth Escobar. Chegou a organizar a vinda de Brook em pessoa ao Brasil, há duas décadas, mas não conseguiu fazer com que uma das encenações do artista fosse vista aqui. O sucesso da empreitada de Alabarse deve ser creditado à boa agenda que criou trabalhando com a produção cultural, e especialmente teatral, no Rio Grande do Sul, onde dirigiu por vários anos o festival internacional Porto Alegre em Cena.
"Conheço a produtora de Brook", diz ele. "Chama-se Clara Bauer, e é argentina." Esse contato tornou menos complicadas as negociações com a companhia tanto no caso de O Terno, quanto agora, com Hamlet. "Depois que ela foi trabalhar com Brook", acrescenta Alabarse, "ficou mais fácil conversar com sua equipe." Segundo o produtor brasileiro, os integrantes da trupe de Brook "são tranqüilos e obsessivos. Todos educadíssimos, falam baixo, são muito gentis, têm uma aura zen-budista. Mas demonstram, sem exceção, uma obsessão magnífica pelo trabalho. São profissionais de altíssimo nível, sem qualquer dúvida". Há evidente rigor nas linhas pelas quais se pauta a equipe brookiana. Requerem da imprensa, por exemplo, que noticie os nomes dos atores por ordem alfabética de sobrenomes. Não há estrelas na turma.
Várias faces- A informação oficial é de que Peter Brook não acompanhará sua companhia na viagem ao Brasil. Mas Alabarse pensa que talvez isso possa mudar. "Ele tem muita vontade de voltar para cá, e nos últimos dias surgiu um sinal de que talvez venha com o grupo. Mas não há nada de certo nisso. Até onde sei, Brook não virá ao Brasil", diz. Esta não é a primeira vez que Brook monta Hamlet. Para ele, a peça permite uma redescoberta constante. "São facetas infinitas, como uma bola de cristal a girar no ar, mostrando a cada instante uma nova possibilidade", afirmou em entrevistas à imprensa européia.
Embora Porto Alegre tenha sido a primeira e até agora única cidade brasileira a ver uma produção de Brook, pois O Terno não passou por São Paulo nem pelo Rio, desta vez a capital gaúcha não receberá Hamlet. É uma produção cara, afirma Alabarse, com 18 pessoas na equipe, entre técnicos e artistas. E infelizmente não vamos poder mostrá-la em Porto Alegre por causa da questão financeira, mesmo. Sem patrocínio é impossível. Por isso, quero ressaltar o papel do Sesc e da RioArte, que estão dando esse presente ao público brasileiro.
25.5.02
Uma atriz brasileira batalhando no Japão
Se trabalhar aqui no Brasil já é aquela batalha, imaginem no Japão. E a autora de tamanha façanha é a atriz brasileira SONIA LUNNA, com um curriculo respeitavel,trabalhando no teatro e no cinema em Toquio. Reproduzo aqui na íntegra o que ela postou aqui no blog:
Oi Ruth. Oi gente.
Ruth, muito obrigada pela sua gentileza em oferecer esse maravilhoso espaço para a divulgação do meu trabalho. Viver no Japão não é fácil, ainda mais quando você se sente sozinha, querendo fazer teatro. Estou na batalha para levar um pouco de arte e cultura para a comunidade brasileira e apresentar um pouco da nossa safra artística ao povo japonês. Um tanto difícil, mas tenho colhido já alguns frutos.
Também tenho trabalhado com artistas de diversas nacionalidades, que também, como eu, têm lutado para levar um pouco de lazer e cultura para a comunidade internacional. Meu último trabalho foi a participação na produção americana CALIFORNIA SUITE, uma das mais bem escritas comédias de Neil Simon, patrocinada pela Coca-Cola e pelas embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e India. Também estou envolvida na produção do filme STAY, com uma equipe australiana. Claro, a embaixada da Australia também entra como patrocinadora nesse filme australiano. Até agora estou esperando que a nossa embaixada tambem comece a dar uma olhadinha para a carência cultural e artística que a nossa comunidade brasileira está mergulhada e responda meus emails, meus fax e minhas cartas.
Será que um dia o Brasil vai ter coragem de mudar essa situação e dar ao nosso povo, as mínimas condições para que os artistas possam produzir arte??? Deviam lembrar que nós, produtores de arte, fazemos um bem enorme à população, porque a cultura que um povo tem, também se mede pelo seu prazer em apreciar a arte. É uma vergonha, muitos brasileiros que estão aqui no Japão, nunca foram assistir uma peça de teatro, nunca se preocuparam em ir, porque nunca aprenderam na escola, que povo desenvolvido é povo culto e bem informado. Continuo na luta e espero poder contar com o apoio da comunidade artística brasileira.
Se, por ocasião da Copa, ou por outra ocasião qualquer, alguém vier ao País do Sol Nascente, não deixe de visitar a CASA DO ATOR - a sua casa aqui no Japão. Não importa se você é ator, diretor, produtor, cineasta, bailarino, artista plástico, artista circense, escritor ou seja lá o que for. Venha tomar um chá e deixar a marca da sua passagem aqui na CASA.
Será um grande prazer e com certeza, será bom para todos nós.
Basta escrever antes e avisar que vem, nós poderemos arranjar alguma coisa para ser feita por aqui, e unir o útil ao agradável.
Abraços Dionísicos
Sonia Lunna
(Toquio, Japão)
-Sonia Lunna
-May 23 2002, 12:44 am # e-mail (sonialunna@casadoator.tv)
homepage http://www.casadoator.tv
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Se trabalhar aqui no Brasil já é aquela batalha, imaginem no Japão. E a autora de tamanha façanha é a atriz brasileira SONIA LUNNA, com um curriculo respeitavel,trabalhando no teatro e no cinema em Toquio. Reproduzo aqui na íntegra o que ela postou aqui no blog:
Oi Ruth. Oi gente.
Ruth, muito obrigada pela sua gentileza em oferecer esse maravilhoso espaço para a divulgação do meu trabalho. Viver no Japão não é fácil, ainda mais quando você se sente sozinha, querendo fazer teatro. Estou na batalha para levar um pouco de arte e cultura para a comunidade brasileira e apresentar um pouco da nossa safra artística ao povo japonês. Um tanto difícil, mas tenho colhido já alguns frutos.
Também tenho trabalhado com artistas de diversas nacionalidades, que também, como eu, têm lutado para levar um pouco de lazer e cultura para a comunidade internacional. Meu último trabalho foi a participação na produção americana CALIFORNIA SUITE, uma das mais bem escritas comédias de Neil Simon, patrocinada pela Coca-Cola e pelas embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e India. Também estou envolvida na produção do filme STAY, com uma equipe australiana. Claro, a embaixada da Australia também entra como patrocinadora nesse filme australiano. Até agora estou esperando que a nossa embaixada tambem comece a dar uma olhadinha para a carência cultural e artística que a nossa comunidade brasileira está mergulhada e responda meus emails, meus fax e minhas cartas.
Será que um dia o Brasil vai ter coragem de mudar essa situação e dar ao nosso povo, as mínimas condições para que os artistas possam produzir arte??? Deviam lembrar que nós, produtores de arte, fazemos um bem enorme à população, porque a cultura que um povo tem, também se mede pelo seu prazer em apreciar a arte. É uma vergonha, muitos brasileiros que estão aqui no Japão, nunca foram assistir uma peça de teatro, nunca se preocuparam em ir, porque nunca aprenderam na escola, que povo desenvolvido é povo culto e bem informado. Continuo na luta e espero poder contar com o apoio da comunidade artística brasileira.
Se, por ocasião da Copa, ou por outra ocasião qualquer, alguém vier ao País do Sol Nascente, não deixe de visitar a CASA DO ATOR - a sua casa aqui no Japão. Não importa se você é ator, diretor, produtor, cineasta, bailarino, artista plástico, artista circense, escritor ou seja lá o que for. Venha tomar um chá e deixar a marca da sua passagem aqui na CASA.
Será um grande prazer e com certeza, será bom para todos nós.
Basta escrever antes e avisar que vem, nós poderemos arranjar alguma coisa para ser feita por aqui, e unir o útil ao agradável.
Abraços Dionísicos
Sonia Lunna
(Toquio, Japão)
-Sonia Lunna
-May 23 2002, 12:44 am # e-mail (sonialunna@casadoator.tv)
homepage http://www.casadoator.tv
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17.5.02
Maria Peregrina, em única apresentação dia 30 de maio
Este é um espetáculo que eu gostaria de poder assistir - pelo autor (sou fã dele desde "Vem buscar-me que ainda sou teu"), e pela concepção da direção do Claudio Mendel. Atenção pessoal de Sampa ou quem viaja e vai estar lá no dia 30 de maio, não perca Maria Peregrina.
Dia 30 de maio às 19h30, no Teatro Fernando Azevedo na Praça da República - Prédio da Secretaria de Educação, ÚNICA apresentação do espetáculo "MARIA PEREGRINA", texto inédito de Luís Alberto de Abreu com direção de Claudio Mendel A entrada é gratuita.
Claudio Mendel fala sobre a peça: "Três histórias distintas narram o universo
de Maria Peregrina. Conhecida como Nega do Saco ou Maria do Saco, Maria
Peregrina viveu mais de 20 anos nas ruas de Santana, um dos bairros mais
antigos de São José dos Campos. Após a sua morte, ocorrida em 1964, passou a ser considerada santa popular e, atualmente, faz parte do universo
folclórico da região do Vale do Paraíba.
A montagem reúne técnicas do teatro oriental e ocidental, mesclando a estrutura do teatro clássico japonês com a narrativa encontrada em Brecht e no teatro épico. Os artistas narram e vivenciam as histórias ao mesmo tempo, ora no passado (atores-narradores), ora no presente (personagens-narradores)".
Este é um espetáculo que eu gostaria de poder assistir - pelo autor (sou fã dele desde "Vem buscar-me que ainda sou teu"), e pela concepção da direção do Claudio Mendel. Atenção pessoal de Sampa ou quem viaja e vai estar lá no dia 30 de maio, não perca Maria Peregrina.
Dia 30 de maio às 19h30, no Teatro Fernando Azevedo na Praça da República - Prédio da Secretaria de Educação, ÚNICA apresentação do espetáculo "MARIA PEREGRINA", texto inédito de Luís Alberto de Abreu com direção de Claudio Mendel A entrada é gratuita.
Claudio Mendel fala sobre a peça: "Três histórias distintas narram o universo
de Maria Peregrina. Conhecida como Nega do Saco ou Maria do Saco, Maria
Peregrina viveu mais de 20 anos nas ruas de Santana, um dos bairros mais
antigos de São José dos Campos. Após a sua morte, ocorrida em 1964, passou a ser considerada santa popular e, atualmente, faz parte do universo
folclórico da região do Vale do Paraíba.
A montagem reúne técnicas do teatro oriental e ocidental, mesclando a estrutura do teatro clássico japonês com a narrativa encontrada em Brecht e no teatro épico. Os artistas narram e vivenciam as histórias ao mesmo tempo, ora no passado (atores-narradores), ora no presente (personagens-narradores)".
Espetáculos em cartaz no Rio
Estréias da semana:
UM BONDE CHAMADO DESEJO Texto: Tennessee Williams. Direção: Cibele Forjaz. Com Leona Cavalli, Milhem Cortaz, Isabel Teixeira, João Signorelli e outros.
Depois de uma série de perdas, Blanche Dubois vai morar na casa de sua irmã e acaba vivendo uma relação neurótica com o cunhado, por quem sente atração e repulsa ao mesmo tempo.
Teatro Sesc-Copacabana: Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana — 2547-0156. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10 e R$ 5. 120 minutos. Até 30 de junho
ISSO ASSIM ASSADO NO INFERNO Texto e direção: José Carvalho. Com Anna Wiltgen, Isabel Themudo, Joca D’ Avila e outros.
Cinco paranormais são contratadas pela polícia para desvendar uma série de assassinatos.
Sala Paraíso do Teatro Carlos Gomes: Praça Tiradentes s/n, Centro — 2232-8701. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 18h. R$ 10.
Reestréia
DEU A LOUCA NO HAMLET Texto e direção: Cláudio Filiciano. Com o grupo Cabeça de Prata.
Um diretor estressado resolve montar “Hamlet”", de Shakespeare, sem patrocínio, o que gera enormes confusões.
Espaço Cultural Constituição: Rua da Constituição 34, Centro — 2242-3102. Qui, às 19h. R$ 10 e R$ 6 (terceira idade). 80 minutos.
Última semana em cartaz:
É... Texto: Millôr Fernandes. Direção: Camilo Áttila. Com Elizabeth Savalla, Otávio Augusto e outros.
Após 22 anos de casamento, um homem se apaixona por uma jovem com idade para ser sua filha.
Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Copacabana 360, Copacabana — 2548-0421. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 90 minutos. Até 19 de maio.
O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO Texto: José Saramago. Adaptação: Maria Adelaide Amaral. Direção: José Possi Neto. Com Maria Fernanda Cândido, Walderez de Barros, Paulo Goulart e outros.
Na peça, Deus discute com o Diabo a respeito do Bem e do Mal.
Teatro Villa-Lobos: Av. Princesa Isabel 440, Copacabana — 2541-6799. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 18h30m. R$ 30. 120 minutos.
NAVEGAR É PRECISO... Coletânea de textos. Supervisão: Eduardo Wotzik. Com Tony Correia.
Reunião de textos dos poetas Fernando Pessoa, Camões, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Participação da cantora de fados Maria Alcina.
Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra): Rua Conde Bernadotte 26, Leblon (2294-0347). Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25. 75 minutos.
Continuam em cartaz:
AS ARTIMANHAS DE SCAPINO Texto: Molière. Direção: Daniel Herz. Com a Cia. dos Atores de Laura.
O esperto Scapino cria uma trama mirabolante que permite aos jovens Leandro e Otávio se casarem com as moças que amam.
Teatro Miguel Falabella: Av. Dom Helder Câmara 5.332, 2 piso, Norte Shopping — 2595-8245. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 90 minutos. Até 2 de junho.
BODAS DE OURO Texto e direção: Vicente Maiolino. Com Ida Gomes e Carlos Alberto.
Casal vê o sonho de uma velhice tranqüila ameaçado por um erro da previdência social.
Teatro do Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco 241, Centro — 2510-8848. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 19h. R$ 15. 60 min.
BONITINHA MAS ORDINÁRIA Texto: Nelson Rodrigues. Direção: Ivan Sugahara. Com a companhia teatral Os Dezequilibrados.
O público literalmente acompanha o dilema de Edgar pelos vários cômodos da Casa da Matriz. São só 15 espectadores por sessão.
Casa da Matriz: Rua Henrique Novaes 107, Botafogo — 2266-1014. Qui a sáb, às 20h. R$ 10. 120 minutos. Até 29 de junho.
CASA DE BONECA Texto: Henrik Ibsen. Direção: Bia Lessa. Com Betty Gofman, José Mayer, Júlia Lemertz, José Wilker e outros.
Filme-peça que conta a história de Nora, mulher que decide abandonar marido e filhos para mudar de vida.
Teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qua a dom, às 19h. R$ 10. 100 min.
CÓCEGAS Direção: Aloísio de Abreu, Sura Berditchevsky, Luiz Carlos Tourinho, Régis Faria e Marcelo Saback. Texto e atuação: Heloísa Perissé e Ingrid Guimarães.
As duas atrizes continuam sua temporada de sucesso, encarnando suas hilariantes personagens.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2 piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2540-6004. Qua a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25 (qua e qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sábado). 100 minutos.
CONVERSA PRIVADA Direção: Beto Brown. Texto e atuação: O Grelo Falante.
A peça mostra o que as mulheres fazem e conversam na intimidade. Prepare-se: há número de platéia.
Teatro dos Grandes Atores (Sala Azul: Shopping Barra Square. Av. das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 80 minutos.
A DIABÓLICA MOLL FLANDERS Adaptação e direção: Charles Möeller. Com Ary Fontoura, Leandro Ribeiro, Wilson de Santos e outros.
A história de uma mulher inescrupulosa que fez tudo para subir na vida.
Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea, 2 piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-9895. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 80 minutos. Até 28 de julho.
UMA DUPLA DE 2 Texto: Duda Ribeiro. Direção: Luiz Carlos Tourinho. Com Eduardo Galvão e Duda Ribeiro.
Sete esquetes cômicos retratam a mentalidade masculina.
Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica 63, Ipanema — 2267-7295. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 15 (qui, sex e dom) e R$ 20 (sáb). 80 minutos. Até 30 de junho.
O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO Texto: João das Neves. Direção: Marcelo Bonis. Com o grupo Trama.
Inspirada num conto do escritor João do Rio, a peça retrata as desventuras de um jovem que é discriminado por ser honesto.
Teatro Glaúcio Gill: Praça Cardeal Arcoverde s/n , Copacabana — 2547-7003. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 80 minutos.
INTIMIDADES 2 Texto e direção: Aloisio de Abreu. Com Sylvia Bandeira, Betty Erthal e Fabio Pilar.
A montagem reúne quadros da primeira edição com outros novos.
Teatro Sesi: Av. Graça Aranha 1, Centro — 2563-4164. Qui, sex e dom, às 19h. Sáb, às 20h. R$ 10 (qui), R$ 15 (sex e dom) e R$ 20 (sáb). 60 minutos. Até 26 de maio.
UMA MULHER VESTIDA DE SOL Texto: Ariano Suassuna. Direção: Maira Jeannyse. Com Elísio Filho, João Feitosa e outros.
Tragédia nordestina que retrata uma batalha de morte entre pessoas da mesma família.
Rio Scenarium, Pavilhão da Cultura: Espaço Ariano Suassuna, 2 piso. Rua do Lavradio 20, Centro — 3852-5516. Qui a sáb, às 18h30m. R$ 10. 60 minutos. Até 1 de junho.
UMA MULHER PARA DOIS MARIDOS Texto e direção: Campana. Com Chaguinha, Ana Paula Mattos e Anderson Ribeiro.
Comédia sobre uma mulher bonita que acaba se envolvendo num triângulo amoroso.
Teatro Henriqueta Brieba: Rua Conde Bonfim 451, Tijuca — 2570-1012 ramal: 281. Qua e qui, às 19h. Sex, às 19h e 21h. R$ 10 (qua e qui) e R$ 15 (sex).
NAMORO Texto: Ílder Miranda Costa. Direção: Renato Castro Barbosa. Com Carem Daniela, Fernanda Zeeh e outros.
Comédia adolescente que retrata diferentes situações vividas por três irmãs com idades entre 14 e 18 anos.
Teatro Princesa Isabel: Av. Princesa Isabel 186, Copacabana — 2275-3346. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h30m. R$ 15. 60 minutos.
NOITES DO VIDIGAL Texto: Luís Paulo Corrêa e Castro. Direção: Guti Fraga e Fernando Mello da Costa. Com o grupo Nós do Morro.
A trágica história de amor entre Tião e Aparecida, mestre-sala e porta-bandeira da Escola de Samba Acadêmicos do Vidigal.
Teatro do Planetário/Maria Clara Machado: Rua Padre Leonel Franca 240, Gávea — 2274-7722. Qui, sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10. 75 minutos. Até 2 de junho.
A PRISÃO E O TEMPO Texto e direção: Bruno Rodrigues. Com Anna Stelman, Fernanda Fernandes, Gustavo Chermont e Ziza Fagundez.
Uma funcionária misteriosa induz o público a viagem fiolosófica.
Teatro do Museu da República: Rua do Catete 153, Catete — 2558-6350. Qua e qui, às 19h. R$ 10. 70 minutos. Até 26 de junho.
A PROVA Texto: David Auburn. Direção:Aderbal Freire-Filho. Com Andréa Beltrão, José de Abreu, Emilio de Mello e Gisele Froes.
Uma jovem mulher, filha de um gênio da matemática que acaba de morrer, decide estudar as teorias do pai.
Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro): Rua Conde Bernadotte 26, Leblon — 2274-3536. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25 (qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sáb). 100 minutos.
A REVOLTA DOS ANU'S... ACABOU EM NÁDEGAS Texto e Direção de Gugu Olimecha. Com André Rangel.
Comédia inspirada na fixação do brasileiros pelo “derrière” feminino.
Teatro América: Rua Campos Sales 118, Tijuca — 2567-1572. Qui, às 21h. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 15 (qui, sex e dom) e R$ 18 (sáb). 100 minutos.
SANTA TERESA DE ÁVILA: SETA DE FOGO Texto e direção de Ciro Barcelos. Com Carmen Del Rio, Roseane Milani e outros.
Musical inspirado nas poesias de Santa Teresa De Ávila.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824, Ipanema — 2523-9794. Qui, sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15 (qui), R$ 20 (sex e dom) e R$ 25 (sáb). 70 minutos.
TANGO, BOLERO E CHÁ-CHÁ-CHÁ Texto: Eloy Araújo. Direção: Bibi Ferreira. Com Eduardo Martini, Maria Helena Dias e Leonardo Franco.
Dez anos depois de abandonar a mulher e o filho, homem reaparece assumindo sua condição de transexual.
Teatro dos Grandes Atores (Sala Vermelha): Shopping Barra Square. Av. das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 100 minutos.
VARIAÇÕES ENIGMÁTICAS Texto Eric-Emmanuel Schmitt. Direção: José Possi Netto. Com Paulo Autran e Cecil Thiré.
O encontro entre um repórter e um escritor, vencedor do prêmio Nobel de Literatura, que vive isolado em uma ilha nos mares da Noruega.
Teatro Maison de France: Av. Presidente Antônio Carlos 58, Centro — 2262-7527. Qui e sex, às 19h30m. Sáb, às 21h. Dom, às 18h. R$ 25 (qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sáb). 90 minutos. Até 2 de junho.
Estréias da semana:
UM BONDE CHAMADO DESEJO Texto: Tennessee Williams. Direção: Cibele Forjaz. Com Leona Cavalli, Milhem Cortaz, Isabel Teixeira, João Signorelli e outros.
Depois de uma série de perdas, Blanche Dubois vai morar na casa de sua irmã e acaba vivendo uma relação neurótica com o cunhado, por quem sente atração e repulsa ao mesmo tempo.
Teatro Sesc-Copacabana: Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana — 2547-0156. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10 e R$ 5. 120 minutos. Até 30 de junho
ISSO ASSIM ASSADO NO INFERNO Texto e direção: José Carvalho. Com Anna Wiltgen, Isabel Themudo, Joca D’ Avila e outros.
Cinco paranormais são contratadas pela polícia para desvendar uma série de assassinatos.
Sala Paraíso do Teatro Carlos Gomes: Praça Tiradentes s/n, Centro — 2232-8701. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 18h. R$ 10.
Reestréia
DEU A LOUCA NO HAMLET Texto e direção: Cláudio Filiciano. Com o grupo Cabeça de Prata.
Um diretor estressado resolve montar “Hamlet”", de Shakespeare, sem patrocínio, o que gera enormes confusões.
Espaço Cultural Constituição: Rua da Constituição 34, Centro — 2242-3102. Qui, às 19h. R$ 10 e R$ 6 (terceira idade). 80 minutos.
Última semana em cartaz:
É... Texto: Millôr Fernandes. Direção: Camilo Áttila. Com Elizabeth Savalla, Otávio Augusto e outros.
Após 22 anos de casamento, um homem se apaixona por uma jovem com idade para ser sua filha.
Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Copacabana 360, Copacabana — 2548-0421. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 90 minutos. Até 19 de maio.
O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO Texto: José Saramago. Adaptação: Maria Adelaide Amaral. Direção: José Possi Neto. Com Maria Fernanda Cândido, Walderez de Barros, Paulo Goulart e outros.
Na peça, Deus discute com o Diabo a respeito do Bem e do Mal.
Teatro Villa-Lobos: Av. Princesa Isabel 440, Copacabana — 2541-6799. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 18h30m. R$ 30. 120 minutos.
NAVEGAR É PRECISO... Coletânea de textos. Supervisão: Eduardo Wotzik. Com Tony Correia.
Reunião de textos dos poetas Fernando Pessoa, Camões, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Participação da cantora de fados Maria Alcina.
Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra): Rua Conde Bernadotte 26, Leblon (2294-0347). Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25. 75 minutos.
Continuam em cartaz:
AS ARTIMANHAS DE SCAPINO Texto: Molière. Direção: Daniel Herz. Com a Cia. dos Atores de Laura.
O esperto Scapino cria uma trama mirabolante que permite aos jovens Leandro e Otávio se casarem com as moças que amam.
Teatro Miguel Falabella: Av. Dom Helder Câmara 5.332, 2 piso, Norte Shopping — 2595-8245. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 90 minutos. Até 2 de junho.
BODAS DE OURO Texto e direção: Vicente Maiolino. Com Ida Gomes e Carlos Alberto.
Casal vê o sonho de uma velhice tranqüila ameaçado por um erro da previdência social.
Teatro do Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco 241, Centro — 2510-8848. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 19h. R$ 15. 60 min.
BONITINHA MAS ORDINÁRIA Texto: Nelson Rodrigues. Direção: Ivan Sugahara. Com a companhia teatral Os Dezequilibrados.
O público literalmente acompanha o dilema de Edgar pelos vários cômodos da Casa da Matriz. São só 15 espectadores por sessão.
Casa da Matriz: Rua Henrique Novaes 107, Botafogo — 2266-1014. Qui a sáb, às 20h. R$ 10. 120 minutos. Até 29 de junho.
CASA DE BONECA Texto: Henrik Ibsen. Direção: Bia Lessa. Com Betty Gofman, José Mayer, Júlia Lemertz, José Wilker e outros.
Filme-peça que conta a história de Nora, mulher que decide abandonar marido e filhos para mudar de vida.
Teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qua a dom, às 19h. R$ 10. 100 min.
CÓCEGAS Direção: Aloísio de Abreu, Sura Berditchevsky, Luiz Carlos Tourinho, Régis Faria e Marcelo Saback. Texto e atuação: Heloísa Perissé e Ingrid Guimarães.
As duas atrizes continuam sua temporada de sucesso, encarnando suas hilariantes personagens.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2 piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2540-6004. Qua a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25 (qua e qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sábado). 100 minutos.
CONVERSA PRIVADA Direção: Beto Brown. Texto e atuação: O Grelo Falante.
A peça mostra o que as mulheres fazem e conversam na intimidade. Prepare-se: há número de platéia.
Teatro dos Grandes Atores (Sala Azul: Shopping Barra Square. Av. das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 80 minutos.
A DIABÓLICA MOLL FLANDERS Adaptação e direção: Charles Möeller. Com Ary Fontoura, Leandro Ribeiro, Wilson de Santos e outros.
A história de uma mulher inescrupulosa que fez tudo para subir na vida.
Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea, 2 piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-9895. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 80 minutos. Até 28 de julho.
UMA DUPLA DE 2 Texto: Duda Ribeiro. Direção: Luiz Carlos Tourinho. Com Eduardo Galvão e Duda Ribeiro.
Sete esquetes cômicos retratam a mentalidade masculina.
Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica 63, Ipanema — 2267-7295. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 15 (qui, sex e dom) e R$ 20 (sáb). 80 minutos. Até 30 de junho.
O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO Texto: João das Neves. Direção: Marcelo Bonis. Com o grupo Trama.
Inspirada num conto do escritor João do Rio, a peça retrata as desventuras de um jovem que é discriminado por ser honesto.
Teatro Glaúcio Gill: Praça Cardeal Arcoverde s/n , Copacabana — 2547-7003. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 80 minutos.
INTIMIDADES 2 Texto e direção: Aloisio de Abreu. Com Sylvia Bandeira, Betty Erthal e Fabio Pilar.
A montagem reúne quadros da primeira edição com outros novos.
Teatro Sesi: Av. Graça Aranha 1, Centro — 2563-4164. Qui, sex e dom, às 19h. Sáb, às 20h. R$ 10 (qui), R$ 15 (sex e dom) e R$ 20 (sáb). 60 minutos. Até 26 de maio.
UMA MULHER VESTIDA DE SOL Texto: Ariano Suassuna. Direção: Maira Jeannyse. Com Elísio Filho, João Feitosa e outros.
Tragédia nordestina que retrata uma batalha de morte entre pessoas da mesma família.
Rio Scenarium, Pavilhão da Cultura: Espaço Ariano Suassuna, 2 piso. Rua do Lavradio 20, Centro — 3852-5516. Qui a sáb, às 18h30m. R$ 10. 60 minutos. Até 1 de junho.
UMA MULHER PARA DOIS MARIDOS Texto e direção: Campana. Com Chaguinha, Ana Paula Mattos e Anderson Ribeiro.
Comédia sobre uma mulher bonita que acaba se envolvendo num triângulo amoroso.
Teatro Henriqueta Brieba: Rua Conde Bonfim 451, Tijuca — 2570-1012 ramal: 281. Qua e qui, às 19h. Sex, às 19h e 21h. R$ 10 (qua e qui) e R$ 15 (sex).
NAMORO Texto: Ílder Miranda Costa. Direção: Renato Castro Barbosa. Com Carem Daniela, Fernanda Zeeh e outros.
Comédia adolescente que retrata diferentes situações vividas por três irmãs com idades entre 14 e 18 anos.
Teatro Princesa Isabel: Av. Princesa Isabel 186, Copacabana — 2275-3346. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h30m. R$ 15. 60 minutos.
NOITES DO VIDIGAL Texto: Luís Paulo Corrêa e Castro. Direção: Guti Fraga e Fernando Mello da Costa. Com o grupo Nós do Morro.
A trágica história de amor entre Tião e Aparecida, mestre-sala e porta-bandeira da Escola de Samba Acadêmicos do Vidigal.
Teatro do Planetário/Maria Clara Machado: Rua Padre Leonel Franca 240, Gávea — 2274-7722. Qui, sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10. 75 minutos. Até 2 de junho.
A PRISÃO E O TEMPO Texto e direção: Bruno Rodrigues. Com Anna Stelman, Fernanda Fernandes, Gustavo Chermont e Ziza Fagundez.
Uma funcionária misteriosa induz o público a viagem fiolosófica.
Teatro do Museu da República: Rua do Catete 153, Catete — 2558-6350. Qua e qui, às 19h. R$ 10. 70 minutos. Até 26 de junho.
A PROVA Texto: David Auburn. Direção:Aderbal Freire-Filho. Com Andréa Beltrão, José de Abreu, Emilio de Mello e Gisele Froes.
Uma jovem mulher, filha de um gênio da matemática que acaba de morrer, decide estudar as teorias do pai.
Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro): Rua Conde Bernadotte 26, Leblon — 2274-3536. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 25 (qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sáb). 100 minutos.
A REVOLTA DOS ANU'S... ACABOU EM NÁDEGAS Texto e Direção de Gugu Olimecha. Com André Rangel.
Comédia inspirada na fixação do brasileiros pelo “derrière” feminino.
Teatro América: Rua Campos Sales 118, Tijuca — 2567-1572. Qui, às 21h. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 15 (qui, sex e dom) e R$ 18 (sáb). 100 minutos.
SANTA TERESA DE ÁVILA: SETA DE FOGO Texto e direção de Ciro Barcelos. Com Carmen Del Rio, Roseane Milani e outros.
Musical inspirado nas poesias de Santa Teresa De Ávila.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824, Ipanema — 2523-9794. Qui, sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15 (qui), R$ 20 (sex e dom) e R$ 25 (sáb). 70 minutos.
TANGO, BOLERO E CHÁ-CHÁ-CHÁ Texto: Eloy Araújo. Direção: Bibi Ferreira. Com Eduardo Martini, Maria Helena Dias e Leonardo Franco.
Dez anos depois de abandonar a mulher e o filho, homem reaparece assumindo sua condição de transexual.
Teatro dos Grandes Atores (Sala Vermelha): Shopping Barra Square. Av. das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 20 (qui), R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 100 minutos.
VARIAÇÕES ENIGMÁTICAS Texto Eric-Emmanuel Schmitt. Direção: José Possi Netto. Com Paulo Autran e Cecil Thiré.
O encontro entre um repórter e um escritor, vencedor do prêmio Nobel de Literatura, que vive isolado em uma ilha nos mares da Noruega.
Teatro Maison de France: Av. Presidente Antônio Carlos 58, Centro — 2262-7527. Qui e sex, às 19h30m. Sáb, às 21h. Dom, às 18h. R$ 25 (qui), R$ 30 (sex e dom) e R$ 35 (sáb). 90 minutos. Até 2 de junho.
Teatro de Anonimo faz e acontece na city
Depois de bombar na Serrinha, o Teatro de Anonimo foi agitar na Maré. Eles contam:
A Maré é realmente muito complexa . Não sei se podemos dizer que estivemos na Maré. Estivemos em parte dela, mais precisamente no Timbau e na Nova Holanda . Mas, com certeza, todo o Complexo com seus 120 mil habitantes, ficou sabendo da presença do Território Cultural. Derrubamos fronteiras e trincheiras armados de arte, alegria e fortes emoções. Uma batalha foi vencida, mas a guerra continua.
Agora vamos invadir a zona sul. A partir do próximo sábado estaremos no Vidigal. Cortejos , espetáculos e oficinas, para todos os sexos, religiões, faixas etárias. Tem pra todos, agradando geral.
Depois de bombar na Serrinha, o Teatro de Anonimo foi agitar na Maré. Eles contam:
A Maré é realmente muito complexa . Não sei se podemos dizer que estivemos na Maré. Estivemos em parte dela, mais precisamente no Timbau e na Nova Holanda . Mas, com certeza, todo o Complexo com seus 120 mil habitantes, ficou sabendo da presença do Território Cultural. Derrubamos fronteiras e trincheiras armados de arte, alegria e fortes emoções. Uma batalha foi vencida, mas a guerra continua.
Agora vamos invadir a zona sul. A partir do próximo sábado estaremos no Vidigal. Cortejos , espetáculos e oficinas, para todos os sexos, religiões, faixas etárias. Tem pra todos, agradando geral.
O meu blog pessoal, o Artimanhas, tá na mídia. Hoje aqui na coluna da Beta Correa no Caderno Internet do Jornal do Brasil. De maneiras que depois de tamanha distinção, não estou me cabendo, fico... fico besta.
4.5.02
Maratona de Contos
Gente, tá demais essa maratona ! Os melhores contadores e os melhores grupos de contação de histórias nacionais e internacionais estarão se revezando no palco, amanhã e domingo, das 9 às 21hs na BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO, à Av Presidente Vargas 1261 (perto da Central). Também será aberto um espaço para que o público presente também possa contar as suas histórias.
Sábado - 4 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha.
9hs - Grupo Mil e Umas ( integrado pela Flavia Berton (oi Flavinha!), a Livia de Almeida, outros três ou quatro integrantes, é um dos grupos mais famosos e atuantes, com apresentações nacionais e internacionais; criador e organizador do I Festival Internacional de Contadores de Historias, em outubro/99, quando o meu grupo "Ao pé da fogueira" se apresentou no Espaço Aberto). É, eu tive um grupo de contadores de histórias. Foi muito bom, enquanto durou.
10hs - Daniela Chindler ( contadora de historias e produtora de eventos, criadora do " Manhãs de Histórias em Copacabana ", sabados e domingos no Glaucio Gil. O grupo "Ao pé da fogueira" fez bonito nesse evento, foi nesse evento que nos firmamos como grupo. Daniela foi a criadora de outro projeto de sucesso, a contação de histórias na Academia Brasileira de Letras).
10h30m- Grupo Abayomi (mulheres da Cooperativa Abayomi -- boneca negra sem cola ou costura. Elas se apresentam cantando e dançando ciranda, e no final acaba com o público numa roda de ciranda. Quem participou não esquece jamais. Uma celebração à vida e à arte).
11h - As Velhinhas de Santa Teresa (Ainda não vi, mas tenho as melhores referências. Uma das velhinhas, é o premiado --vários Mambembe de Melhor Ator- EMANUEL SANTOS que foi do Grupo Hombu).
12hs - Palco Aberto
13hs - Fátima Café ( famosa contadora de histórias, atriz e diretora teatral. Minha primeira professora de contação de histórias, e a quem devo algumas descobertas que influenciaram o meu estilo de contadora).
14hs- Priscila Camargo (atriz e contadora de histórias que vem se apresentando com sucesso no Brasil e em Portugal com o espetáculo "Boca a Boca" , tanto que já criou o "Boca a Boca II").
15hs- Joaquim de Paula (músico, cantador e contador da melhor qualidade, além de professor, escritor e arte-educador).
16hs - O misterioso rapto da flor do sereno com Renato Peres, Cecilia Lage e
Leo Alves (não conheço o trabalho do grupo).
17hs - Grupo Repertório ( Maria Pompeu, Amaury de Lima e Marcia Bloch. Criado pela atriz, contadora e produtora Maria Pompeu, vem se apresentando com sucesso em multiplos espaços -- praças, igrejas, escolas, teatros, etc...)
18hs- Celso Sisto (um Mestre. Integra o Grupo Morandubetá desde a sua criação, além de contador e ator, escritor premiadíssimo e especialista em literatura infantil e juvenil).
19hs - Do pau-brasil a Oswaldo Cruz, é o cordel que vem à luz com Edmilson
Santini (este eu não conheço, mas o título é bem sacado e merece conferir).
19h40m - Fernando Lébeis e Augusto Pessôa (Dois Mestres. Lébeis contando o mito da Ceyuci e o mito do Serpentario é inesquecível, e o Augusto, contando os contos do Artur Azevedo não tem pra mais ninguém. Tive o privilégio de ser aluna dos dois, na Casa de Leitura).
Domingo - 5 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha
9hs - Cores, Cantos e Contos de Brasil com Rita Porto, Fáthima Rodrigues e
Renato Peres (não conheço o grupo, mas conheço a Rita -- uma ótima atriz -- e este trabalho é o resultado de uma pesquisa do grupo).
10hs - Augusto Pessôa e Rodrigo Lima (onde tem o contador de histórias, ator, cenografo, figurinista e arte-educador Augusto Pessoa tem qualidade e divertimento garantido. O Rodrigo eu não conheço).
10h40m - Nelson Pimenta> (não tenho referências, sorry).
11hs- Sônia Travassos (idem, sorry).
12hs - Palco Aberto
13hs - Raquel Nader e Laerte Vargas (O Laerte é um ótimo contador -- contando cordel é um arraso -- e se não me engano foi do "Confabulando" e da Raquel tenho uma vaga lembrança).
14hs- Bia Bedran (uma das pioneiras dessa arte, conta, canta e encanta).
15hs- Grupo Confabulando ( formado pela Ana Creton, Maria Clara, Maria Ignês e Olívia Dornelles, um dos mais destacados e atuantes com apresentações em todo o País. Trabalha com a pesquisa de contos populares. O grupo publicou o livro "Contos como a gente conta"-Ed.Memórias Futuras).
16hs - Oswaldo Felipe(Espanha) e Márcio Moura (contos da tradição espanhola e Márcio, sorry, não tenho referências).
17hs - Yoshihira Hioki (Japão) e Maria Clara Cavalcanti (estou curiosa para ver a contação de japonês, e Maria Clara -- ótima contadora, integrante do grupo Confabulando, desde a sua fundação em 1995).
18hs- Jean Michel Hernandez (França) e Benita Prieto (a tradição francêsa e a ótima contadora de histórias Benita, integrante do Morandubetá, desde a sua fundação, especialista em literatura infantil e juvenil, além de organizadora deste evento. Ela é a minha referência primeira de contadora de histórias).
18h30m -Mano Melo (poeta, escritor e contador -- tem um repertório de contos porno/eroticos muito divertidos).
19hs - Horácio Santos (Cabo Verde) e Celso Sisto a dupla promete.
20hs - Diana Tarnofky (Argentina) e Eliana Yunes ( uma dupla respeitável -- a contadora argentina e a Eliana, integrante do Morandubetá, doutora em linguistica e em literatura portuguesa, criadora do PROLER e uma ótima contadora de Shakespeare. Inesquecível o espetáculo do Morandubetá, contando textos de Shakespeare no Teatro II do CCBB. Um grande momento do grupo, e especialmente da contadora de historias e atriz Eliana Yunes).
Gente, tá demais essa maratona ! Os melhores contadores e os melhores grupos de contação de histórias nacionais e internacionais estarão se revezando no palco, amanhã e domingo, das 9 às 21hs na BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO, à Av Presidente Vargas 1261 (perto da Central). Também será aberto um espaço para que o público presente também possa contar as suas histórias.
Sábado - 4 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha.
9hs - Grupo Mil e Umas ( integrado pela Flavia Berton (oi Flavinha!), a Livia de Almeida, outros três ou quatro integrantes, é um dos grupos mais famosos e atuantes, com apresentações nacionais e internacionais; criador e organizador do I Festival Internacional de Contadores de Historias, em outubro/99, quando o meu grupo "Ao pé da fogueira" se apresentou no Espaço Aberto). É, eu tive um grupo de contadores de histórias. Foi muito bom, enquanto durou.
10hs - Daniela Chindler ( contadora de historias e produtora de eventos, criadora do " Manhãs de Histórias em Copacabana ", sabados e domingos no Glaucio Gil. O grupo "Ao pé da fogueira" fez bonito nesse evento, foi nesse evento que nos firmamos como grupo. Daniela foi a criadora de outro projeto de sucesso, a contação de histórias na Academia Brasileira de Letras).
10h30m- Grupo Abayomi (mulheres da Cooperativa Abayomi -- boneca negra sem cola ou costura. Elas se apresentam cantando e dançando ciranda, e no final acaba com o público numa roda de ciranda. Quem participou não esquece jamais. Uma celebração à vida e à arte).
11h - As Velhinhas de Santa Teresa (Ainda não vi, mas tenho as melhores referências. Uma das velhinhas, é o premiado --vários Mambembe de Melhor Ator- EMANUEL SANTOS que foi do Grupo Hombu).
12hs - Palco Aberto
13hs - Fátima Café ( famosa contadora de histórias, atriz e diretora teatral. Minha primeira professora de contação de histórias, e a quem devo algumas descobertas que influenciaram o meu estilo de contadora).
14hs- Priscila Camargo (atriz e contadora de histórias que vem se apresentando com sucesso no Brasil e em Portugal com o espetáculo "Boca a Boca" , tanto que já criou o "Boca a Boca II").
15hs- Joaquim de Paula (músico, cantador e contador da melhor qualidade, além de professor, escritor e arte-educador).
16hs - O misterioso rapto da flor do sereno com Renato Peres, Cecilia Lage e
Leo Alves (não conheço o trabalho do grupo).
17hs - Grupo Repertório ( Maria Pompeu, Amaury de Lima e Marcia Bloch. Criado pela atriz, contadora e produtora Maria Pompeu, vem se apresentando com sucesso em multiplos espaços -- praças, igrejas, escolas, teatros, etc...)
18hs- Celso Sisto (um Mestre. Integra o Grupo Morandubetá desde a sua criação, além de contador e ator, escritor premiadíssimo e especialista em literatura infantil e juvenil).
19hs - Do pau-brasil a Oswaldo Cruz, é o cordel que vem à luz com Edmilson
Santini (este eu não conheço, mas o título é bem sacado e merece conferir).
19h40m - Fernando Lébeis e Augusto Pessôa (Dois Mestres. Lébeis contando o mito da Ceyuci e o mito do Serpentario é inesquecível, e o Augusto, contando os contos do Artur Azevedo não tem pra mais ninguém. Tive o privilégio de ser aluna dos dois, na Casa de Leitura).
Domingo - 5 de maio
Mestre de Cerimônias - o mímico e ator Jiddu Saldanha
9hs - Cores, Cantos e Contos de Brasil com Rita Porto, Fáthima Rodrigues e
Renato Peres (não conheço o grupo, mas conheço a Rita -- uma ótima atriz -- e este trabalho é o resultado de uma pesquisa do grupo).
10hs - Augusto Pessôa e Rodrigo Lima (onde tem o contador de histórias, ator, cenografo, figurinista e arte-educador Augusto Pessoa tem qualidade e divertimento garantido. O Rodrigo eu não conheço).
10h40m - Nelson Pimenta> (não tenho referências, sorry).
11hs- Sônia Travassos (idem, sorry).
12hs - Palco Aberto
13hs - Raquel Nader e Laerte Vargas (O Laerte é um ótimo contador -- contando cordel é um arraso -- e se não me engano foi do "Confabulando" e da Raquel tenho uma vaga lembrança).
14hs- Bia Bedran (uma das pioneiras dessa arte, conta, canta e encanta).
15hs- Grupo Confabulando ( formado pela Ana Creton, Maria Clara, Maria Ignês e Olívia Dornelles, um dos mais destacados e atuantes com apresentações em todo o País. Trabalha com a pesquisa de contos populares. O grupo publicou o livro "Contos como a gente conta"-Ed.Memórias Futuras).
16hs - Oswaldo Felipe(Espanha) e Márcio Moura (contos da tradição espanhola e Márcio, sorry, não tenho referências).
17hs - Yoshihira Hioki (Japão) e Maria Clara Cavalcanti (estou curiosa para ver a contação de japonês, e Maria Clara -- ótima contadora, integrante do grupo Confabulando, desde a sua fundação em 1995).
18hs- Jean Michel Hernandez (França) e Benita Prieto (a tradição francêsa e a ótima contadora de histórias Benita, integrante do Morandubetá, desde a sua fundação, especialista em literatura infantil e juvenil, além de organizadora deste evento. Ela é a minha referência primeira de contadora de histórias).
18h30m -Mano Melo (poeta, escritor e contador -- tem um repertório de contos porno/eroticos muito divertidos).
19hs - Horácio Santos (Cabo Verde) e Celso Sisto a dupla promete.
20hs - Diana Tarnofky (Argentina) e Eliana Yunes ( uma dupla respeitável -- a contadora argentina e a Eliana, integrante do Morandubetá, doutora em linguistica e em literatura portuguesa, criadora do PROLER e uma ótima contadora de Shakespeare. Inesquecível o espetáculo do Morandubetá, contando textos de Shakespeare no Teatro II do CCBB. Um grande momento do grupo, e especialmente da contadora de historias e atriz Eliana Yunes).
1.5.02
Voce sabia que eu tenho um blog pessoal ? Ja que voce veio ate aqui, aproveita e da um chegadinha la no Artimanhas.
Duas ou três coisas que eu sei do FILO
Primeira, que começa amanhã e encerra no dia 25 de maio... e que a Nitis Jacon é a diretora artística (ela é uma grande batalhadora e responsável pela continuidade do FILO. Ruth Escobar que nada, sou muito mais a Nitis, que já trouxe até o Kazuo Ohno para Londrina)... e que eu venho pesquisando exaustivamente há mais de uma semana nos principais jornais do País -- JB, OGlobo, Estadão, Folha, bem como os principais do Paraná, e nenhuma linha sobre o FESTIVAL INTERNACIONAL DE LONDRINA... e que o site do FILO que contém a programação esnoba o meu provedor, e eu não consigo acessar a programação -- não passo da primeira página, com a impressão digital e aquele ôlho dentro dela.
Comunicação kafkiana com a administração do FILO
Em virtude do exposto aí em cima, e-mailei para a direção do FILO pedindo a programação para postar aqui, narrando todas as minhas desditas, e inclusive as dificuldade de acessar o site. Para facilitar as coisas para o meu lado, por tão inusitada solicitação já que existia um site do FILO, e que deveria conter a programação, aproveitei para me apresentar (sei lá se a Nitis lembra de mim), e entre outras falas, mencionei o meu trabalho na coordenação e lançamento na extensão Rio do FILO em julho de 1989, como assessora da então FUNDACEN/MINC.
De nada adiantaram as minhas explanações todas,
e a resposta veio curta e inútil:
Informamos que o site do FILO é www.filo.art.br e lá está a programação do evento que será de 01 a 25 de maio
E depois disso, tinha ainda mais duas linhas dizendo que o meu e-mail seria encaminhado a Nitis que estava ocupadíssima, coisa e tal, e a terceira linha era o fecho frio e formal.
Passei outro e-mail reiterando o pedido, e a resposta veio hoje de manhã, "mandamos aqui a programação atachada", e desta vez, mais atencioso e gentil . Daí começou outra tortura virtual: levei mais de duas horas tentando abrir a tal da programação atachada ...e nada. Nessas horas eu penso em desistir do meu provedor, o AOL porque tem esse problema com alguns arquivos.
Saí clicando adoidada, em tudo que eu suspeitava que pudesse resolver esta parada, e quasi pirei porque aparecia sempre lá na barra de navegação frame / archive / nada. htm, e da atachada programação nenhum sinal. E nesta ensandecida faina, comecei a usar ferramentas que comumente eu não uso como um tal de TextPAd, e com ele foi foi detectado o problema quando apareceu lá um texto com a explicação:
Esta página usa frames e seu browser não os carrega
Et alors ? Qu est-ce qu on va faire ? Voila.
Primeira, que começa amanhã e encerra no dia 25 de maio... e que a Nitis Jacon é a diretora artística (ela é uma grande batalhadora e responsável pela continuidade do FILO. Ruth Escobar que nada, sou muito mais a Nitis, que já trouxe até o Kazuo Ohno para Londrina)... e que eu venho pesquisando exaustivamente há mais de uma semana nos principais jornais do País -- JB, OGlobo, Estadão, Folha, bem como os principais do Paraná, e nenhuma linha sobre o FESTIVAL INTERNACIONAL DE LONDRINA... e que o site do FILO que contém a programação esnoba o meu provedor, e eu não consigo acessar a programação -- não passo da primeira página, com a impressão digital e aquele ôlho dentro dela.
Comunicação kafkiana com a administração do FILO
Em virtude do exposto aí em cima, e-mailei para a direção do FILO pedindo a programação para postar aqui, narrando todas as minhas desditas, e inclusive as dificuldade de acessar o site. Para facilitar as coisas para o meu lado, por tão inusitada solicitação já que existia um site do FILO, e que deveria conter a programação, aproveitei para me apresentar (sei lá se a Nitis lembra de mim), e entre outras falas, mencionei o meu trabalho na coordenação e lançamento na extensão Rio do FILO em julho de 1989, como assessora da então FUNDACEN/MINC.
De nada adiantaram as minhas explanações todas,
e a resposta veio curta e inútil:
Informamos que o site do FILO é www.filo.art.br e lá está a programação do evento que será de 01 a 25 de maio
E depois disso, tinha ainda mais duas linhas dizendo que o meu e-mail seria encaminhado a Nitis que estava ocupadíssima, coisa e tal, e a terceira linha era o fecho frio e formal.
Passei outro e-mail reiterando o pedido, e a resposta veio hoje de manhã, "mandamos aqui a programação atachada", e desta vez, mais atencioso e gentil . Daí começou outra tortura virtual: levei mais de duas horas tentando abrir a tal da programação atachada ...e nada. Nessas horas eu penso em desistir do meu provedor, o AOL porque tem esse problema com alguns arquivos.
Saí clicando adoidada, em tudo que eu suspeitava que pudesse resolver esta parada, e quasi pirei porque aparecia sempre lá na barra de navegação frame / archive / nada. htm, e da atachada programação nenhum sinal. E nesta ensandecida faina, comecei a usar ferramentas que comumente eu não uso como um tal de TextPAd, e com ele foi foi detectado o problema quando apareceu lá um texto com a explicação:
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Et alors ? Qu est-ce qu on va faire ? Voila.
29.4.02
Senta que lá vem história
Da Mãe Beata de Yemanjá ao japonês Yoshi Yoki, passando por contadores de Cabo Verde, França, Argentina, Venezuela e Espanha, entre outros. Oficinas, debates com especialistas em literatura oral como o ótimo escritor mineiro o Bartolomeu Campos Queiroz, a Eliana Yunes, a Benita Prieto e o Celso Sisto, o antropologo, escritor, Daniel Munduruku (da tribo Munduruku de Belém do Pará e um dos criadores do IDETI) e espetáculos de contadores nacionais e internacionais compõem a programação do I Simpósio Internacional de Contadores de Histórias - Um encontro para muitas vozes que vai acontecer no Rio de 4 a 8 de maio, no SESC de Copacabana, na PUC e na Biblioteca Pública do Estado, e em mais cinco unidades do SESC-Rio.
Segundo a organizadora do evento, a produtora e especialista em Literatura Infantil e Juvenil pela UFF Benita Prieto, as atividades foram separadas de acordo com o perfil do espectador. Para quem procura entretenimento e diversão, há as sessões gratuitas de contadores nacionais e estrangeiros, na Biblioteca Pública e unidades do Sesc; para quem procura discutir o universo dessa arte, as mesas-redondas servirão como troca de experiências entre diferentes estudiosos, na PUC-Rio.
Já os profissionais interessados nas oficinas, ministradas por contadores estrangeiros, terão a oportunidade rara de ouvir dos próprios palestrantes aspectos das narrativas típicas de suas respectivas culturas.
Uma das novidades que o encontro traz é a Maratona de Contos. São 12 horas ininterruptas (sábado e domingo) em que os contadores se revezarão num palco da Biblioteca Pública Estadual, aberto também para o público contar suas histórias.
Todas as atividades têm entrada franca. Vagas gratuitas e limitadas para as oficinas e debates em mesa redonda. Para os espetáculos de contadores de histórias, haverá distribuição de senhas uma hora antes de cada sessão.
Informações e inscrições: (21) 3860 6246. e-mail: morandubeta@ig.com.br
4 de maio (sábado) - Sessão de Contadores de Histórias
Apresentações em 5 unidades do SESC RJ
14 horas
SESC Madureira - Horacio Santos (Cabo Verde) e Celso Sisto (Brasil)
16 horas
SESC Tijuca - Horácio Santos (Cabo Verde) e Benita Prieto (Brasil)
SESC Engenho de Dentro - Yoshihira Hioki (Japão) e Maria Clara Cavalcanti (Brasil)
SESC Ramos - Diana Tarnofky (Argentina) e Eliana Yunes (Brasil)
SESC Nova Iguaçu - Oswaldo Felipe (Espanha) e Márcio Moura (Brasil)
4 e 5 de maio (sábado e domingo) das 9h às 21h - Maratona de Contos
Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro
Durante 12 horas no sábado e 12 horas no domingo, ininterruptamente, contadores de histórias brasileiros e estrangeiros se revezarão em sessões de contos. Também haverá espaço para que o público possa participar, narrando suas histórias.
Já estão confirmados, entre outros Augusto Pessoa, Fernando Lébeis, Celso Sisto, José Mauro Brant, Bia Bedran, Fatima Café, Maria Pompeu, Daniela Schindler, Priscila Camargo, Grupo Confabulando, Grupo Mil e Umas e As Velhinhas de Santa Teresa.
6 de maio (segunda) a partir das 19h
Abertura Oficial do Evento - SESC Copacabana
19h - Abertura
19h30 - Rolando Boldrin conta "causos"
20h - Talk-show com apresentação de Leda Nagle entrevistando contadores internacionais
22h - Coquetel
7 de maio (terça) P U C - Rio - Manhã:Salão do Conselho Universitário
9h às 12h - Mesa redonda: A permanência da oralidade na literatura contemporânea
Mediador: Eliana Yunes.
Convidados: Bartolomeu Campos Queiroz (MG), Marta Morais (PR), Marieta Moraes (RJ), Daniel Munduruku (SP) e Dunia de Barnola (Venezuela)
12h - Espetáculo de Contadores no Campus
Diana Tarnofky (Argentina), Oswaldo Felipe (Espanha) e Daniel Munduruku (Brasil)
SESC Copacabana
14h - Histórias com Filoteus (BA)
15h às 18h - Cinco oficinas com contadores internacionais (Jean Michel Hernandez, Horácio Santos, Dunia de Barnola, Diana Tarnofky e Oswaldo Felipe)
19h - Espetáculos com contadores internacionais: Horácio Santos (Cabo Verde), Yoshihira Hioki (Japão) e Jean Michel Hernandes (França)
8 de maio (quarta) P U C - Rio- Manhã:Salão do Conselho Universitário
9h às 12h - Mesa Redonda: A narração de histórias da pré-escola à Universidade.
Mediador: Vera Souza Lima.
Convidados: Marly Amarilha (RN), Célia Linhares (RJ), Horácio Santos (Cabo Verde) e Sergio Rivero (BA)
12h - Espetáculo de Contadores no Campus
Jean Michel Hernandez (França), Yoshi Hioki (Japão) e Mãe Beata de Yemanjá (RJ)
SESC Copacabana
14h - Histórias com Filoteus (BA)
15 às 18h - Cinco oficinas com contadores internacionais (Yoshi Hioki, Horácio Santos, Dunia de Barnola, Diana Tarnofky e Oswaldo Felipe)
19h - Espetáculos com contadores internacionais: Dunia de Barnola (Venezuela), Oswaldo Felipe (Espanha), Diana Tarnofky (Argentina) e homenagem a Drummond com contadores brasileiros.
21h - "Gosto Drummond" - coquetel mineiro.
Da Mãe Beata de Yemanjá ao japonês Yoshi Yoki, passando por contadores de Cabo Verde, França, Argentina, Venezuela e Espanha, entre outros. Oficinas, debates com especialistas em literatura oral como o ótimo escritor mineiro o Bartolomeu Campos Queiroz, a Eliana Yunes, a Benita Prieto e o Celso Sisto, o antropologo, escritor, Daniel Munduruku (da tribo Munduruku de Belém do Pará e um dos criadores do IDETI) e espetáculos de contadores nacionais e internacionais compõem a programação do I Simpósio Internacional de Contadores de Histórias - Um encontro para muitas vozes que vai acontecer no Rio de 4 a 8 de maio, no SESC de Copacabana, na PUC e na Biblioteca Pública do Estado, e em mais cinco unidades do SESC-Rio.
Segundo a organizadora do evento, a produtora e especialista em Literatura Infantil e Juvenil pela UFF Benita Prieto, as atividades foram separadas de acordo com o perfil do espectador. Para quem procura entretenimento e diversão, há as sessões gratuitas de contadores nacionais e estrangeiros, na Biblioteca Pública e unidades do Sesc; para quem procura discutir o universo dessa arte, as mesas-redondas servirão como troca de experiências entre diferentes estudiosos, na PUC-Rio.
Já os profissionais interessados nas oficinas, ministradas por contadores estrangeiros, terão a oportunidade rara de ouvir dos próprios palestrantes aspectos das narrativas típicas de suas respectivas culturas.
Uma das novidades que o encontro traz é a Maratona de Contos. São 12 horas ininterruptas (sábado e domingo) em que os contadores se revezarão num palco da Biblioteca Pública Estadual, aberto também para o público contar suas histórias.
Todas as atividades têm entrada franca. Vagas gratuitas e limitadas para as oficinas e debates em mesa redonda. Para os espetáculos de contadores de histórias, haverá distribuição de senhas uma hora antes de cada sessão.
Informações e inscrições: (21) 3860 6246. e-mail: morandubeta@ig.com.br
4 de maio (sábado) - Sessão de Contadores de Histórias
Apresentações em 5 unidades do SESC RJ
14 horas
SESC Madureira - Horacio Santos (Cabo Verde) e Celso Sisto (Brasil)
16 horas
SESC Tijuca - Horácio Santos (Cabo Verde) e Benita Prieto (Brasil)
SESC Engenho de Dentro - Yoshihira Hioki (Japão) e Maria Clara Cavalcanti (Brasil)
SESC Ramos - Diana Tarnofky (Argentina) e Eliana Yunes (Brasil)
SESC Nova Iguaçu - Oswaldo Felipe (Espanha) e Márcio Moura (Brasil)
4 e 5 de maio (sábado e domingo) das 9h às 21h - Maratona de Contos
Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro
Durante 12 horas no sábado e 12 horas no domingo, ininterruptamente, contadores de histórias brasileiros e estrangeiros se revezarão em sessões de contos. Também haverá espaço para que o público possa participar, narrando suas histórias.
Já estão confirmados, entre outros Augusto Pessoa, Fernando Lébeis, Celso Sisto, José Mauro Brant, Bia Bedran, Fatima Café, Maria Pompeu, Daniela Schindler, Priscila Camargo, Grupo Confabulando, Grupo Mil e Umas e As Velhinhas de Santa Teresa.
6 de maio (segunda) a partir das 19h
Abertura Oficial do Evento - SESC Copacabana
19h - Abertura
19h30 - Rolando Boldrin conta "causos"
20h - Talk-show com apresentação de Leda Nagle entrevistando contadores internacionais
22h - Coquetel
7 de maio (terça) P U C - Rio - Manhã:Salão do Conselho Universitário
9h às 12h - Mesa redonda: A permanência da oralidade na literatura contemporânea
Mediador: Eliana Yunes.
Convidados: Bartolomeu Campos Queiroz (MG), Marta Morais (PR), Marieta Moraes (RJ), Daniel Munduruku (SP) e Dunia de Barnola (Venezuela)
12h - Espetáculo de Contadores no Campus
Diana Tarnofky (Argentina), Oswaldo Felipe (Espanha) e Daniel Munduruku (Brasil)
SESC Copacabana
14h - Histórias com Filoteus (BA)
15h às 18h - Cinco oficinas com contadores internacionais (Jean Michel Hernandez, Horácio Santos, Dunia de Barnola, Diana Tarnofky e Oswaldo Felipe)
19h - Espetáculos com contadores internacionais: Horácio Santos (Cabo Verde), Yoshihira Hioki (Japão) e Jean Michel Hernandes (França)
8 de maio (quarta) P U C - Rio- Manhã:Salão do Conselho Universitário
9h às 12h - Mesa Redonda: A narração de histórias da pré-escola à Universidade.
Mediador: Vera Souza Lima.
Convidados: Marly Amarilha (RN), Célia Linhares (RJ), Horácio Santos (Cabo Verde) e Sergio Rivero (BA)
12h - Espetáculo de Contadores no Campus
Jean Michel Hernandez (França), Yoshi Hioki (Japão) e Mãe Beata de Yemanjá (RJ)
SESC Copacabana
14h - Histórias com Filoteus (BA)
15 às 18h - Cinco oficinas com contadores internacionais (Yoshi Hioki, Horácio Santos, Dunia de Barnola, Diana Tarnofky e Oswaldo Felipe)
19h - Espetáculos com contadores internacionais: Dunia de Barnola (Venezuela), Oswaldo Felipe (Espanha), Diana Tarnofky (Argentina) e homenagem a Drummond com contadores brasileiros.
21h - "Gosto Drummond" - coquetel mineiro.
27.4.02
Cultivemos o riso. Mas nao um riso que discrimine o outro pela sua cor, religiao, etnia, gostos e costumes.Cultivemos o riso para celebrar as nossas diferenças. Um riso que seja como a propria vida: multiplo, diverso, generoso. Enquanto rirmos estaremos em Paz. Joao Pessoa, 2 de dezembro de 2001 -- Declaraçao do Riso da Terra. (Trecho da Carta da Paraiba-- manifesto dos Palhaços do Mundo, reunidos na Paraiba no Festival Riso da Terra).
Casa de atores brasileiros vira palco teatral em Londres
Tereza Araujo e Franko Figueiredo -- dois atores baianos morando em Londres -- encenam na propria casa ao Sul da capital inglesa, um espetaculo que tem como tema a violencia domestica, baseado em contos da Clarice Lispector. Mais detalhes aqui.
Tereza Araujo e Franko Figueiredo -- dois atores baianos morando em Londres -- encenam na propria casa ao Sul da capital inglesa, um espetaculo que tem como tema a violencia domestica, baseado em contos da Clarice Lispector. Mais detalhes aqui.
Despedida teatral no Rio: 26 peças saem de cartaz este fim de semana
O número assusta, mas é verdade. 26 peças saem de cartaz este fim de semana na cidade. Comédias, dramas, musicais, monólogos, adolescente. As opções variam para todos os gostos e estilos. Algumas merecem destaque -- segundo o jornal OGlobo -- como o musical ''Um dia de sol em shangri-lá'', ''A farsa da boa preguiça'', de Ariano Suassuna (esta eu pretendo ver até amanhã,um dos melhores ou melhor texto teatral do Mestre Suassuna) e ''Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come'', com Leandra Leal e Murilo Rosa.
CONFISSÕES DE ADOLESCENTE: Teatro dos Grandes Atores (Sala Azul): Av. das Américas 3.555, Shopping Barra Square, Barra — 3325-1645. Sex e sáb, às 19h. Dom, às 18h30m. R$ 15. 75 minutos.
CONVERSA PRIVADA: Teatro Municipal de Niterói: Rua Quinze de Novembro 35, Centro — 2620-1624. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 20. 80 minutos.
CORAÇÃO INQUIETO Espaço Cultural Sérgio Porto: Rua Humaitá 163, Humaitá — 2266 0896. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15 e R$ 1 (dom). 90 minutos.
UM DIA DE SOL EM SHANGRILÁ Café Teatro de Arena: Rua Siqueira Campos 143, Copacabana — 2235-5348. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 18h. R$ 25 (qui, sex e dom) e R$ 30 (sáb). 85 minutos.
EVITA PERÓN: UM MUSICAL DE TANGOS Teatro Galeria: Rua Senador Vergueiro 93, Flamengo — 2285-9130. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 15. 80 minutos.
FAMÍLIA BRASIL Espaço Paissandu: Travessa dos Tamoios 40 B, Flamengo — 2265-1166. Sáb, às 19h. R$ 10. 90 minutos.
FARSA DA BOA PREGUIÇA Teatro do Planetário da Gávea/ Maria Clara Machado: Av. Padre Leonel Franca 240, Gávea — 2274-7722. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10 e R$ 1 (dom). 80 minutos.
FEDRA Teatro Sesc-Engenho de Dentro: Av. Amaro Cavalcante 1661, Engenho de Dentro — 2596-3181. Qui a sáb, às 20h. R$ 5. 90 minutos.
FLORES URBANAS: Sala Paraíso do Teatro Carlos Gomes: Praça Tiradentes s/n, Centro — 2232-8701. Qui a dom, às 18h. R$ 10 e R$ 1 (dom). 60 minutos.
JUDAS E SUA REENCARNAÇÃO COMO JOANA D’ARC: Teatro Feic: Estrada Pau Ferro 1.344, Freguesia — 2425-3178. Sáb, às 20h. Dom, às 19h. R$ 15.
OS MONGABOYS: Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/n , Copacabana — 2547-7003. Qua a sáb, às 19h. R$ 10. 60 minutos.
NAVEGAR É PRECISO... : Casa de Cultura Laura Alvim: Av. Vieira Souto, 176 Ipanema — 2247-6946. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 75 minutos.
PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO Teatro do Colégio Sagrado Coração de Maria: Rua Tonelero 56, Copacabana — 2236-2511. Sex a dom, às 20h. R$ 8. 80 minutos.
A PAZ: Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde s/n, Copacabana — 2547-7003. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10. 120 minutos.
QUALQUER GATO VIRA-LATA TEM UMA VIDA SEXUAL MAIS SADIA QUE A NOSSA: Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3 piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-7246. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 25 (qui, sex e dom) e R$ 30 (sáb). 100 minutos. Até 28 de abril.
RESGATE Café Cultural: Rua São Clemente 409, Botafogo — 2535-6338. Sáb e dom, às 20h. R$ 10. 80 minutos.
SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME Teatro Abel: Rua Mário Alves 2, Centro, Niterói — 2620-3232. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 130 minutos.
SEU PALÁCIO CONTA ESTÓRIAS: Museu da República: Rua do Catete 153, Catete — 2558-5350. Sáb e dom, às 17h30m. R$ 10. 70 minutos.
SILVIA Teatro Carlos Gomes: Praça Tiradentes s/n , Centro — 2232-8701. Qui, sex e dom, às 19h30m. Sáb, às 21h. R$ 10 e R$ 1 (dom). 90 minutos.
SENTENÇA DE VIDA: Casarão Cultural dos Arcos: Rua Mem de Sá 23, Lapa — 2252-8910. Sex a dom, às 19h. R$ 10. 50 minutos.
SIMPLESMENTE COMÉDIA: Teatro Henriqueta Brieba:Rua Conde de Bonfim 451, Tijuca — 2570-1012. Sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10. 60 minutos.
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO: Espaço Cultural Constituição: Rua da Constituição 34, Centro — 2242-3102. Sáb, às 19h. 90 minutos. R$ 5.
TRIÂNGULO AMOROSO: Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824, Ipanema — 2523-9794. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10 (qui), R$ 15 (sex e dom) e R$ 20 (sáb). 90 minutos.
TODO MUNDO TEM PROBLEMAS SEXUAIS: Teatro dos Grandes Atores (Sala Azul): Av. das Américas 3.555, Barra — 3325 1645. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 70 minutos.
TUDO NO TIMING: Café Pequeno/Teatros do Rio: Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon — 2294-4480. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15 e R$ 1 (dom). 90 minutos.
VAI ESCREVER MAIS POESIA: Casarão Cultural dos Arcos: Av. Mem de Sá 23, Lapa — 2252-8910. Reservas: 9603-9745 Sex a dom, às 21h. R$ 1,99 (sex) e R$ 7 (sáb e dom). 80 minutos.
PS. Não estranhem o preço de R$ 1,00. Todo o ultimo domingo de cada mês os teatros, lons culturais, etc. da Prefeitura, estarão com esse preço promocional.
O número assusta, mas é verdade. 26 peças saem de cartaz este fim de semana na cidade. Comédias, dramas, musicais, monólogos, adolescente. As opções variam para todos os gostos e estilos. Algumas merecem destaque -- segundo o jornal OGlobo -- como o musical ''Um dia de sol em shangri-lá'', ''A farsa da boa preguiça'', de Ariano Suassuna (esta eu pretendo ver até amanhã,um dos melhores ou melhor texto teatral do Mestre Suassuna) e ''Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come'', com Leandra Leal e Murilo Rosa.
CONFISSÕES DE ADOLESCENTE: Teatro dos Grandes Atores (Sala Azul): Av. das Américas 3.555, Shopping Barra Square, Barra — 3325-1645. Sex e sáb, às 19h. Dom, às 18h30m. R$ 15. 75 minutos.
CONVERSA PRIVADA: Teatro Municipal de Niterói: Rua Quinze de Novembro 35, Centro — 2620-1624. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 20. 80 minutos.
CORAÇÃO INQUIETO Espaço Cultural Sérgio Porto: Rua Humaitá 163, Humaitá — 2266 0896. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15 e R$ 1 (dom). 90 minutos.
UM DIA DE SOL EM SHANGRILÁ Café Teatro de Arena: Rua Siqueira Campos 143, Copacabana — 2235-5348. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 18h. R$ 25 (qui, sex e dom) e R$ 30 (sáb). 85 minutos.
EVITA PERÓN: UM MUSICAL DE TANGOS Teatro Galeria: Rua Senador Vergueiro 93, Flamengo — 2285-9130. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 15. 80 minutos.
FAMÍLIA BRASIL Espaço Paissandu: Travessa dos Tamoios 40 B, Flamengo — 2265-1166. Sáb, às 19h. R$ 10. 90 minutos.
FARSA DA BOA PREGUIÇA Teatro do Planetário da Gávea/ Maria Clara Machado: Av. Padre Leonel Franca 240, Gávea — 2274-7722. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10 e R$ 1 (dom). 80 minutos.
FEDRA Teatro Sesc-Engenho de Dentro: Av. Amaro Cavalcante 1661, Engenho de Dentro — 2596-3181. Qui a sáb, às 20h. R$ 5. 90 minutos.
FLORES URBANAS: Sala Paraíso do Teatro Carlos Gomes: Praça Tiradentes s/n, Centro — 2232-8701. Qui a dom, às 18h. R$ 10 e R$ 1 (dom). 60 minutos.
JUDAS E SUA REENCARNAÇÃO COMO JOANA D’ARC: Teatro Feic: Estrada Pau Ferro 1.344, Freguesia — 2425-3178. Sáb, às 20h. Dom, às 19h. R$ 15.
OS MONGABOYS: Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/n , Copacabana — 2547-7003. Qua a sáb, às 19h. R$ 10. 60 minutos.
NAVEGAR É PRECISO... : Casa de Cultura Laura Alvim: Av. Vieira Souto, 176 Ipanema — 2247-6946. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 75 minutos.
PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO Teatro do Colégio Sagrado Coração de Maria: Rua Tonelero 56, Copacabana — 2236-2511. Sex a dom, às 20h. R$ 8. 80 minutos.
A PAZ: Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde s/n, Copacabana — 2547-7003. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10. 120 minutos.
QUALQUER GATO VIRA-LATA TEM UMA VIDA SEXUAL MAIS SADIA QUE A NOSSA: Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3 piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-7246. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 25 (qui, sex e dom) e R$ 30 (sáb). 100 minutos. Até 28 de abril.
RESGATE Café Cultural: Rua São Clemente 409, Botafogo — 2535-6338. Sáb e dom, às 20h. R$ 10. 80 minutos.
SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME Teatro Abel: Rua Mário Alves 2, Centro, Niterói — 2620-3232. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15. 130 minutos.
SEU PALÁCIO CONTA ESTÓRIAS: Museu da República: Rua do Catete 153, Catete — 2558-5350. Sáb e dom, às 17h30m. R$ 10. 70 minutos.
SILVIA Teatro Carlos Gomes: Praça Tiradentes s/n , Centro — 2232-8701. Qui, sex e dom, às 19h30m. Sáb, às 21h. R$ 10 e R$ 1 (dom). 90 minutos.
SENTENÇA DE VIDA: Casarão Cultural dos Arcos: Rua Mem de Sá 23, Lapa — 2252-8910. Sex a dom, às 19h. R$ 10. 50 minutos.
SIMPLESMENTE COMÉDIA: Teatro Henriqueta Brieba:Rua Conde de Bonfim 451, Tijuca — 2570-1012. Sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10. 60 minutos.
SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO: Espaço Cultural Constituição: Rua da Constituição 34, Centro — 2242-3102. Sáb, às 19h. 90 minutos. R$ 5.
TRIÂNGULO AMOROSO: Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824, Ipanema — 2523-9794. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 10 (qui), R$ 15 (sex e dom) e R$ 20 (sáb). 90 minutos.
TODO MUNDO TEM PROBLEMAS SEXUAIS: Teatro dos Grandes Atores (Sala Azul): Av. das Américas 3.555, Barra — 3325 1645. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 25 (sex e dom) e R$ 30 (sáb). 70 minutos.
TUDO NO TIMING: Café Pequeno/Teatros do Rio: Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon — 2294-4480. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 15 e R$ 1 (dom). 90 minutos.
VAI ESCREVER MAIS POESIA: Casarão Cultural dos Arcos: Av. Mem de Sá 23, Lapa — 2252-8910. Reservas: 9603-9745 Sex a dom, às 21h. R$ 1,99 (sex) e R$ 7 (sáb e dom). 80 minutos.
PS. Não estranhem o preço de R$ 1,00. Todo o ultimo domingo de cada mês os teatros, lons culturais, etc. da Prefeitura, estarão com esse preço promocional.
Oficina de máscaras com o Moitará
O Grupo Moitará estará ministrando uma oficina intitulada O Jôgo da Máscara Teatral, com vagas limitadas, dirigida para atores e bailarinos, e tendo como objetivo desenvolver um treinamento do ator com a linguagem da máscara teatral,
no Baixo Santa do Alto Glória, à Rua Hermenegildo de Barros, 71 - em Santa Teresa.
Data:
9,10,11,12, 14, 16 e 17 de maio.
terças e quintas das 18:00 às 22:00 horas;
sextas das 20:00 às 23:00 horas;
sábado e domingo das 14:00 às 18:00 horas.
Inscrições
Telefax: 21 - 22 25 14 77 / e-mail do Grupo -- Telefone: 21 - 22 10 06 53 ( com Fabiana - das 8:00 às 17:00 horas, no local da oficina )
grupo.moitara@uol.com.br
http://sites.uol.com.br/grupo.moitara
O Grupo Moitará estará ministrando uma oficina intitulada O Jôgo da Máscara Teatral, com vagas limitadas, dirigida para atores e bailarinos, e tendo como objetivo desenvolver um treinamento do ator com a linguagem da máscara teatral,
no Baixo Santa do Alto Glória, à Rua Hermenegildo de Barros, 71 - em Santa Teresa.
Data:
9,10,11,12, 14, 16 e 17 de maio.
terças e quintas das 18:00 às 22:00 horas;
sextas das 20:00 às 23:00 horas;
sábado e domingo das 14:00 às 18:00 horas.
Inscrições
Telefax: 21 - 22 25 14 77 / e-mail do Grupo -- Telefone: 21 - 22 10 06 53 ( com Fabiana - das 8:00 às 17:00 horas, no local da oficina )
grupo.moitara@uol.com.br
http://sites.uol.com.br/grupo.moitara
18.4.02
O que importa, sempre, é levar a consciencia corporal até os alunos porque penso que bem mais importante do que conhecer o espirito é saber que o corpo existe, está aqui comigo e dependo dele para viver. Cada um começa a descobrir o próprio corpo, seu ritmo, e sòmente aí esse corpo pode começar a dançar, interpretar, se expressar. Nisso não há nada de esotérico, divino ou coisa assim:
quero apenas recuperar o lado lúdico do movimento. KLAUSS VIANNA 1928/1992.
Em memória do bailarino, coreógrafo, ator e professor Klauss Vianna - um dos ícones da dança contemporanea e do teatro brasileiros, registrando os dez anos de sua ausência e que se completaram no dia 12 de abril.
quero apenas recuperar o lado lúdico do movimento. KLAUSS VIANNA 1928/1992.
Em memória do bailarino, coreógrafo, ator e professor Klauss Vianna - um dos ícones da dança contemporanea e do teatro brasileiros, registrando os dez anos de sua ausência e que se completaram no dia 12 de abril.
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Aqui no JB de hoje, uma entrevista com a Denise Namura, falando do espetáculo que estréia hoje no Teatro II do CCBB, e vai até domingo. Aí na matéria, ela foi até modestinha, falou do sucesso deste espetáculo na Europa, mas não falou do sucesso das oficinas e os vários módulos do curso que atraem bailarinos, cantores, atores e circenses da Europa toda. Nos três módulos que eu fiz tinha uma alemã cantante de ópera, uma russa circense, uma bailarina inglêsa, e um ator de Lion, que vieram a Paris especialmente para fazer o curso com À FLeur du Peau.
Aqui no JB de hoje, uma entrevista com a Denise Namura, falando do espetáculo que estréia hoje no Teatro II do CCBB, e vai até domingo. Aí na matéria, ela foi até modestinha, falou do sucesso deste espetáculo na Europa, mas não falou do sucesso das oficinas e os vários módulos do curso que atraem bailarinos, cantores, atores e circenses da Europa toda. Nos três módulos que eu fiz tinha uma alemã cantante de ópera, uma russa circense, uma bailarina inglêsa, e um ator de Lion, que vieram a Paris especialmente para fazer o curso com À FLeur du Peau.
Latitude Zero -- o que acontece na terra de ninguém quando alguém chega
Pela primeira vez eu falo em cinema aqui neste blog. Um dos filmes mais interessantes e instigantes que eu assistí nos ultimos tempos: LATITUDE ZERO , com direção do talentoso e competente diretor TONI VENTURI. O filme tem uma proposta de inteiração da linguagem teatro e cinema. É como se fosse um teatro filmado, um só cenário e dois ótimos atores. O filme que conta uma visceral historia de amor em um garimpo abandonado no coração do Brasil, foi escolhido na seleção oficial do Festival de Berlim, no ano passado.
O filme é épico, é tragedia grega, tem toda a dimensão trágica e a beleza das grandes tragédias gregas, num filme belo e ousado, com cenas que tinham tudo para derrubar a proposta do filme, não fosse o talento e a competencia dos dois interpretes, DÉBORA DUBOC e CLAUDIO JABORANDY, e a direção sensível e inteligente de quem conhece o seu métier -- só deem uma espiadinha aqui no curriculo do diretor e da atriz para constatar. Fiquei com vontade de vê-los também no teatro. Os atores -- merecidamente -- ganharam diversos prêmios nacionais e internacionais.
O filme está em cartaz também em São Paulo, e teve por lá um interessante debate com a participação do crítico teatral Sérgio Coelho, do dramaturgo Fernando Bonassi e do Zé Celso, é o que contou num e-mail enviado para este blog, o Toni Venturi (ele já morou aqui no Rio) e gostaria de convidar o povo do teatro do Rio para conferir. E não só o povo do teatro deve assistir, mas é um filme obrigatório para quem aprecia um filme de qualidade. O filme entrou em cartaz na sexta feira passada no ESPAÇO UNIBANCO 3 e UCI 9 New York Centre.
"Latitude Zero", é o primeiro longa-metragem da produtora de cinema e teatro a Olhar Imaginario - www. olharimaginario.com.br - dirigida pelo Toni Venturi.
Pela primeira vez eu falo em cinema aqui neste blog. Um dos filmes mais interessantes e instigantes que eu assistí nos ultimos tempos: LATITUDE ZERO , com direção do talentoso e competente diretor TONI VENTURI. O filme tem uma proposta de inteiração da linguagem teatro e cinema. É como se fosse um teatro filmado, um só cenário e dois ótimos atores. O filme que conta uma visceral historia de amor em um garimpo abandonado no coração do Brasil, foi escolhido na seleção oficial do Festival de Berlim, no ano passado.
O filme é épico, é tragedia grega, tem toda a dimensão trágica e a beleza das grandes tragédias gregas, num filme belo e ousado, com cenas que tinham tudo para derrubar a proposta do filme, não fosse o talento e a competencia dos dois interpretes, DÉBORA DUBOC e CLAUDIO JABORANDY, e a direção sensível e inteligente de quem conhece o seu métier -- só deem uma espiadinha aqui no curriculo do diretor e da atriz para constatar. Fiquei com vontade de vê-los também no teatro. Os atores -- merecidamente -- ganharam diversos prêmios nacionais e internacionais.
O filme está em cartaz também em São Paulo, e teve por lá um interessante debate com a participação do crítico teatral Sérgio Coelho, do dramaturgo Fernando Bonassi e do Zé Celso, é o que contou num e-mail enviado para este blog, o Toni Venturi (ele já morou aqui no Rio) e gostaria de convidar o povo do teatro do Rio para conferir. E não só o povo do teatro deve assistir, mas é um filme obrigatório para quem aprecia um filme de qualidade. O filme entrou em cartaz na sexta feira passada no ESPAÇO UNIBANCO 3 e UCI 9 New York Centre.
"Latitude Zero", é o primeiro longa-metragem da produtora de cinema e teatro a Olhar Imaginario - www. olharimaginario.com.br - dirigida pelo Toni Venturi.
16.4.02
Vocês já conhecem a Interpalco? Eu recomendo, e não é porque eu colaborei neste número. Vale dar uma conferida
11.4.02
Café com queijo no SESC Belenzinho, em São Paulo
Estreiou neste final de semana na capital paulista o espetáculo "CAFÉ COM QUEIJO", criação coletiva dos atores do Lume: Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hudson e Renato Ferracini, que eu tive o privilégio de assistir aqui no Rio no final de janeiro deste ano. Absolutamente imperdível. Depois deste trabalho vai ser difícil aceitar qualquer outra abordagem de tipos humanos do interior do Brasil. Eles foram muito competentes na pesquisa dos tipos, na delicadeza da abordagem e na mimesis corporal perfeita.
Local: SESC Belenzinho – Galpão do Meio - Av. Álvaro Ramos 915 – São Paulo - SP (próximo à estação Belém).
Data: dias 06,07,13,14,20,21,27 e 28 de Abril (Sábados e Domingos)
Horário: 21:00 hs
Ingressos: R$15,00 (inteira)
R$ 7,50 (estudantes, idosos, aposentados e usuários matriculados do
SESC)
R$ 5,00 (trabalhadores do comércio e serviços)
Compra antecipada de ingressos nas unidades integradas da rede
SESC de São Paulo.
Informações: Fone: 0 XX 11 6605-8143 – SESC Belenzinho
Fone: 0 XX 19 3289-9869 – LUME
ATENÇÃO: Espetáculo para 100 espectadores, compre seu ingresso com
antecedência!
Atividades do Lume na Barão Geraldo, em Campinas
"KELBILIN, O CÃO DA DIVINDADE"
Local: Sede do LUME - Barão Geraldo - Campinas - para saber como chegar em nossa sede acesse www.unicamp.br/lume e clique em SEDE.
Data: dias 10,11,12,17,18,19,24,25 e 26 de Abril (Quartas a Sextas)
Horário: 2l,00 hs.
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudantes)
Informações: 0XX193289-9869
ATENÇÃO: Espetáculo para 21 espectadores, compre seu ingresso com
antecedência!
SE ESSA RUA FOSSE NOSSA
Semana de Reflexão sobre Arte, Moradores de Rua e Extensão Universitária
Argumento e Organização do Grupo Matula Teatro - Barão Geraldo - Campinas
Perído: de 08 a 24 de Abril com palestras, debates, demonstrações de
trabalho e espetáculos
Local dos encontros e Espetáculo: Centro de Convenções da UNICAMP e
Confraria da Dança
Espetáculo "Vizinhos do fundo"
Horários: quinta à sábado às 21:00 e domingo às 20-00
No Domingo dia 14
15:00 - Demonstração Técnica sobre o processo de criação do espetáculo
"Vizinhos do Fundo"
local - Confraria da Dança
Rua 10 de Março, 497 - Guanabara
Para saber detalhes sobre os espetáculos e adquirir nossas publicações via
correio acesse nossa home-page www.unicamp.br/lume !!!
Estreiou neste final de semana na capital paulista o espetáculo "CAFÉ COM QUEIJO", criação coletiva dos atores do Lume: Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hudson e Renato Ferracini, que eu tive o privilégio de assistir aqui no Rio no final de janeiro deste ano. Absolutamente imperdível. Depois deste trabalho vai ser difícil aceitar qualquer outra abordagem de tipos humanos do interior do Brasil. Eles foram muito competentes na pesquisa dos tipos, na delicadeza da abordagem e na mimesis corporal perfeita.
Local: SESC Belenzinho – Galpão do Meio - Av. Álvaro Ramos 915 – São Paulo - SP (próximo à estação Belém).
Data: dias 06,07,13,14,20,21,27 e 28 de Abril (Sábados e Domingos)
Horário: 21:00 hs
Ingressos: R$15,00 (inteira)
R$ 7,50 (estudantes, idosos, aposentados e usuários matriculados do
SESC)
R$ 5,00 (trabalhadores do comércio e serviços)
Compra antecipada de ingressos nas unidades integradas da rede
SESC de São Paulo.
Informações: Fone: 0 XX 11 6605-8143 – SESC Belenzinho
Fone: 0 XX 19 3289-9869 – LUME
ATENÇÃO: Espetáculo para 100 espectadores, compre seu ingresso com
antecedência!
Atividades do Lume na Barão Geraldo, em Campinas
"KELBILIN, O CÃO DA DIVINDADE"
Local: Sede do LUME - Barão Geraldo - Campinas - para saber como chegar em nossa sede acesse www.unicamp.br/lume e clique em SEDE.
Data: dias 10,11,12,17,18,19,24,25 e 26 de Abril (Quartas a Sextas)
Horário: 2l,00 hs.
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudantes)
Informações: 0XX193289-9869
ATENÇÃO: Espetáculo para 21 espectadores, compre seu ingresso com
antecedência!
SE ESSA RUA FOSSE NOSSA
Semana de Reflexão sobre Arte, Moradores de Rua e Extensão Universitária
Argumento e Organização do Grupo Matula Teatro - Barão Geraldo - Campinas
Perído: de 08 a 24 de Abril com palestras, debates, demonstrações de
trabalho e espetáculos
Local dos encontros e Espetáculo: Centro de Convenções da UNICAMP e
Confraria da Dança
Espetáculo "Vizinhos do fundo"
Horários: quinta à sábado às 21:00 e domingo às 20-00
No Domingo dia 14
15:00 - Demonstração Técnica sobre o processo de criação do espetáculo
"Vizinhos do Fundo"
local - Confraria da Dança
Rua 10 de Março, 497 - Guanabara
Para saber detalhes sobre os espetáculos e adquirir nossas publicações via
correio acesse nossa home-page www.unicamp.br/lume !!!
Oficina de perna-de-pau na Fundição Progresso
Na próxima terça-feira, dia l6 de abril terá início a oficina de perna de pau com Priscila Duarte e Ricardo Gomes, do Teatro Diadokai. A oficina que terá a duração de três semanas vai até o dia 2 de maio. As aulas serão no Espaço 1 da Fundição Progresso, sempre às terças, quartas e quintas das 19 às 22hs. Vagas limitadas. Uma ótima oportunidade para atores, bailarinos ou mesmo para aqueles que quiserem mais um interessante aprendizado para a sua vida. E o prêço do curso é dos mais camaradas: cem reais.
Através da ampliação do jogo de equilíbrio/desequilíbrio da posição ereta, as pernas-de-pau são capazes de proporcionar novas possibilidades de expressão e de presença. O crescimento da figura em cena e a sensação de risco experimentada pelo espectador garantem ainda um alto nível de espetacularidade. As pernas-de-pau também podem ser consideradas como um palco ambulante, destacam o corpo do ator acima das cabeças da multidão. Entretanto, é preciso andar sobre as pernas-de-pau com segurança, leveza e desenvoltura, deste modo, o espectador pode esquecê-las e entrar no jogo proposto pelo espetáculo.
Nesta oficina os alunos terão oportunidade de aprender a andar sobre as pernas-de-pau, reaprendendo a equilibrar-se exatamente como na primeira infância. Trabalharemos exercícios básicos e desenvolveremos elementos de dança como corridas, saltos e piruetas, individualmente ou em grupo. Trabalharemos com bastões, girando-os e lançando-os. Também aprenderemos várias formas de descer até o chão e se levantar. Durante o curso, o aluno também terá oportunidade de conhecer a metodologia de trabalho do Teatro Diadokai, que se utiliza de princípios e exercícios das tradições ocidental e oriental.
De 16 de abril a 2 de maio 3as, 4as e 5as das 19 às 22 hs. Vagas limitadas
Fundição Progresso (espaço 1) Rua dos arcos, 24 - Lapa
Informações e inscrições: 9677 1055 (Dani) - 3852 7022 (Ivana) - diadokai@alternex.com.br
Na próxima terça-feira, dia l6 de abril terá início a oficina de perna de pau com Priscila Duarte e Ricardo Gomes, do Teatro Diadokai. A oficina que terá a duração de três semanas vai até o dia 2 de maio. As aulas serão no Espaço 1 da Fundição Progresso, sempre às terças, quartas e quintas das 19 às 22hs. Vagas limitadas. Uma ótima oportunidade para atores, bailarinos ou mesmo para aqueles que quiserem mais um interessante aprendizado para a sua vida. E o prêço do curso é dos mais camaradas: cem reais.
Através da ampliação do jogo de equilíbrio/desequilíbrio da posição ereta, as pernas-de-pau são capazes de proporcionar novas possibilidades de expressão e de presença. O crescimento da figura em cena e a sensação de risco experimentada pelo espectador garantem ainda um alto nível de espetacularidade. As pernas-de-pau também podem ser consideradas como um palco ambulante, destacam o corpo do ator acima das cabeças da multidão. Entretanto, é preciso andar sobre as pernas-de-pau com segurança, leveza e desenvoltura, deste modo, o espectador pode esquecê-las e entrar no jogo proposto pelo espetáculo.
Nesta oficina os alunos terão oportunidade de aprender a andar sobre as pernas-de-pau, reaprendendo a equilibrar-se exatamente como na primeira infância. Trabalharemos exercícios básicos e desenvolveremos elementos de dança como corridas, saltos e piruetas, individualmente ou em grupo. Trabalharemos com bastões, girando-os e lançando-os. Também aprenderemos várias formas de descer até o chão e se levantar. Durante o curso, o aluno também terá oportunidade de conhecer a metodologia de trabalho do Teatro Diadokai, que se utiliza de princípios e exercícios das tradições ocidental e oriental.
De 16 de abril a 2 de maio 3as, 4as e 5as das 19 às 22 hs. Vagas limitadas
Fundição Progresso (espaço 1) Rua dos arcos, 24 - Lapa
Informações e inscrições: 9677 1055 (Dani) - 3852 7022 (Ivana) - diadokai@alternex.com.br
9.4.02
Rua Alice, 75 - Quartos de Aluguel
Voltou ao cartaz no domingo, dia 7 e vai até o dia 26 de maio, o espetáculo da Cia Regina Miranda e Atores Bailarinos, Rua Alice 75 - Quartos de Aluguel, sempre aos domingos às 20 hs. ao preço do ingresso de vinte reais. Apenas 30 espectadores por sessão.
Sobre o espetáculo, um comentário de Silvia Soter do jornal OGlobo:
"Rua Alice, 75 -Quartos de Aluguel se constrói na zona de trânsito entre dança,artes visuais e teatro. Se logo de início essas linguagens se misturam, no fim aparecem destacadas, coabitando a cena, mas com contornos bem definidos. Com certeza nos momentos mais bonitos de Rua Alice não existem paredes separando linguagens."
Local: Rua Alice, 75 - Laranjeiras Sempre aos domingos às 20 hs. Venda antecipada no local Desconto de 50% para estudantes
Reservas e Informações: 2558-2657 ou claban@vento.com.br
SOBRE O ESPETÁCULO
Usando a história oral como fonte para a recriação e re-invenção de aspectos da vida em casas de cômodos do bairro de Laranjeiras, QUARTOS DE ALUGUEL investiga as estratégias de sobrevivência de pessoas que nelas habitam, encenando uma rica colagem que, como um mosaico, acumula significados, na medida em que seusdiversos elementos reaparecem e ecoam uns aos outros,
entre os diversos espaços que compõem a instalação.
A estrutura do espetáculo, ocupando os diversos espaços do sobrado da Companhia e incorporando múltiplos textos de múltiplas famílias, rearticulados
em diversos espaços e associados a textos dramáticos da literatura brasileira, espelha a organização estrutural de casas de cômodos, além de apresentar novas perspectivas para eventos originais e novas possibilidades para espaços urbanos, aqui explorados de maneira anti-convencional.
O público será convidado a percorrer os diversos aposentos do casarão situado à Rua Alice, 75. Através da eliminação da divisão entre o espaço cênico e o
espaço do espectador, a instalação nos parece uma forma interessante para estimular a platéia a se confrontar com ela mesma: na medida em que esta vai
construindo a sua maneira particular de reunir as várias cenas, escolhendo o tempo e os percursos que lhe parecem mais estimulantes a platéia se espelha e
se confunde com a ação.
A criação de Rua Alice, 75 - QUARTOS DE ALUGUEL não
teria sido possÍvel sem a valiosa colaboração de todos
os artistas integrantes ( bailarinos, coreógrafos e artistas plásticos), de
nossos narradores e de outros vizinhos da Rua Alice,
que conosco colaboraram anonimamente. A Companhia
Regina Miranda e AtoresBailarinos lhes é profundamente
grata pela experiência enriquecedora e pela confiança
e engajamento no projeto.
Todos os artistas que participam deste trabalho contribuiram criativamente para sua realização e a todos agradeço por enriquecerem minhas sugestões e
trazerem propostas que estimularam novas associações - Regina Miranda.
A perseguida: circo e cinema mudo para crianças
Estreiou sábado no TEATRO GLAUCIO GIL e vai até o dia 26 de maio o espetáculo do grupo Teatro Os Andarilhos que mistura teatro e técnicas circenses num espetáculo para crianças. O grupo -- da baixada fluminense --se apresenta pela primeira vez em temporada em um teatro, depois de ter percorrido e ser premiadíssimo em vários festivais pelo País. Aquí no JB uma entrevista do grupo dirigido pelo Lino Rocca que tem um curriculo respeitável com estágios nos melhores grupos internacionais, tantos que eu nem lembro agora, mas é só ver aqui no site do grupo. No elenco, Anderson Marques, Fábio Mateus, Lino Rocca e Vânia Santos.
Este trabalho promete. Pretendo ver ainda esta semana.
Teatro Glaucio Gil - sabados e domingos às 17hs. Até dia 26 de maio.
Maiores informações pelos tels. 2698-2789 / 9256-8691
Voltou ao cartaz no domingo, dia 7 e vai até o dia 26 de maio, o espetáculo da Cia Regina Miranda e Atores Bailarinos, Rua Alice 75 - Quartos de Aluguel, sempre aos domingos às 20 hs. ao preço do ingresso de vinte reais. Apenas 30 espectadores por sessão.
Sobre o espetáculo, um comentário de Silvia Soter do jornal OGlobo:
"Rua Alice, 75 -Quartos de Aluguel se constrói na zona de trânsito entre dança,artes visuais e teatro. Se logo de início essas linguagens se misturam, no fim aparecem destacadas, coabitando a cena, mas com contornos bem definidos. Com certeza nos momentos mais bonitos de Rua Alice não existem paredes separando linguagens."
Local: Rua Alice, 75 - Laranjeiras Sempre aos domingos às 20 hs. Venda antecipada no local Desconto de 50% para estudantes
Reservas e Informações: 2558-2657 ou claban@vento.com.br
SOBRE O ESPETÁCULO
Usando a história oral como fonte para a recriação e re-invenção de aspectos da vida em casas de cômodos do bairro de Laranjeiras, QUARTOS DE ALUGUEL investiga as estratégias de sobrevivência de pessoas que nelas habitam, encenando uma rica colagem que, como um mosaico, acumula significados, na medida em que seusdiversos elementos reaparecem e ecoam uns aos outros,
entre os diversos espaços que compõem a instalação.
A estrutura do espetáculo, ocupando os diversos espaços do sobrado da Companhia e incorporando múltiplos textos de múltiplas famílias, rearticulados
em diversos espaços e associados a textos dramáticos da literatura brasileira, espelha a organização estrutural de casas de cômodos, além de apresentar novas perspectivas para eventos originais e novas possibilidades para espaços urbanos, aqui explorados de maneira anti-convencional.
O público será convidado a percorrer os diversos aposentos do casarão situado à Rua Alice, 75. Através da eliminação da divisão entre o espaço cênico e o
espaço do espectador, a instalação nos parece uma forma interessante para estimular a platéia a se confrontar com ela mesma: na medida em que esta vai
construindo a sua maneira particular de reunir as várias cenas, escolhendo o tempo e os percursos que lhe parecem mais estimulantes a platéia se espelha e
se confunde com a ação.
A criação de Rua Alice, 75 - QUARTOS DE ALUGUEL não
teria sido possÍvel sem a valiosa colaboração de todos
os artistas integrantes ( bailarinos, coreógrafos e artistas plásticos), de
nossos narradores e de outros vizinhos da Rua Alice,
que conosco colaboraram anonimamente. A Companhia
Regina Miranda e AtoresBailarinos lhes é profundamente
grata pela experiência enriquecedora e pela confiança
e engajamento no projeto.
Todos os artistas que participam deste trabalho contribuiram criativamente para sua realização e a todos agradeço por enriquecerem minhas sugestões e
trazerem propostas que estimularam novas associações - Regina Miranda.
A perseguida: circo e cinema mudo para crianças
Estreiou sábado no TEATRO GLAUCIO GIL e vai até o dia 26 de maio o espetáculo do grupo Teatro Os Andarilhos que mistura teatro e técnicas circenses num espetáculo para crianças. O grupo -- da baixada fluminense --se apresenta pela primeira vez em temporada em um teatro, depois de ter percorrido e ser premiadíssimo em vários festivais pelo País. Aquí no JB uma entrevista do grupo dirigido pelo Lino Rocca que tem um curriculo respeitável com estágios nos melhores grupos internacionais, tantos que eu nem lembro agora, mas é só ver aqui no site do grupo. No elenco, Anderson Marques, Fábio Mateus, Lino Rocca e Vânia Santos.
Este trabalho promete. Pretendo ver ainda esta semana.
Teatro Glaucio Gil - sabados e domingos às 17hs. Até dia 26 de maio.
Maiores informações pelos tels. 2698-2789 / 9256-8691
5.4.02
Teatro de Anonimo e suas manhas e artes para várias comunidades do Rio
Publico aqui na íntegra, a notícia que eles mandaram para este blog:
CASA- cooperativa de artistas sociais autônomos, com as licenças devidas estará de mala e cuia invadindo os quintais do Movimento Fé e Amor Ilha de Guaratiba da Cia Étnica de Dança e Teatro Andarai, do Grupo de Teatro Nós do Morro Vidigal, do Grupo Cultural Jongo da Serrinha Serrinha e do CEASM - Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré Maré.
Com o patrocínio da Petroquisa estaremos realizando o projeto Território Cultural. Montaremos nosso Circo de bambu e lona com lotação de 200 pessoas e passaremos 10 dias em cada comunidade, realizando espetáculos, oficinas, vivências e registrando as histórias, as lideranças e as manifestações culturais locais, efetivando um intercâmbio entre a CASA, as comunidades e os grupos parceiros deste projeto.
Se quiser saber mais sobre o projeto e os grupos parceiros visite o site www.teatrodeanonimo.com.br . O projeto será de abril a junho e a cada ação estaremos informando o acontecido e a agenda do próximo .
Publico aqui na íntegra, a notícia que eles mandaram para este blog:
CASA- cooperativa de artistas sociais autônomos, com as licenças devidas estará de mala e cuia invadindo os quintais do Movimento Fé e Amor Ilha de Guaratiba da Cia Étnica de Dança e Teatro Andarai, do Grupo de Teatro Nós do Morro Vidigal, do Grupo Cultural Jongo da Serrinha Serrinha e do CEASM - Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré Maré.
Com o patrocínio da Petroquisa estaremos realizando o projeto Território Cultural. Montaremos nosso Circo de bambu e lona com lotação de 200 pessoas e passaremos 10 dias em cada comunidade, realizando espetáculos, oficinas, vivências e registrando as histórias, as lideranças e as manifestações culturais locais, efetivando um intercâmbio entre a CASA, as comunidades e os grupos parceiros deste projeto.
Se quiser saber mais sobre o projeto e os grupos parceiros visite o site www.teatrodeanonimo.com.br . O projeto será de abril a junho e a cada ação estaremos informando o acontecido e a agenda do próximo .
4.4.02
Pra não dizer que não falei do Festival de Teatro em Curitiba, que encerrou no domingo,aqui um balanço na visão do Macksen Luiz -- crítico do Jornal do Brasil. E ainda um outro olhar, o do João Nunes enviado especial do Correio Popular, de Campinas.
Paz - peça inédita de Aristofanes estréia hoje no T.G.Gil
A comédia grega mostra como o ser humano vem buscando a paz ao longo dos séculos, nesta montagem dirigida por Amir Hadad, para a formatura dos alunos da CAL, e que estréia hoje no Teatro Glaucio Gil em Copacabana, em frente ao Metrô. Mais detalhes em O Globo de hoje.
A comédia grega mostra como o ser humano vem buscando a paz ao longo dos séculos, nesta montagem dirigida por Amir Hadad, para a formatura dos alunos da CAL, e que estréia hoje no Teatro Glaucio Gil em Copacabana, em frente ao Metrô. Mais detalhes em O Globo de hoje.
Dança Brasil no CCBB
Na sua sexta edição Dança Brasil estréia hoje no Teatro II do CCBB no Rio e em Brasilia, pela primeira vez. Neste sexto ano, o Dança Brasil elegeu o escritor cubano, naturalizado italiano, Italo Calvino e seu livro Seis propostas para o próximo milênio, como elo e tema para o trabalho das seis companhias que irão se apresentar. E vindos diretamente da França para participar a Cie. Fleur du Peau do Michel e Denise Namura, com quem tive a honra e o privilégio de estudar em Paris. Já falei disso lá no outro blog.
Atividades paralelas: Mostra de vídeos, diariamente do dia 23 ao dia 28 de abril.
Texto aberto: encontro sobre as propostas de Calvino com participação de artistas e teóricos, mediação de Roberto Pereira, doutorando em Comunicação e Semiótica, PUC-SP eMestre em Filosofia- Univ. de Viena. dia 9 (terça-feira) às l8,30 hs.
De hoje a domingo, a Cia. Lia Rodrigues apresenta Formas breves.
De 11 a 14 Giovane Aguiar (representante de Brasilia) dança Vertigem e Mariana Muniz Tufúns inspirada em textos de Ferreira Gullar.
De 18 a 21 Cie. A Fleur du Peau - Michel Bugdahn e Denise Namura, em Aller-retourSimpleinspirado em Italo Calvino.
De 25 a 28 Ana Victoria em Sobre o comêço do fim e Esther Weitzman em Sonoridades
Maiores detalhes aqui em O Globo de hoje.
Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB Rua 1o de Março, 66 - Centro Tel.2808-2020 -- Até o dia 28 de abril, de quinta a domingo às 19 hs. -- Dez e cinco reais (estudante).
Na sua sexta edição Dança Brasil estréia hoje no Teatro II do CCBB no Rio e em Brasilia, pela primeira vez. Neste sexto ano, o Dança Brasil elegeu o escritor cubano, naturalizado italiano, Italo Calvino e seu livro Seis propostas para o próximo milênio, como elo e tema para o trabalho das seis companhias que irão se apresentar. E vindos diretamente da França para participar a Cie. Fleur du Peau do Michel e Denise Namura, com quem tive a honra e o privilégio de estudar em Paris. Já falei disso lá no outro blog.
Atividades paralelas: Mostra de vídeos, diariamente do dia 23 ao dia 28 de abril.
Texto aberto: encontro sobre as propostas de Calvino com participação de artistas e teóricos, mediação de Roberto Pereira, doutorando em Comunicação e Semiótica, PUC-SP eMestre em Filosofia- Univ. de Viena. dia 9 (terça-feira) às l8,30 hs.
De hoje a domingo, a Cia. Lia Rodrigues apresenta Formas breves.
De 11 a 14 Giovane Aguiar (representante de Brasilia) dança Vertigem e Mariana Muniz Tufúns inspirada em textos de Ferreira Gullar.
De 18 a 21 Cie. A Fleur du Peau - Michel Bugdahn e Denise Namura, em Aller-retourSimpleinspirado em Italo Calvino.
De 25 a 28 Ana Victoria em Sobre o comêço do fim e Esther Weitzman em Sonoridades
Maiores detalhes aqui em O Globo de hoje.
Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB Rua 1o de Março, 66 - Centro Tel.2808-2020 -- Até o dia 28 de abril, de quinta a domingo às 19 hs. -- Dez e cinco reais (estudante).
31.3.02
Vau da Sarapalha - dez anos em cena
O texto de Guimarães Rosa, adaptado e dirigido pelo Luiz Carlos Vasconcelos, que esteve em cartaz aqui no Rio, pelo Brasil todo, pela America Latina, Europa, completou dez anos em cartaz dia 27 deste mês, nas comemorações do Dia Mundial do Teatro, no palco do Teatro José de Alencar, em Fortaleza. Detalhe: o elenco é o mesmo da estréia da peça. Aqui para o jornal O Povo, uma entrevista com o elenco, falando da peça e dos desafios desse trabalho.
Eu tive o privilégio de assistir quando eles vieram se apresentar pela primeira vez aqui no Rio, no palco do Teatro Glaucio Gil. O impacto da montagem eu guardo na memoria até hoje. Fiquei fã incondicional do trabalho do Luiz Carlos. E o trabalho do ator que faz o cachorro virou referência para mim das possibilidades do uso corporal do ator. E o Palhaço Xuxu, eu adoro. Vou a qualquer lugar onde ele for se apresentar, e peço a benção.
E aqui uma entrevista rara com o Luiz Carlos, falando do Xuxu, de " Vau da Sarapalha" que vai voltar este ano a se apresentar em alguns países da Europa, e do filme Carandiru que ele está fazendo com o Babenco.
O texto de Guimarães Rosa, adaptado e dirigido pelo Luiz Carlos Vasconcelos, que esteve em cartaz aqui no Rio, pelo Brasil todo, pela America Latina, Europa, completou dez anos em cartaz dia 27 deste mês, nas comemorações do Dia Mundial do Teatro, no palco do Teatro José de Alencar, em Fortaleza. Detalhe: o elenco é o mesmo da estréia da peça. Aqui para o jornal O Povo, uma entrevista com o elenco, falando da peça e dos desafios desse trabalho.
Eu tive o privilégio de assistir quando eles vieram se apresentar pela primeira vez aqui no Rio, no palco do Teatro Glaucio Gil. O impacto da montagem eu guardo na memoria até hoje. Fiquei fã incondicional do trabalho do Luiz Carlos. E o trabalho do ator que faz o cachorro virou referência para mim das possibilidades do uso corporal do ator. E o Palhaço Xuxu, eu adoro. Vou a qualquer lugar onde ele for se apresentar, e peço a benção.
E aqui uma entrevista rara com o Luiz Carlos, falando do Xuxu, de " Vau da Sarapalha" que vai voltar este ano a se apresentar em alguns países da Europa, e do filme Carandiru que ele está fazendo com o Babenco.
30.3.02
Cristina Pereira, estreia e Gil Vicente
Tenho uma grande admiraçao pela Cristina Pereira, desde a sua primeira apresentaçao no Rio, com um espetaculo vindo de Porto Alegre, com direçao do Paulinho Albuquerque, apresentando no Projeto Mambembao nos anos 80. Ela e um exemplo de coerencia e consistencia de uma atriz com a sua profissao. E aqui, ela fala do seu novo trabalho que estreiou na quinta - ensaios abertos de graça para o publico ate domingo. E a estreia oficial acontece na proxima quinta feira, dia 4 de abril.
Casa da Gavea - Pça. Santos Dumont, ll6 Tels.2239-3511 e 2512-4862
Tenho uma grande admiraçao pela Cristina Pereira, desde a sua primeira apresentaçao no Rio, com um espetaculo vindo de Porto Alegre, com direçao do Paulinho Albuquerque, apresentando no Projeto Mambembao nos anos 80. Ela e um exemplo de coerencia e consistencia de uma atriz com a sua profissao. E aqui, ela fala do seu novo trabalho que estreiou na quinta - ensaios abertos de graça para o publico ate domingo. E a estreia oficial acontece na proxima quinta feira, dia 4 de abril.
Casa da Gavea - Pça. Santos Dumont, ll6 Tels.2239-3511 e 2512-4862
25.3.02
Celebração ao Mestre Dacio Lima
Na próxima segunda feira, dia 1o. de abril, no Teatro Glauce Rocha, vai acontecer uma festa com espetáculo, reunindo os melhores momentos da Companhia do Gesto, além de trazer atores de São Paulo, Brasilia e Vitoria, que participaram dos nucleos de criação e pesquisa, formados pelo Mestre Dacio Lima, além de uma exposição com fotos, videos, máscaras, cartazes, etc., mostrando a sua trajetoria.
Teatro Glauce Rocha, Av. Rio Branco, em frente ao Metrô da Carioca.
Abertura do foyer às 18 hs. e espetáculo começa às 20 hs.
Convites com a Companhia ou a partir das 18h, no Teatro Glauce Rocha.
A seguir a Carta Aberta divulgada pelo nucleo da Companhia do Gesto.
A Companhia do Gesto, a família e os amigos do Diretor Teatral e Educador
Dácio Lima comunicam o seu falecimento. Vítima da violência que assola e
oprime o país, o querido diretor foi assassinado no dia 01 de fevereiro, na
própria sede da Companhia em Botafogo, zona sul carioca. Fato ainda não
explicado pela polícia, que realiza investigação.
O Teatro brasileiro e mundial, já que seu trabalho ultrapassava as
fronteiras de nosso país, perdem um Grande Pesquisador e Inovador. Um homem
que dedicava integralmente sua atenção ao Teatro e que contribuiu de forma
significativa para o desenvolvimento da Cena Contemporânea em nosso país,
através de longa e séria pesquisa, na qual dava ênfase à universal linguagem
do silêncio.
Com uma trajetória iniciada em Brasília, nos anos 70, Dácio, desde essa
época esteve à frente de grupos e não de elencos. Acreditava ser essencial
reunir pessoas dispostas a trabalhos que não seguissem fórmulas conhecidas. Partiu para a Europa em busca de novas idéias e
fixou-se em Paris, onde fez formação em diferentes escolas.
Voltou ao Brasil no meio dos anos 80 e sediou-se no Rio de Janeiro onde
fundou a Companhia do Gesto, junto a outros atores que acreditavam em sua
proposta de investigação sobre a linguagem do Silêncio.
Com sua ousadia e determinação, trouxe aos palcos do Rio o primeiro
espetáculo brasileiro a utilizar integralmente a linguagem das Máscaras. Foi
pioneiro também ao levar o Palhaço para a sala de teatro, por meio de uma
construção com base técnica. Retratou sem palavras décadas de nossa
história, no memorável O Baile que esteve em cena por cerca
de seis anos, encantando platéias de todo o país.
Nos últimos anos vinha dedicando-se ainda mais a uma de suas grandes
virtudes, a educação. Dácio foi um grande Educador; utilizava-se do Teatro
para despertar consciência em seus alunos e atores. Consciência do corpo
integrado à mente e ao espírito. Consciência das básicas questões do
Ser; quem somos, de onde viemos e para onde iremos.
A forma brutal como Dácio foi tirado de nosso convívio intriga e entristece
ainda mais aqueles que, com ele, comungavam ricos momentos. Inspirado nesse carinho e em Homenagem à sua Pessoa e Dedicação ao Teatro, o núcleo da Companhia do Gesto e os atores que trabalharam conjuntamente, resolvem fazer uma celebração do aniversário que viria, data em que Dácio completaria 50 anos.
Um grande espetáculo composto de fragmentos das últimas montagens será
levado à cena . Reuniremos atores do Rio, Brasília, São Paulo e Vitória,
locais onde Dácio vinha desenvolvendo novos núcleos de criação e pesquisa.
O objetivo será reunir todos que trabalharam dentro e fora de cena, amigos,
espectadores que acompanhavam a trajetória da Companhia, profissionais da
imprensa e de orgãos governamentais de cultura, professores, enfim, todos
aqueles que gostavam e conheciam a Pessoa e o Trabalho de Dácio Lima. Reunir
todos para um Grande Aplauso.
O espetáculo acontecerá no dia 01 de abril, no teatro Glauce Rocha (Av. Rio
Branco - em frente ao metrô carioca) às 20h. A partir das 18h o foyer do
teatro estará aberto, com uma exposição de fotos, máscaras e vídeos, que
retratam toda a trajetória de Dácio Lima.
Atenciosamente,
Companhia do Gesto
Na próxima segunda feira, dia 1o. de abril, no Teatro Glauce Rocha, vai acontecer uma festa com espetáculo, reunindo os melhores momentos da Companhia do Gesto, além de trazer atores de São Paulo, Brasilia e Vitoria, que participaram dos nucleos de criação e pesquisa, formados pelo Mestre Dacio Lima, além de uma exposição com fotos, videos, máscaras, cartazes, etc., mostrando a sua trajetoria.
Teatro Glauce Rocha, Av. Rio Branco, em frente ao Metrô da Carioca.
Abertura do foyer às 18 hs. e espetáculo começa às 20 hs.
Convites com a Companhia ou a partir das 18h, no Teatro Glauce Rocha.
A seguir a Carta Aberta divulgada pelo nucleo da Companhia do Gesto.
A Companhia do Gesto, a família e os amigos do Diretor Teatral e Educador
Dácio Lima comunicam o seu falecimento. Vítima da violência que assola e
oprime o país, o querido diretor foi assassinado no dia 01 de fevereiro, na
própria sede da Companhia em Botafogo, zona sul carioca. Fato ainda não
explicado pela polícia, que realiza investigação.
O Teatro brasileiro e mundial, já que seu trabalho ultrapassava as
fronteiras de nosso país, perdem um Grande Pesquisador e Inovador. Um homem
que dedicava integralmente sua atenção ao Teatro e que contribuiu de forma
significativa para o desenvolvimento da Cena Contemporânea em nosso país,
através de longa e séria pesquisa, na qual dava ênfase à universal linguagem
do silêncio.
Com uma trajetória iniciada em Brasília, nos anos 70, Dácio, desde essa
época esteve à frente de grupos e não de elencos. Acreditava ser essencial
reunir pessoas dispostas a trabalhos que não seguissem fórmulas conhecidas. Partiu para a Europa em busca de novas idéias e
fixou-se em Paris, onde fez formação em diferentes escolas.
Voltou ao Brasil no meio dos anos 80 e sediou-se no Rio de Janeiro onde
fundou a Companhia do Gesto, junto a outros atores que acreditavam em sua
proposta de investigação sobre a linguagem do Silêncio.
Com sua ousadia e determinação, trouxe aos palcos do Rio o primeiro
espetáculo brasileiro a utilizar integralmente a linguagem das Máscaras. Foi
pioneiro também ao levar o Palhaço para a sala de teatro, por meio de uma
construção com base técnica. Retratou sem palavras décadas de nossa
história, no memorável O Baile que esteve em cena por cerca
de seis anos, encantando platéias de todo o país.
Nos últimos anos vinha dedicando-se ainda mais a uma de suas grandes
virtudes, a educação. Dácio foi um grande Educador; utilizava-se do Teatro
para despertar consciência em seus alunos e atores. Consciência do corpo
integrado à mente e ao espírito. Consciência das básicas questões do
Ser; quem somos, de onde viemos e para onde iremos.
A forma brutal como Dácio foi tirado de nosso convívio intriga e entristece
ainda mais aqueles que, com ele, comungavam ricos momentos. Inspirado nesse carinho e em Homenagem à sua Pessoa e Dedicação ao Teatro, o núcleo da Companhia do Gesto e os atores que trabalharam conjuntamente, resolvem fazer uma celebração do aniversário que viria, data em que Dácio completaria 50 anos.
Um grande espetáculo composto de fragmentos das últimas montagens será
levado à cena . Reuniremos atores do Rio, Brasília, São Paulo e Vitória,
locais onde Dácio vinha desenvolvendo novos núcleos de criação e pesquisa.
O objetivo será reunir todos que trabalharam dentro e fora de cena, amigos,
espectadores que acompanhavam a trajetória da Companhia, profissionais da
imprensa e de orgãos governamentais de cultura, professores, enfim, todos
aqueles que gostavam e conheciam a Pessoa e o Trabalho de Dácio Lima. Reunir
todos para um Grande Aplauso.
O espetáculo acontecerá no dia 01 de abril, no teatro Glauce Rocha (Av. Rio
Branco - em frente ao metrô carioca) às 20h. A partir das 18h o foyer do
teatro estará aberto, com uma exposição de fotos, máscaras e vídeos, que
retratam toda a trajetória de Dácio Lima.
Atenciosamente,
Companhia do Gesto
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